sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Minha biblioteca virtual

Os livros que tenho, que já li, que vou ler, que estou lendo e os que desejo, tudo em
http://www.skoob.com.br/usuario/902792

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Meu niver tá chegando...

Não sabe que livro escolher para mim? Simples. Entre na página de minha biblioteca virtual e clique na palavra 'desejados'. Qualquer um destes é bem vindo. Obrigada.

http://www.skoob.com.br/usuario/902792

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O cara



Como vou saber se encontrei ‘o cara’?
Se encontrar alguém por quem meu coração dispara
Se encontrar um amigo que me completa por inteiro
Ou aquele que chega em mim primeiro?

Como saber se minha busca chegou ao fim
Se a vida é nova ao olhar prá mim
Se o caminho é cor que me ilumina
Se a palavra é doce e me anima?

Como ter certeza de que me completa
Se me deixa sempre uma porta aberta
Se aguenta o tranco em minha crise
Se vier ao meu auxilio sem que alguém avise?

Há algum sinal prá me avisar
Que encontrei aquele que vai me amar
Em carne, osso, alma e entendimento,
Que vai marcar minha vida e ser meu alimento?

Será que é pedir muito,
por demais a expectativa,
Que ninguém se habilite,
que não haja alternativa?

Ou será que o escolhido
deva somente ser
antes de ser um bom marido
aquele sem o qual eu não consiga viver?


 (Angela Natel – 24/01/2014)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Aniversário

Mês que vem é meu aniversário.
Já ganhei vários presentes
Tenho vida, amigos, livros.
Divirto-me sem precedentes.

Sigo as séries mais legais
Falo inglês,
Estudo e ensino hebraico e LIBRAS.
Sou professora de português.

Mas mês que vem fico mais velha
Meus planos nem sempre dão certo
Trinta e cinco não é brincadeira
Mantenho o perigo sempre por perto.

Não me canso de boa música
Colecionando o que mais gosto
Pago o preço por cada sorriso
Deixo minha marca em tudo que posto.


(Angela Natel – 23/01/2014)

domingo, 26 de janeiro de 2014

Minha página no facebook:

Para curtir e interagir:

https://www.facebook.com/pages/Angela-Natel/137128436426391

Guns N' Roses em Curitiba: eu vou!

http://www.blueticket.com.br/?secao=Eventos&evento=9419&t=Guns+N+Roses+-+Curitiba%2FPR&src=BlueticketBrasil


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Dica para leitura e estudo:


Dica do dia: Novo Deit-Libras - Língua de Sinais Brasileira
Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue - volume 1 - Sinais de A a H e Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue - volume 2 - Sinais de I a Z - é preciso estudo e dedicação para ninguém ficar de fora!

https://www.facebook.com/pages/Angela-Natel/137128436426391?ref=hl

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Parabéns, professor Clodovis Boff!


O que dizer de tão grande coração, alma tão profunda, exemplo tão marcante?
O que dizer de um Mestre por excelência, de um amigo prá toda hora, de um discípulo e de um constante aprendiz?
Ao Mestre, amigo, grande pesquisador e contagiante escritor, desejo a rica sabedoria de Deus continuamente em sua vida, meus cumprimentos por seus 70 anos de vida, professor Clodovis Boff. Sinto-me lisonjeada de ter nossas histórias sendo cruzadas neste período tão rico e restaurador que Deus tem me proporcionado.
Quero seguir seu exemplo, trilhar o caminho a mim proposto com tamanha dedicação, e prosseguir para o alvo.
Parabéns!
Com carinho

Angela Natel

Clodovis Boff celebra 70 anos! Uma singela e sincera homenagem

Clodovis Boff celebra 70 anos! Uma singela e sincera homenagem

FIFA World Cup 2014 - THE REAL BRAZIL

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Mulher-Atena





Como Deusa da sabedoria, Atena era conhecida por suas estratégias vitoriosas e soluções práticas, como arquétipo Atena é seguida pelas mulheres de mente lógica, governadas mais pela razão do que pelo coração.

Esta mulher regida pela sabedoria da civilização demonstra que pensar bem, manter a calma no ponto mais culminante de uma situação emocional e desenvolver boas táticas no meio do conflito são as melhores soluções.
A mulher que assim age está sendo como Atena e não agindo como um homem, seu aspecto masculino ou animus não está agindo por ela.

Esta mulher busca a realização profissional, sendo bem sucedida na educação, na cultura intelectual, na justiça social e política.

É bem fácil identificá-la, pois a mulher-Atena está no mundo, ela faz as coisas acontecerem: editorando revistas, dirigindo departamentos de Universidades, dirigindo empresas, são personalidades políticas e grandes executivas.


Ela está sempre em evidência,pois é prática e extrovertida e atuante.


Entretanto, a maioria dos homens têm medo dela, pois acham que não estão a altura de seu intelecto e da sua coragem.


É difícil um homem conquistar o seu respeito, mas quando o conquista a mulher-Atena é a mais leal das companheiras, uma verdadeira amiga de todas as horas.


Os gregos a chamavam de "Companheira dos Heróis" pois só homens realmente valorosos conquistavam o seu apoio e a sua proteção.

Suas preocupações são o mundo, tendem a ser sensíveis às relações humanas e somente elas são capazes de ajudar a tornar os grupos coesos.


O arquétipo desta deusa se manifesta com maior intensidade em meninas pequenas. Seu forte ego as tornam briguentas e combativas, sempre buscando destacar-se através da lógica e da razão.


Preferirá sempre brincar com meninos, aceitando suas brigas e brincadeiras violentas, armando táticas e estratégias para vencer.


Assim como sua irmã Artemis ela se orgulha dos seus modos de rapaz.


Porém, sendo mais competitiva, argumentará: "Tudo o que você consegue fazer, eu consigo fazer melhor".
A independência da mulher-Atena em relação aos homens é também, uma virtude que ela partilha com Artemis.


Na realidade, ambas são consideradas deusas virgens, ou seja uma em si mesmas, sem a nessecidade do complemento masculino, o que no mundo grego significava que não eram casadas.


Elas são tão bem resolvidas, não necessitando de um homem como parceiro ou consorte.


O motivo de Hera precisar de um companheiro ou de Afrodite tolerar um amante imaturo tendem a ser um mistério para Atena.
Entretanto, apesar de sua força, seu brilho e independência, a donzela vestida de armadura, tem a vulnerabilidade de uma menina, pois Atena é uma filha do Patriarcado e muitas vezes renega a sua sensibilidade feminina em favor de valores da sociedade Patriarcal.


Até mesmo as mais bem-sucedidas e carismáticas mulheres-Atena revelarão um dia, o quanto se sentem inseguras e ansiosas a despeito de tudo que realizam externamente devido a essa recusa em assumir a sua sensibilidade feminina.


Eis aqui o paradoxo que nos leva ao cerne da chaga de Atena: quanto mais ela encobre a donzela vulnerável, mais impetuosa se torna sua armadura protetora.


Sua ferida, irá afugentar com selvageria todos aqueles que poderiam ajudá-la, pois ela jamais desarma suas defesas.
Jamais deixará exposta a essência nua e infinitamente sensível de sua feminilidade.


Referência: As Deusas e a Mulher - Jean Shinoda Bolen
A Deusa Interior - Jennifer Barker Woolger/Roger J. Woolger

fonte: http://adeusainterior.blogspot.com.br/2009/11/1-mulher-atena.html

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Impacto de leitura


Terminei de ler o diário, após algumas pausas para pesquisa dos dados encontrados, para respirar fundo, chocada com a realidade confirmada, para conter as lágrimas de fatos que já conhecia, mas ignorava. Fui casada com um nigeriano extremamente envolvido em toda essa tristeza. Tive que me posicionar, e enfrentar a resistência de uma religião que prefere a conivência com o pecado do que o valor de um ser humano. Tive de optar, e escolhi a vida em detrimento de um casamento, escolhi a verdade em detrimento da hipocrisia, escolhi me doar e apoiar quem salva e não quem mata. Meu apoio ao trabalho de vocês, irmãos, minhas orações, toda divulgação possível e, quem sabe, voluntariado. Estou orando, me organizando e planejando. Contem comigo.

Angela Natel

Saiba mais em http://caminhonacoes.com/

domingo, 19 de janeiro de 2014

Poe

Hoje é aniversário de 205 do Poe, nascido em 19 de Janeiro de 1809. E em homenagem ao grande poeta aniversariante do dia, aí está o poema mais famoso dele! 


O CORVO 


Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.

É só isto, e nada mais."

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,

Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.

É só isto, e nada mais".

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.

Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.

Isso só e nada mais.

Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.

"É o vento, e nada mais."

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,

Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."

Disse o corvo, "Nunca mais".

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,

Com o nome "Nunca mais".

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".

Disse o corvo, "Nunca mais".

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais

Era este "Nunca mais".

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,

Com aquele "Nunca mais".

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,

Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,

Libertar-se-á... nunca mais!



*


Edgar Allan Poe


Traduzido por: Fernando Pessoa


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sábado, 18 de janeiro de 2014

Apologia



Eu só leio pelo espelho
De quem concorda comigo
Não aprendo, só releio
Nos braços de meu amigo.

A prostituta eu desrespeito
Porque não merece meu apoio
Ignoro o direito
De quem considero joio.

Só ouço a quem se parece
Com o que penso e o que sou
Quem fala a verdade, mas não merece
Não perca tempo com o seu show.

Não me interessa se tem razão
Se fala uma verdade
Julgo e rotulo, não abro mão
Não aprendo nem ouço com humildade.

Aliás, sou como deus
Determino o pecado mais perigoso
Se concordar eu abomino
O meu erro é pequeno, comparado aos seus.


Angela Natel – 18/01/2014

Visões do Passado - Churrascaria do Alfredo (meu tio-avô!)

Instituto Histórico Geográfico de Palmeira: Visões do Passado - Churrascaria do Alfredo: Por:   Luiz Gastão Gumy ______________________________________________________ Alfredo Rain, cidadão Palmeirense nascido em 12/0...

Visões do Passado - Churrascaria do Alfredo (meu tio-avô!)

Instituto Histórico Geográfico de Palmeira: Visões do Passado - Churrascaria do Alfredo: Por:   Luiz Gastão Gumy ______________________________________________________ Alfredo Rain, cidadão Palmeirense nascido em 12/0...

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Um olhar no espelho

Rápida no gatilho
Eficiente
Não espera.
Asas de anjo
Dentes de fera.
Caça a presa
Não deixa para trás
Realiza,
Lidera,
Pensa,
então faz.
Risco enfrenta
Não paralisa
Adrenalina aumenta
Inteligente,
sagaz.


(Angela Natel – 14/01/2014)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Branca de Neve


Detalhe: não existe madrasta, só a mãe (rainha) e sua filha (Branca de Neve).

"(...) 'Espelho, espelho meu,
existe no mundo alguém mais bela do que eu?'

O espelho respondeu:

'Vós, minha rainha, sois a mais bela por aqui,
mas Branca de Neve é mil vezes mais bonita!'

(...) a rainha ficou pálida de inveja (...) chamou um caçador e disse a ele: 'Leve Branca de Neve para longe na floresta e mate-a ali; (...) traga-me seu pulmão e seu fígado, que eu vou cozinhar no sal e comer'. (...) estava passando por ali em pequeno porco selvagem, ele o matou, tirou dele pulmão e fígado e os apresentou à rainha como prova. A rainha logo os cozinhou no sal e os comeu, pensando estar comendo o pulmão e o fígado de Branca de Neve [sua própria filha - nota minha]. (...)" (Grimm, 1812, pp.248,249)

"(...) Ela então contou a eles que sua mãe queria matá-la (...) Os anões sentiram muita pena e disseram: 'Se você quiser cuidar da nossa casa e cozinhar, costurar, arrumar as camas, lavar e cerzir e também arrumar e limpar tudo direitinho, pode morar com a gente que nada lhe faltará. Nós voltamos para casa à noite, então até lá a comida tem de estar pronta, mas passamos o dia escavando ouro na mina e você estará sozinha. (...)
a rainha (...) resolveu ela mesma se vestir de vendedora ambulante, (...) e ir até a casa dos anões. (...)
Branca de Neve se pôs diante da velha, esta pegou o cordão e começou a apertar, apertar e a apertar, tão forte que ela parou de respirar e despencou morta no chão. (...)
...os sete anões (...) a ergueram e (...) cortaram o cordão em dois, ela respirou e estava novamente viva. (...)
A rainha (...) acabou envenenando um pente (...) transformada em outra pessoa. (...) 'Venha, deixe-me pentear o seu cabelo', (...) assim que o pente foi fincado em sua cabeça, Branca de Neve caiu morta no chão. (...)
...os anões (...) tiraram o pente envenenado do cabelo dela (...) Branca de Neve abriu os olhos, voltando a viver; (...)
...a rainha (...) preparou uma maçã, muito, mas muito envenenada (...) Branca de Neve (...) deu uma mordida; mas, mal estava com um pedaço na boca, caiu morta no chão (...)" (Grimm, 1812, pp.250-253)

"(...) os anõezinhos (...) viram que sua aparência era tão boa, ela nem parecia morta (...) mandaram fazer um caixão de vidro (...)
Branca de Neve passou muito tempo no caixão e não se decompunha; (...) um jovem príncipe (...) pediu que os anões lhe vendessem o caixão com a Branca de Neve, mas eles não aceitaram por ouro nenhum no mundo. Então ele pediu que eles lhe dessem o caixão de presente. (...) Os anõezinhos (...) lhe deram o caixão com Branca de Neve. O príncipe fez com que o caixão fosse levado ao seu castelo e colocado no salão, onde passava o dia sentado sem conseguir desviar o olhar dela [necrofilia? - nota minha] (...) Os criados, porém, que toda hora tinham de levar o caixão de um lugar a outro, não estavam nada satisfeitos, e um deles abriu a tampa, ergueu Branca de Neve e disse: 'Passamos o dia sofrendo, por uma menina morta!', e com isso deu um tapa nas costas dela. Nesse instante, o pedaço de maçã podre que ela havia mordido saltou de sua garganta e Branca de Neve estava viva outra vez. (...)" (Grimm, 1812, pp.253-254)

"(...) O casamento foi acertado. (...) a rainha (...) ao chegar, (...) colocaram pantufas de ferro no fogo e, quando estavam em brasa, ela foi obrigada a calçá-las e a dançar, e seus pés foram terrivelmente queimados e ela só poderia parar de dançar quando caísse morta." [e a história acaba exatamente assim - nota minha]
(Grimm, 1812, p.256)

Notas: Angela Natel

domingo, 12 de janeiro de 2014

Finalmente livre


Vem chuva
Lave a minha alma
Corra com meus medos
E deixe-o passar.

Olhe nos meus olhos
Sinta o meu sorriso
Veja o quanto é lindo
O recomeçar.

Pode vir com o tempo
Não tenho mais medo
Nem vejo perigo
Em me aproximar.

Percebo uma presença
Que um dia cortou-me a alma
Mas depois de anos
Não vale o meu chorar.

Estranhamente livre
Com a felicidade
Indescritível em meu peito
Para me encontrar.


(Angela Natel – 12/01/2014)

sábado, 11 de janeiro de 2014

Ajudar!


Ajudar é mais que um prazer, é um aprendizado!
Ajude a AACD  e suas 16 unidades para tratamento de pessoas com deficiência física!
http://www.aacd.org.br/
https://teleton.org.br

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Chapeuzinho Vermelho


"(...) o lobo devorou a avó. (...) pulou sobre a pobre Chapeuzinho e a engoliu. (...)
Um caçador (...) buscou a tesoura e cortou a barriga do lobo (...) avistou o chapeuzinho vermelho brilhando, e depois de mais uns cortes a menina saltou para fora (...). Logo Depois, a avó também saiu com vida. Chapeuzinho correu para buscar pedras bem pesadas, que eles colocaram na barriga do lobo, e, quando ele acordou e quis ir embora, as pedras pesaram tanto que acabou caindo morto. (...)" (Grimm, 1812, pp.138,139)

Bqblog - Barbacena: 6- Museu da Loucura

Bqblog - Barbacena: 6- Museu da Loucura

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Casamento, modo de usar | Palavra Crônica

Casamento, modo de usar | Palavra Crônica

A Gata Borralheira


"(...) para que ela não pudesse descer as escadas correndo tão rápido, ele mandou passar piche nos degraus. (...) Apressada, tratou de ir embora e desceu a escadaria correndo. Mas, por estar pintada de piche, um de seus sapatos dourados ficou preso... (...) (Grimm, 1812, p.125)

Quando o príncipe chegou na casa delas, a mãe disse secretamente: 'Ouçam, tomem aqui essa faca e, se o sapato não servir, cortem um pedaço do pé. Vai doer um pouquinho, mas não faz mal porque passa logo e uma de vocês irá se tornar rainha'. (...) Então ela cortou um pedaço do calcanhar até conseguir enfiar o pé no sapato. Quando o príncipe viu que o sapato servia, declarou que ela era a noiva dele e a levou até a carruagem. (...)
...as duas pombas brancas estavam sentadas (...) dizendo:

'Olhe bem, rapaz!
A verdadeira ficou para trás,
O sapato ficou apertado,
Está todo ensanguentado!'

(...) a segunda filha (...) cerrou os dentes e cortou fora um pedaço bem grande do dedão. Depois calçou o sapato rapidamente. Pensando ser ela a verdadeira noiva, o príncipe a levou até a carruagem. (...) as duas pombas disseram:

'Olhe bem, rapaz!
A verdadeira ficou para trás,
O sapato ficou apertado,
Está todo ensanguentado!'(...)" (Grimm, 1812, pp.126,127)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

O Professor Hélio Puglielli fala sobre o sotaque paranaense e curitibano...

Lista R | Onde É Que Já Viste Isto? - Episódio I

Rapunzel (1a edição): a revelação

"De início Rapunzel (...) não demorou a gostar tanto do príncipe que combinou que viesse visitá-la todos os dias e ela o puxava para cima. (...) Até que um dia Rapunzel disse a ela [à fada]: 'Sabe, (...) as minhas roupas estão tão apertadas que não estão querendo servir mais em mim'. (...) depois de um tempo, deu à luz gêmeos, um menino e uma menina." (Grimm, 1812, p.75)

Hum...

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Fênix


Um livro novo
Tira-me um sorriso
Um medo vencido
Enche-me de prazer.

Sou carta marcada
Pelos meus sonhos
Sou vida esmagada
Que bom vinho produz.

Dor que não me deixa dormir
Contos que me fazem sorrir
Impaciência ao responder
Quem insiste em não entender.

Não vou discutir
Sou paga prá explicar
Não vou nem mentir
Esforço por terminar.

Vencer o medo da pressa
E da ansiedade
Pisar sobre as brasas
Que queimam a vaidade.

A fênix que se ergue das chamas
Puxa o ar para dentro de si
E clama, e clama.

Pedi por socorro, agora me calo.
Sou livro aberto,
Eu mudo, não paro.

Aprendo com tudo
O que vejo ao redor.
Não tenho medo de nada
Posso ser sempre melhor.

A dor me impulsiona
A impaciência não.
Remédios diários
Não me colocam no chão.

Exponho minha vida
Prá quem quiser ver.
Se as portas se fecham
Eu pago prá ver.

Não devo um caminho
Planejo, sou livre,
Nunca estou sozinho
Amigos?Já tive.

O que devo, eu pago,
Dinheiro, amor,
Com o tempo ao meu lado
Ao meu dispor.

Por isso é possível
Sonhar acordada
Sou invencível
Não sou limitada.


(Angela Natel – 07/01/2014)

Crazy Barbie



Com o pessoal da Banda Crazy Barbie (Banda Guns Cover) -26/01/2014.

https://www.facebook.com/GunsNRosesCover


at Seba's Rock Bar.

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Como vou saber se encontrei ‘o cara’?
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Se a vida é nova ao olhar prá mim
Se o caminho é cor que me ilumina
Se a palavra é doce e me anima?

Como ter certeza de que me completa
Se me deixa sempre uma porta aberta
Se aguenta o tranco em minha crise
Se vier ao meu auxilio sem que alguém avise?

Há algum sinal prá me avisar
Que encontrei aquele que vai me amar
Em carne, osso, alma e entendimento,
Que vai marcar minha vida e ser meu alimento?

Será que é pedir muito,
por demais a expectativa,
Que ninguém se habilite,
que não haja alternativa?

Ou será que o escolhido
deva somente ser
antes de ser um bom marido
aquele sem o qual eu não consiga viver?


 (Angela Natel – 24/01/2014)

Aniversário

Mês que vem é meu aniversário.
Já ganhei vários presentes
Tenho vida, amigos, livros.
Divirto-me sem precedentes.

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Falo inglês,
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Meus planos nem sempre dão certo
Trinta e cinco não é brincadeira
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Parabéns, professor Clodovis Boff!


O que dizer de tão grande coração, alma tão profunda, exemplo tão marcante?
O que dizer de um Mestre por excelência, de um amigo prá toda hora, de um discípulo e de um constante aprendiz?
Ao Mestre, amigo, grande pesquisador e contagiante escritor, desejo a rica sabedoria de Deus continuamente em sua vida, meus cumprimentos por seus 70 anos de vida, professor Clodovis Boff. Sinto-me lisonjeada de ter nossas histórias sendo cruzadas neste período tão rico e restaurador que Deus tem me proporcionado.
Quero seguir seu exemplo, trilhar o caminho a mim proposto com tamanha dedicação, e prosseguir para o alvo.
Parabéns!
Com carinho

Angela Natel

Clodovis Boff celebra 70 anos! Uma singela e sincera homenagem

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Mulher-Atena





Como Deusa da sabedoria, Atena era conhecida por suas estratégias vitoriosas e soluções práticas, como arquétipo Atena é seguida pelas mulheres de mente lógica, governadas mais pela razão do que pelo coração.

Esta mulher regida pela sabedoria da civilização demonstra que pensar bem, manter a calma no ponto mais culminante de uma situação emocional e desenvolver boas táticas no meio do conflito são as melhores soluções.
A mulher que assim age está sendo como Atena e não agindo como um homem, seu aspecto masculino ou animus não está agindo por ela.

Esta mulher busca a realização profissional, sendo bem sucedida na educação, na cultura intelectual, na justiça social e política.

É bem fácil identificá-la, pois a mulher-Atena está no mundo, ela faz as coisas acontecerem: editorando revistas, dirigindo departamentos de Universidades, dirigindo empresas, são personalidades políticas e grandes executivas.


Ela está sempre em evidência,pois é prática e extrovertida e atuante.


Entretanto, a maioria dos homens têm medo dela, pois acham que não estão a altura de seu intelecto e da sua coragem.


É difícil um homem conquistar o seu respeito, mas quando o conquista a mulher-Atena é a mais leal das companheiras, uma verdadeira amiga de todas as horas.


Os gregos a chamavam de "Companheira dos Heróis" pois só homens realmente valorosos conquistavam o seu apoio e a sua proteção.

Suas preocupações são o mundo, tendem a ser sensíveis às relações humanas e somente elas são capazes de ajudar a tornar os grupos coesos.


O arquétipo desta deusa se manifesta com maior intensidade em meninas pequenas. Seu forte ego as tornam briguentas e combativas, sempre buscando destacar-se através da lógica e da razão.


Preferirá sempre brincar com meninos, aceitando suas brigas e brincadeiras violentas, armando táticas e estratégias para vencer.


Assim como sua irmã Artemis ela se orgulha dos seus modos de rapaz.


Porém, sendo mais competitiva, argumentará: "Tudo o que você consegue fazer, eu consigo fazer melhor".
A independência da mulher-Atena em relação aos homens é também, uma virtude que ela partilha com Artemis.


Na realidade, ambas são consideradas deusas virgens, ou seja uma em si mesmas, sem a nessecidade do complemento masculino, o que no mundo grego significava que não eram casadas.


Elas são tão bem resolvidas, não necessitando de um homem como parceiro ou consorte.


O motivo de Hera precisar de um companheiro ou de Afrodite tolerar um amante imaturo tendem a ser um mistério para Atena.
Entretanto, apesar de sua força, seu brilho e independência, a donzela vestida de armadura, tem a vulnerabilidade de uma menina, pois Atena é uma filha do Patriarcado e muitas vezes renega a sua sensibilidade feminina em favor de valores da sociedade Patriarcal.


Até mesmo as mais bem-sucedidas e carismáticas mulheres-Atena revelarão um dia, o quanto se sentem inseguras e ansiosas a despeito de tudo que realizam externamente devido a essa recusa em assumir a sua sensibilidade feminina.


Eis aqui o paradoxo que nos leva ao cerne da chaga de Atena: quanto mais ela encobre a donzela vulnerável, mais impetuosa se torna sua armadura protetora.


Sua ferida, irá afugentar com selvageria todos aqueles que poderiam ajudá-la, pois ela jamais desarma suas defesas.
Jamais deixará exposta a essência nua e infinitamente sensível de sua feminilidade.


Referência: As Deusas e a Mulher - Jean Shinoda Bolen
A Deusa Interior - Jennifer Barker Woolger/Roger J. Woolger

fonte: http://adeusainterior.blogspot.com.br/2009/11/1-mulher-atena.html

Impacto de leitura


Terminei de ler o diário, após algumas pausas para pesquisa dos dados encontrados, para respirar fundo, chocada com a realidade confirmada, para conter as lágrimas de fatos que já conhecia, mas ignorava. Fui casada com um nigeriano extremamente envolvido em toda essa tristeza. Tive que me posicionar, e enfrentar a resistência de uma religião que prefere a conivência com o pecado do que o valor de um ser humano. Tive de optar, e escolhi a vida em detrimento de um casamento, escolhi a verdade em detrimento da hipocrisia, escolhi me doar e apoiar quem salva e não quem mata. Meu apoio ao trabalho de vocês, irmãos, minhas orações, toda divulgação possível e, quem sabe, voluntariado. Estou orando, me organizando e planejando. Contem comigo.

Angela Natel

Saiba mais em http://caminhonacoes.com/

Poe

Hoje é aniversário de 205 do Poe, nascido em 19 de Janeiro de 1809. E em homenagem ao grande poeta aniversariante do dia, aí está o poema mais famoso dele! 


O CORVO 


Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.

É só isto, e nada mais."

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,

Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.

É só isto, e nada mais".

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.

Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.

Isso só e nada mais.

Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.

"É o vento, e nada mais."

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,

Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."

Disse o corvo, "Nunca mais".

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,

Com o nome "Nunca mais".

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".

Disse o corvo, "Nunca mais".

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais

Era este "Nunca mais".

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,

Com aquele "Nunca mais".

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,

Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,

Libertar-se-á... nunca mais!



*


Edgar Allan Poe


Traduzido por: Fernando Pessoa


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Apologia



Eu só leio pelo espelho
De quem concorda comigo
Não aprendo, só releio
Nos braços de meu amigo.

A prostituta eu desrespeito
Porque não merece meu apoio
Ignoro o direito
De quem considero joio.

Só ouço a quem se parece
Com o que penso e o que sou
Quem fala a verdade, mas não merece
Não perca tempo com o seu show.

Não me interessa se tem razão
Se fala uma verdade
Julgo e rotulo, não abro mão
Não aprendo nem ouço com humildade.

Aliás, sou como deus
Determino o pecado mais perigoso
Se concordar eu abomino
O meu erro é pequeno, comparado aos seus.


Angela Natel – 18/01/2014

Visões do Passado - Churrascaria do Alfredo (meu tio-avô!)

Instituto Histórico Geográfico de Palmeira: Visões do Passado - Churrascaria do Alfredo: Por:   Luiz Gastão Gumy ______________________________________________________ Alfredo Rain, cidadão Palmeirense nascido em 12/0...

Visões do Passado - Churrascaria do Alfredo (meu tio-avô!)

Instituto Histórico Geográfico de Palmeira: Visões do Passado - Churrascaria do Alfredo: Por:   Luiz Gastão Gumy ______________________________________________________ Alfredo Rain, cidadão Palmeirense nascido em 12/0...

Um olhar no espelho

Rápida no gatilho
Eficiente
Não espera.
Asas de anjo
Dentes de fera.
Caça a presa
Não deixa para trás
Realiza,
Lidera,
Pensa,
então faz.
Risco enfrenta
Não paralisa
Adrenalina aumenta
Inteligente,
sagaz.


(Angela Natel – 14/01/2014)

Branca de Neve


Detalhe: não existe madrasta, só a mãe (rainha) e sua filha (Branca de Neve).

"(...) 'Espelho, espelho meu,
existe no mundo alguém mais bela do que eu?'

O espelho respondeu:

'Vós, minha rainha, sois a mais bela por aqui,
mas Branca de Neve é mil vezes mais bonita!'

(...) a rainha ficou pálida de inveja (...) chamou um caçador e disse a ele: 'Leve Branca de Neve para longe na floresta e mate-a ali; (...) traga-me seu pulmão e seu fígado, que eu vou cozinhar no sal e comer'. (...) estava passando por ali em pequeno porco selvagem, ele o matou, tirou dele pulmão e fígado e os apresentou à rainha como prova. A rainha logo os cozinhou no sal e os comeu, pensando estar comendo o pulmão e o fígado de Branca de Neve [sua própria filha - nota minha]. (...)" (Grimm, 1812, pp.248,249)

"(...) Ela então contou a eles que sua mãe queria matá-la (...) Os anões sentiram muita pena e disseram: 'Se você quiser cuidar da nossa casa e cozinhar, costurar, arrumar as camas, lavar e cerzir e também arrumar e limpar tudo direitinho, pode morar com a gente que nada lhe faltará. Nós voltamos para casa à noite, então até lá a comida tem de estar pronta, mas passamos o dia escavando ouro na mina e você estará sozinha. (...)
a rainha (...) resolveu ela mesma se vestir de vendedora ambulante, (...) e ir até a casa dos anões. (...)
Branca de Neve se pôs diante da velha, esta pegou o cordão e começou a apertar, apertar e a apertar, tão forte que ela parou de respirar e despencou morta no chão. (...)
...os sete anões (...) a ergueram e (...) cortaram o cordão em dois, ela respirou e estava novamente viva. (...)
A rainha (...) acabou envenenando um pente (...) transformada em outra pessoa. (...) 'Venha, deixe-me pentear o seu cabelo', (...) assim que o pente foi fincado em sua cabeça, Branca de Neve caiu morta no chão. (...)
...os anões (...) tiraram o pente envenenado do cabelo dela (...) Branca de Neve abriu os olhos, voltando a viver; (...)
...a rainha (...) preparou uma maçã, muito, mas muito envenenada (...) Branca de Neve (...) deu uma mordida; mas, mal estava com um pedaço na boca, caiu morta no chão (...)" (Grimm, 1812, pp.250-253)

"(...) os anõezinhos (...) viram que sua aparência era tão boa, ela nem parecia morta (...) mandaram fazer um caixão de vidro (...)
Branca de Neve passou muito tempo no caixão e não se decompunha; (...) um jovem príncipe (...) pediu que os anões lhe vendessem o caixão com a Branca de Neve, mas eles não aceitaram por ouro nenhum no mundo. Então ele pediu que eles lhe dessem o caixão de presente. (...) Os anõezinhos (...) lhe deram o caixão com Branca de Neve. O príncipe fez com que o caixão fosse levado ao seu castelo e colocado no salão, onde passava o dia sentado sem conseguir desviar o olhar dela [necrofilia? - nota minha] (...) Os criados, porém, que toda hora tinham de levar o caixão de um lugar a outro, não estavam nada satisfeitos, e um deles abriu a tampa, ergueu Branca de Neve e disse: 'Passamos o dia sofrendo, por uma menina morta!', e com isso deu um tapa nas costas dela. Nesse instante, o pedaço de maçã podre que ela havia mordido saltou de sua garganta e Branca de Neve estava viva outra vez. (...)" (Grimm, 1812, pp.253-254)

"(...) O casamento foi acertado. (...) a rainha (...) ao chegar, (...) colocaram pantufas de ferro no fogo e, quando estavam em brasa, ela foi obrigada a calçá-las e a dançar, e seus pés foram terrivelmente queimados e ela só poderia parar de dançar quando caísse morta." [e a história acaba exatamente assim - nota minha]
(Grimm, 1812, p.256)

Notas: Angela Natel

Finalmente livre


Vem chuva
Lave a minha alma
Corra com meus medos
E deixe-o passar.

Olhe nos meus olhos
Sinta o meu sorriso
Veja o quanto é lindo
O recomeçar.

Pode vir com o tempo
Não tenho mais medo
Nem vejo perigo
Em me aproximar.

Percebo uma presença
Que um dia cortou-me a alma
Mas depois de anos
Não vale o meu chorar.

Estranhamente livre
Com a felicidade
Indescritível em meu peito
Para me encontrar.


(Angela Natel – 12/01/2014)

Ajudar!


Ajudar é mais que um prazer, é um aprendizado!
Ajude a AACD  e suas 16 unidades para tratamento de pessoas com deficiência física!
http://www.aacd.org.br/
https://teleton.org.br

Chapeuzinho Vermelho


"(...) o lobo devorou a avó. (...) pulou sobre a pobre Chapeuzinho e a engoliu. (...)
Um caçador (...) buscou a tesoura e cortou a barriga do lobo (...) avistou o chapeuzinho vermelho brilhando, e depois de mais uns cortes a menina saltou para fora (...). Logo Depois, a avó também saiu com vida. Chapeuzinho correu para buscar pedras bem pesadas, que eles colocaram na barriga do lobo, e, quando ele acordou e quis ir embora, as pedras pesaram tanto que acabou caindo morto. (...)" (Grimm, 1812, pp.138,139)

Bqblog - Barbacena: 6- Museu da Loucura

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Casamento, modo de usar | Palavra Crônica

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A Gata Borralheira


"(...) para que ela não pudesse descer as escadas correndo tão rápido, ele mandou passar piche nos degraus. (...) Apressada, tratou de ir embora e desceu a escadaria correndo. Mas, por estar pintada de piche, um de seus sapatos dourados ficou preso... (...) (Grimm, 1812, p.125)

Quando o príncipe chegou na casa delas, a mãe disse secretamente: 'Ouçam, tomem aqui essa faca e, se o sapato não servir, cortem um pedaço do pé. Vai doer um pouquinho, mas não faz mal porque passa logo e uma de vocês irá se tornar rainha'. (...) Então ela cortou um pedaço do calcanhar até conseguir enfiar o pé no sapato. Quando o príncipe viu que o sapato servia, declarou que ela era a noiva dele e a levou até a carruagem. (...)
...as duas pombas brancas estavam sentadas (...) dizendo:

'Olhe bem, rapaz!
A verdadeira ficou para trás,
O sapato ficou apertado,
Está todo ensanguentado!'

(...) a segunda filha (...) cerrou os dentes e cortou fora um pedaço bem grande do dedão. Depois calçou o sapato rapidamente. Pensando ser ela a verdadeira noiva, o príncipe a levou até a carruagem. (...) as duas pombas disseram:

'Olhe bem, rapaz!
A verdadeira ficou para trás,
O sapato ficou apertado,
Está todo ensanguentado!'(...)" (Grimm, 1812, pp.126,127)

O Professor Hélio Puglielli fala sobre o sotaque paranaense e curitibano...

Lista R | Onde É Que Já Viste Isto? - Episódio I

Rapunzel (1a edição): a revelação

"De início Rapunzel (...) não demorou a gostar tanto do príncipe que combinou que viesse visitá-la todos os dias e ela o puxava para cima. (...) Até que um dia Rapunzel disse a ela [à fada]: 'Sabe, (...) as minhas roupas estão tão apertadas que não estão querendo servir mais em mim'. (...) depois de um tempo, deu à luz gêmeos, um menino e uma menina." (Grimm, 1812, p.75)

Hum...

Fênix


Um livro novo
Tira-me um sorriso
Um medo vencido
Enche-me de prazer.

Sou carta marcada
Pelos meus sonhos
Sou vida esmagada
Que bom vinho produz.

Dor que não me deixa dormir
Contos que me fazem sorrir
Impaciência ao responder
Quem insiste em não entender.

Não vou discutir
Sou paga prá explicar
Não vou nem mentir
Esforço por terminar.

Vencer o medo da pressa
E da ansiedade
Pisar sobre as brasas
Que queimam a vaidade.

A fênix que se ergue das chamas
Puxa o ar para dentro de si
E clama, e clama.

Pedi por socorro, agora me calo.
Sou livro aberto,
Eu mudo, não paro.

Aprendo com tudo
O que vejo ao redor.
Não tenho medo de nada
Posso ser sempre melhor.

A dor me impulsiona
A impaciência não.
Remédios diários
Não me colocam no chão.

Exponho minha vida
Prá quem quiser ver.
Se as portas se fecham
Eu pago prá ver.

Não devo um caminho
Planejo, sou livre,
Nunca estou sozinho
Amigos?Já tive.

O que devo, eu pago,
Dinheiro, amor,
Com o tempo ao meu lado
Ao meu dispor.

Por isso é possível
Sonhar acordada
Sou invencível
Não sou limitada.


(Angela Natel – 07/01/2014)

Teste: Você está pronta para pensar em adoção? (ANGAAD)

teste: http://delas.ig.com.br/filhos/teste-voce-esta-pronto-para-pensar-em-adocao/n1597654707300.html
http://www.angaad.org.br/

Meu resultado em 01/01/2014:
Você está pronta para pensar em adotar uma criança. Sabe que o bem-estar dela está em primeiro lugar e entende que os filhos precisam, mais do que uma vida financeira estável, de uma família amorosa que os acolha incondicionalmente.

http://delas.ig.com.br/filhos/teste-voce-esta-pronto-para-pensar-em-adocao/n1597654707300.html

Adoção de crianças especiais - Ação/Globo

Adoção de crianças especiais - Ação/Globo

Calendário Janeiro 2014


Feliz ano novo!