terça-feira, 31 de agosto de 2010

Today it's Blog Day!!

O Dia do Blog foi estabelecido de forma informal para o dia 31 de Agosto. É o dia internacional do Weblog, Blogue ou simplesmente Blog.

Esta data foi escolhida porque seus números 31/08 se assemelham com a palavra Blog (3108)

Dêem uma olhada nos links disponíveis ao lado, gosto muito de todos, estão recomendadíssimos!!

E parabéns para nós, blogueiros de primeira!!


O que é o BlogDay?

BlogDay foi criado na convicção de que os bloggers deverão ter um dia dedicado ao conhecimento de novos blogs, de outros países ou áreas de interesse. Nesse dia os bloggers recomendarão novos blogs aos seus visitantes.



Bjins


A barata do Kafka e os nossos desertos.

Elídia Rosa Machado


A maioria das pessoas que possuem hábito de ler, e mesmo as que não têm, conhecem o conto “A metamorfose” de Franz Kafka. Nele um caixeiro viajante, Gregor Samsa, subitamente vê-se arrancado de sua pacata condição e rotina para transformar-se em uma nojenta barata (confesso que a repulsa pelo inseto a mim é quase fóbica) e com isso seu mundo repentinamente transforma-se num caos de sensações físicas e psicológicas desconfortáveis e desesperadoras. A escrita emblemática de Kafka leva-nos a um estranho desconforto quase palpável.

Diante dessa escrita, é possível fazer uma analogia como que o passei, há algum tempo atrás. De certa maneira, eu já me senti assim metamorfoseada do “dia para a noite” e sentindo o peso de meu mundo particular sob as espáduas... Poucos amigos, carreira e prestígio virando pó...tudo sob o casco frio e duro da rejeição. Nesses momentos, só conseguia olhar para a sensação horrível de transformar-se de repente em alguém que me causava repulsa. Comumente às pessoas que vêem-se mergulhados num tsunami de perdas, não vislumbramos nada fora do casulo de nossa dor. Ao abrir a Bíblia, em muitos desses momentos, eu via claramente o que Deus expressava através daquelas palavras impressas, tinha a sensação inúmeras vezes de que eram escritas para aquele momento exato. Mas eu ainda estava presa nos pedaços multiformes do sofrimento.

O tempo passou, e o deserto das águas amargas fez-me ver que era totalmente necessária a peregrinação. A jornada foi penosa, e lenta. Deus, em sua infinita, exclusiva e soberana sabedoria ensinou-me a lição mais preciosa, posto crer que nada na vida de quem o serve é por acaso. Nem os literatos mais eloqüentes explicariam o tesouro encoberto que a Palavra Dele revelou-me: a humildade, o valor ao que é pequeno, aos limites humanos, as sensações que passam batidas na correria intensa de que somos vítimas e causadores. O deserto projetou em mim profundas marcas, a sequidão representou meu renascimento. Onde muitos veriam derrota eu enxergaria a construção de vitórias infindas. A restituição é natural e não deve ser imposta, acontece em meio à dor, não na cura, muitas vezes. Relegar sofrimento a derrotismo, só para quem nunca colheu as mais preciosas flores em meio a vastidão de areias quentes e áridas. Nem todos precisam passar esses reveses, é inato passar por triunfos e adversidades sem mutações; no meu caso foi salutar e necessário.

Diante do sofrimento, creio ser prudente olhar no âmbito da do indivíduo, em particular, generalizações e triunfalismos às vezes só atrapalham, e frustram. Lógico que palavras de ânimo são bem-vindas, mas o silêncio muitas vezes é a melhor palavra, a oração por alguém que sofre deve ser sábia nesse sentido. Nem sempre a "enfermidade é para morte", as chagas e os cacos de telha não devem ser amaldiçoados.

Como no conto de Kafka, a revolução foi benfazeja para as demais pessoas do círculo que o rodeava, o que denota que nem tudo que é ruim, propriamente é mau.





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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O poema de Fernando Pessoa que Cleo Pires tatuou para a capa da Playboy

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”

Fernando Pessoa

fonte: Retratos da vida

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domingo, 29 de agosto de 2010

Crônica do desassossego

Ricardo Gondim

No absoluto silêncio da madrugada, acordo. Tateio pelo quarto ainda escuro, procuro óculos, livro, caneta. Com tudo nas mãos, continuo a rodopiar no estreito corredor dos desejos. Sei que vagueio em busca do que não sei. O que anseio, nunca alcanço. Meu desejo renasce todas as manhãs. Desassossegado, profano o dia antes que o sol o faça.

Penso em aquietar a alma, abafar a pressa. Imagino as paredes translúcidas. Volto ao aquário pueril que protegia as minhas fantasias. Hoje esbarro contra o meu próprio reflexo em paredes de vidro. Tudo se tumultua. Estou agitado antes da hora. Sou peixe inconformado com as bordas estreitas de um mundo contido.

O dia mal deu as caras e já quero tirar o elmo, encostar a espada, desabotoar o colarinho, chutar os cuturnos.

Saio. Na calçada, caminho claudicante. Sou um anônimo. Não reconheço a persona que me substitui nas plataformas públicas. A multidão me rodeia. Ninguém escuta quando pergunto: “Quem sou eu?” Patético, falo ao vento: “Vou rasgar a litania do ‘não farás…’; desaprender todas as lições que já ensinei”.

Descubro que não me tornei o que um dia achei que era. Reinvento-me nas ilusões. Acabo perdido sem saber escolher a fantasia que devo vestir entre a montanha de trapos espalhados pelo chão. Fechado em mim, hermético, não faço sentido. Desperdiço palavras. Os signos de minhas intuições não passam de devaneios fúteis. Recorro às platitudes. O óbvio me ajuda a fugir de mim mesmo.

Tento remendar o coração com os retalhos esgarçados de um passado sem gosto. Dos ideais, sobraram fiapos; dos sonhos juvenis, estilhaços; da luta incansável, imobilidade. Tenho medo de me sentar de costas para a rua. Isolado, rejeito a mão que pode afagar. Suspeito: o elogio é prelúdio da cuspida.

Retorno ao silêncio da noite ainda jovem. Acordei e agora deito com a mesma fadiga. Resmungo algo sobre não voltar a me recostar naquele travesseiro. Dormir é morrer. O quarto se reveste de vazio. A vida volta à indiferença de sempre. O abismo do nada se abre debaixo da minha cama. Antes de cerrar os olhos, sou tomado pela vertigem do nada. Uma saudade trágica chega; pesadelo premonitório. A litania “do nunca mais” se repete como coro de um réquiem.

No limite do sono, procuro segurar o tempo. Sussurro mais um solilóquio enquanto empurro a cara contra o colchão: “Não, não temo a decrepitude”. Fantasmas do passado me espreitam do porão da memória. Distante dos amores que perdi, afundo no abismo escuro da melancolia . Adormeço com a sensação de que faltarei quando a mesa estiver rodeada de cadeiras vazias.

Soli Deo Gloria

fonte: Ricardo Gondim


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sábado, 28 de agosto de 2010

A graça comum, a Imago Dei e a MPB


Por Ed René Kivitz*

De vez em quando, alguém me pergunta por que não tenho um programa de rádio e televisão. Geralmente apresento minhas respostas evasivas, comentando a respeito de custos, prioridades ministeriais e pessoais, ou coisas do tipo “ainda não chegou a hora” (que nem sei se chegará um dia) – o que, no fim, me deixa com a sensação de que meus inquiridores nunca saem muito convencidos. A verdade é que há muito tempo guardo no coração o formato de um programa que chamo “a face de DEUS na cultura brasileira”

A inserção evangélica no debate cultural da sociedade brasileira é um desafio extraordinário. Isto implica a busca sem tréguas de uma tematização relevante; uma linguagem compreensível para os leigos em Teologia Cristã, sem histórico religioso evangélico; uma abordagem eclética, não preconceituosa, inclusiva, não sectária; uma abertura para chamar “irmãos” as pessoas que a maioria dos irmãos não receberia na mesa da eucaristia; a disposição de aprender e ser enriquecido com a experiência daqueles que chamamos incrédulos-perdidos-pagãos, e um esforço de leitura e pesquisa além das fronteiras das editoras cristãs e dos livros norte-americanos-eclesiásticos-religiosos.

Duas bases teológicas da tradição reformada deveriam ser oferecidas como fundamento para este diálogo com a cultura e seus artesãos: a graça comum, que inclui sob a bondade, o governo e a instrumentalidade de DEUS aqueles que ainda não o conhecem ou com ele se relacionam em termos eventuais e genéricos, à parte do conhecimento e do compromisso com o todo da revelação bíblica; e a imago Dei, que faz de todo ser humano, indistintamente, portador de sinais do Espírito-espírito e capaz de expressar o ético e o estético divinos, além de conviver com a nostalgia do paraíso perdido. Essa nostalgia é a primeira pregação do Evangelho que todo mortal ouve em sua consciência – por sua vez também expressão sagrada do DEUS que a todos busca em amor, esse DEUS que a todos permite que andem por seus próprios caminhos sem, contudo, deixar de lhes fazer o bem, dar a chuva e as colheitas, encher seus corações de fartura e alegria (Atos 14:16,17).

Escolhi três gênios da música popular brasileira para ilustrar minha idéia de um programa de rádio ou televisão que gostaria de fazer: Milton Nascimento, Chico Buarque e Lulu Santos. Convido você a saborear algumas colheradas de sabedoria e súplicas do coração humano que ade de saudade de DEUS.



Caçador de mim

Milton Nascimento

Por tanto amor

Por tanta emoção

A vida me fez assim

Doce ou atroz

Manso ou feroz

Eu caçador de mim

Preso a canções

Entregue a paixões

Que nunca tiveram fim

Vou me encontrar

Longe do meu lugar

Eu, caçador de mim

Nada a temer senão o correr da luta

Nada a fazer senão esquecer o medo

Abrir o peito a força, numa procura

Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai

Sonhando demais

Mas onde se chega assim

Vou descobrir

O que me faz sentir

Eu, caçador de mim



Caso pudesse conversar com Milton, perguntaria coisas do tipo: “Onde foi que você se perdeu para que precise procurar por si mesmo?”; ou “O que você entende por mata escura, e que armadilha existem nessa busca do ser humano por si mesmo?”



Imagino que poderíamos enveredar numa conversa a respeito do arquétipo judaico-cristão de Adão e Eva, que se perderam, se esconderam e foram expulsos do jardim: “Seria o afastamento de DEUS a razão pela qual todo ser humano busca se encontrar? Será que o encontro da pessoa consigo não deveria ser precedido pelo encontro com o divino? Não seria verdade que a salvação de que tanto se fala é uma dupla reconciliação, da pessoa com DEUS e consigo, e que uma não existe sem a outra? Será que mata escura é o oposto de jardim? Você acredita mesmo que não existem gente boa e gente ruim, e que todo mundo é, ao mesmo tempo, manso ou feroz, doce ou atroz? O encontro com o divino reconcilia essas contrariedades interiores que fazem de nós caça e caçador? Aliás, não seria o divino em nós o grande caçador? Ou o divino é a caça?


Minha História

Chico Buarque



Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar

Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar

Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente

E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente, laiá, laiá, laiá, laiá

Ele assim como veio partiu não se sabe prá onde

E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe

Esperando, parada, pregada na pedra do porto

Com seu único velho vestido, cada dia mais curto, laiá, laiá, laiá, laiá

Quando enfim eu nasci, minha mãe embrulhou-me num manto

Me vestiu como se eu fosse assim uma espécie de santo

Mas por não se lembrar de acalantos, a pobre mulher

Me ninava cantando cantigas de cabaré, laiá, laiá, laiá, laiá

Minha mãe não tardou alertar toda a vizinhança

A mostrar que ali estava bem mais que uma simples criança

E não sei bem se por ironia ou se por amor

Resolveu me chamar com o nome do Nosso Senhor, laiá, laiá, laiá, laiá

Minha história e esse nome que ainda carrego comigo

Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo

Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz

Me conhecem só pelo meu nome de menino Jesus, laiá, laiá

Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz

Me conhecem só pelo meu nome de menino Jesus, laiá, laiá, laiá, laiá



A conversa com Chico seria um pouco mais pesada. Estaria ele sugerindo que o cabaré é a estrebaria contemporânea? Caso Deus estivesse encarnando hoje e tomando sobre si todas as mazelas da raça humana, será que escolheria identificar-se com ladrões e amantes de corpos e copos? Será que essa vida de amores errantes, ilusões e esperas, fugas através de bebedeiras, mesmice e futilidade de calçada de bar é uma versão de cruz, e que aqueles cuja vida tem apenas esses horizontes não são protagonistas de mau-caratismo, mas vítimas de niilismo existencial? Haveria a sugestão de que estamos condenados a esperar pelo redentor na beira do cais, enquanto vamos ficando cada vez mais degenerados, degeneração esta simbolizada no corpo que vai envelhecendo, perdendo a silhueta atraente e deixando o vestido torto? Ou seria verdade que esta degeneração ocorre quando colocamos a esperança no redentor errado?



A Cura

Lulu Santos



Existirá

Em todo porto tremulará

A velha bandeira da vida

Acenderá

Todo farol iluminará

Uma ponta de esperança

E se virá

Será quando menos se esperar

Da onde ninguém imagina

Demolirá

Toda certeza vã

Não sobrará

Pedra sobre pedra

Enquanto isso

Não nos custa insistir

Na questão do desejo

Não deixar se extinguir

Desafiando de vez a noção

Na qual se crê

Que o inferno é aqui

Existirá

E toda raça então experimentará

Para todo mal

A cura

Existirá

Em todo porto se estiará

A velha bandeira da vida

Acenderá

Todo farol iluminará

Uma ponta de esperança

E se virá

Será quando menos se esperar

Da onde ninguém imagina

Demolirá

Toda certeza vã

Não sobrará

Pedra sobre pedra

Enquanto isso

Não nos custa insistir

Na questão do desejo

Não deixar se extinguir

Desafiando de vez a noção

Na qual se crê

Que o inferno é aqui

Existirá

E toda raça então experimentará

Para todo mal

A cura



Com o Lulu Santos eu começaria logo perguntando que mal é esse que faz a raça esperar a cura? Gostaria de saber de onde vem a cura, quem é portador da bandeira da vida, quem vai hasteá-la? Aliás, por que a “velha bandeira”? será que se trata de uma bandeira conhecida que sumiu dos portos e apagou a luz de esperança? Quando foi que ela deixou de tremular? Quem a tirou do seu lugar? Imagino uma boa conversa a respeito do desejo no qual se deve insistir, e certamente acordaríamos a respeito do fato de que o inferno não é aqui. Não sei aonde chegaríamos na discussão quanto ao lugar ou à dimensão do inferno, isto é, onde e como é este “ali”? Não tenho a menor dúvida de que teríamos um papo maravilhoso.

Agora me bate o desespero ao lembrar que o Mário Prata decidiu responder às questões de um exame vestibular que tratava da interpretação de seus textos para ver como se sairia. Teria sido reprovado. Fico pensar se os gênios citados não se ririam de minhas lucubrações em torno de suas palavras. Minha única saída seria argumentar que todo texto é polissêmico, e que escrever implica repartir convicções, incluindo o leitor nas conclusões, especialmente quando a palavra é poesia, coisa do coração.

Uma coisa é certa: já me dou satisfeito por tentar. Tentar abrir a conversa, enxergar por cima dos muros que me separam da minha cultura, meus poetas, minhas canções. Tentar me aproximar as pessoas como humano cujo coração também clama por sentido e significado, em vez de me apresentar como clérigo, dogmático, detentor da verdade e guardião das relações com Deus. Talvez, um dia desses, você me encontre na tela da TV batendo papo com Gabriel Pensador. Certamente estaríamos a debater a pergunta que ele fez em uma de suas canções: “Se Deus é justo, quem fez o julgamento?”

*Ed René Kivitz é pastor da Igreja Batista de Água Branca (São Paulo), escritor e conferencista. Este texto foi retirado do livro "Uma outra espiritualidade" - Ed. Mundo Cristão.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Toda ideologia é uma prisão

“Creio unicamente na Verdade. Acho que, durante a Vida toda, o Homem deve tentar aprender o ofício do homem e isso nada tem a ver com regras ou com escolas. Ensinam-nos a ser cristãos ou marxistas… só não nos ensinam a ser humanos.

Toda ideologia é uma prisão. Recuso-me a me deixar encerrar em qualquer uma delas ou a permitir que me colem etiquetas. É preciso ser livre de todos os compromissos (…) e seguir obstinadamente um caminho. É a única maneira de nos mantermos vivos.

Em todos os tempos os homens lutaram pela igualdade, liberdade e fraternidade. Hoje essas palavras estão inscritas nas fachadas de todos os edifícios públicos, mas acabaram perdendo o sentido. Continuam a nos mandar para a guerra… não importa qual e nós vamos !

É preciso ir buscar bem fundo dentro da realidade que nos cerca e, por vezes, nos sufoca a Verdade última, a chama inapagável que anima a Vida e dá sentido a todas as coisas.”

ROBERTO ROSSELLINI, cineasta, em entrevista ao Jornal do Brasil em 1977.

dica do Nato Azevedo

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Semana Mundial da Alimentação


Todo o mundo unido contra a fome no Dia Mundial da Alimentação

“Unidos Contra a Fome”. Este é o tema do Dia Mundial da Alimentação 2010. A celebração é promovida em todo o planeta pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), no dia 16 de outubro. Foi neste dia, no ano de 1945, que foi criada a FAO.

No Brasil, todos os anos a data é celebrada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) juntamente com parceiros, órgãos públicos e privados e entidades da sociedade civil. Neste ano, acontecerão atividades de 11 a 17 de outubro, consolidando a Semana Mundial da Alimentação.

Estimativas recentes da FAO revelam que cerca de 1 bilhão de pessoas passam fome em todo o mundo. Embora o Brasil esteja cada dia mais perto de debelar o problema da fome, fruto do êxito de suas políticas públicas, muitos brasileiros ainda convivem com esse flagelo social.

Entre os objetivos do Dia Mundial da Alimentação estão: estimular uma maior atenção à produção agrícola em todos os países e um maior esforço dos países para acabar com a fome; estimular a cooperação técnica e econômica entre os países em desenvolvimento para acabar com a fome.

Outros objetivos são: promover a participação das populações rurais, em especial as mulheres camponesas e grupos mais vulneráveis, nas decisões e atividades que afetam as suas condições de vida; fortalecer a consciência política sobre o problema da fome no mundo.

A FAO também quer que os países promovam a transferência de tecnologias e fomentem o sentido de solidariedade interna e externa na luta contra a fome, a desnutrição e a pobreza, bem como celebrar os êxitos obtidos em desenvolvimento agrícola e alimentar.

Logomarca




O feijão unifica as diferentes culturas alimentares que convivem no Brasil. Como expressão popular,representa a riqueza de variedades e de usos na preparação de alimentos, além de ser um produto preferencial da agricultura familiar e de excelente valor nutricional. Feijões de diferentes cores e espécies são transformados em pratos que integram a culinária regional e os diferentes agrupamentos étnicos do nosso país.




Assine a petição para acabar com a fome

Uma petição on-line pede que os governos façam da erradicação da fome sua principal prioridade. E que as pessoas fiquem indignadas com o fato que cerca de um bilhão de pessoas no mundo viva com fome.

O símbolo da campanha é um apito amarelo. A idéia é encorajar as pessoas a apitar contra a fome. "Deveríamos estar furiosos com o vergonhoso fato que seres humanos ainda sofram de fome", disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf. "Se você também se sente assim, quero que você dê voz à sua raiva. Todos vocês, ricos e pobres, jovens e idosos, em países em desenvolvimento e desenvolvidos, devem expressar sua raiva sobre a fome mundial assinando a petição global, acrescentou Diouf.

Clique aqui e assine a petição

http://www.1billionhungry.org/faobrasil/


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Eliandro Viana

pr.eliandro@aguaviva.com.br

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Zumbis Filosóficos Piedosos


Por Marco Alcantara

Só de mencionar a palavra zumbi imaginamos aquelas criaturas famintas por cérebros no melhor estilo criado por
George Romero e visto no fabuloso filme Madrugada dos Mortos (o original claro) que assisti três vezes. =D

Mas o zumbi filosófico ou p-zombie como também é conhecido é um ser hipotético, ou seja, um ser idêntico ao ser humano normal se não fosse pela inexistência da experiência consciente. Imagina-se que quando um zumbi filosófico sinta dor ele realmente não a sente apenas reage pela ação da causa. Essa é uma reação inconsciente e somente casual.

O argumento dos zumbis surgiu em 1974 em um artigo de
Robert Kirk, mas foi com o livro The Conscious Mind (1996), de David Chalmers, que ele ganha um papel de destaque dentro da filosofia da mente.

Existem indivíduos que se tornaram perfeitos zumbis, isso ocorre pelo fato de aprenderem algo de outro, e tomarem esse algo como uma verdade motivadora, automática e única, assim sendo é indiscutível os termos dessa verdade. Vêem que aquilo é
“tão certo” e “confiável” que perderam a vontade própria ou a consciência para agir por si mesmos e assim agem através de um adestramento ou condicionamento mental.

Imagine uma pessoa fazendo algo sem amor, sem paixão ou simplesmente sem alma. Tomando atitudes por que simplesmente disseram que era assim e pronto. Não existe nada de bom ou correto nisso. Fazer qualquer coisa unicamente para sentir o
“dever cumprido” não é bom, ou fazer o bem para o bem próprio ou mesmo para que outros te aplaudam. É também um modo de agir bem abrangendo o mal.

Como um zumbi sem consciência estes outros seres condicionados pelas recomendações de outros só tem as reações casuais. Se fizerem alguma coisa boa será somente dentro do mesmo patamar de outros zumbis, e nunca será nada surpreendente, novo e apaixonante de se ver, pois não existe amor nisso ou consciência do que se está fazendo.

"Dentro das religiões existe uma bondade enlatada, mascarada e tacanha."

Nossos atos e os resultados destes atos, os feitos, nos revelam o que somos, fazem aparecer ao observador nossa
"natureza", nossa maneira de ser. Tal expressão nos reduz àquilo que somos de fato. Se nos nossos atos existe paixão, amor e graça de verdade não aquilo que é transmitido, ensinado ou orquestrado por outras pessoas, os que nos observam em todo canto sentirão isso e nisso terão dentro deles o efeito e a causa da mesma paixão, do mesmo amor e da mesma graça.

Que venhamos a ter uma vontade de refletir sobre o que fazemos mesmo que a principio para nós mesmos e para todo mundo esse ato seja bom. Caso contrário seremos zumbis, autômatos, alienados, condicionados e burocráticos com a nossa vida e as vidas carentes do nosso melhor.

A consciência é o órgão pelo qual o homem tem contato com o mundo exterior, com o mundo interior e principalmente têm consciência de si mesmo como ser humano capaz de decidir, por si, seus atos.

"Se fugirmos deste princípio natural de viver, seremos anormais em nossa forma de agir, seremos contrários à nossa natureza regenerada, ou seja, o novo homem que habita em nós se move através de uma consciência livre de regras, dogmas e leis humanas que só servem para gerar morte."

E agindo pelas regras, dogmas e leis humanas seremos zumbis piedosos geradores de morte. Iguais ao filme viveremos na fixação de cumprir as nossas obrigações morais no lugar de comer miolos.

domingo, 22 de agosto de 2010

Regina Spektor - "Laughing With"



No one laughs at God in a hospital
No one laughs at God in a war
No one´s laughing at God when they´re starving or freezing or so very poor

No one laughs at God when the doctor calls after some routine tests
No one´s laughing at God when it´s gotten real late
And their kid´s not back from the party yet
No one laughs at God when their airplane starts to uncontrollably shake
No one´s laughing at God when they see the one they love
Hand in hand with someone else and they hope they´re mistaken

No one laughs at God when the cops knock on their door
And they say we got some bad news sir
No one´s laughing at God when there´s a famine fire or flood

But God can be funny
At a cocktail party when listening to a good God-themed joke
Or when the crazies say He hates us
And they get so red in the head you think they´re ´bout to choke

God can be funny
When told he´ll give you money if you just pray the right way
And when presented like a genie who does magic like Houdini
Or grants wishes like Jiminy Cricket and Santa Claus
God can be so hilarious
Ha ha
Ha ha

No one laughs at God in a hospital
No one laughs at God in a war
No one´s laughing at God when they´ve lost all they´ve got
And they don´t know what for

No one laughs at God on the day they realize that the last sight they´ll ever see
Is a pair of hateful eyes
No one´s laughing at God when they´re saying their goodbyes

But God can be funny
At a cocktail party when listening to a good God-themed joke
Or when the crazies say He hates us
And they get so red in the head you think they´re ´bout to choke

God can be funny
When told he´ll give you money if you just pray the right way
And when presented like a genie who does magic like Houdini
Or grants wishes like Jiminy Cricket and Santa Claus
God can be so hilarious

No one laughs at God in a hospital / No one laughs at God in a war (3x)
No one´s laughing at God when they´re starving or freezing or so very poor

No one´s laughing at God (4x)
We´re all laughing with God

Tradução: Avelar Jr.
Regina Spektor - "Rindo com"


Ninguém ri de Deus em um hospital
Ninguém ri de Deus em uma guerra
Ninguém está rindo de Deus quando está passando fome, frio ou é muito pobre

Ninguém ri de Deus quando o médico liga depois de alguns exames de rotina
Ninguém está rindo de Deus quando ficou muito tarde
E o seu filho ainda não voltou da festa
Ninguém ri de Deus quando seu avião começa a tremer incontrolavelmente
Ninguém está rindo de Deus quando vê a pessoa que ama
De mãos dadas com alguém e espera estar enganado

Ninguém ri de Deus, quando a polícia bate em sua porta
E diz "Temos más notícias, senhor!"
Ninguém está rindo de Deus quando há fome, incêndio ou inundação

Mas Deus pode ser engraçado
Em um coquetel, quando se ouve uma boa piada sobre Ele
Ou quando os loucos dizem que "Ele nos odeia"
E ficam tão vermelhos que parece que vão se engasgar

Deus pode ser engraçado
Quando lhe é dito que ele lhe dará dinheiro se você ora do jeito certo
E quando é apresentado como um gênio que faz magia como Houdini
Ou concede desejos como o Grilo Falante e Papai Noel
Deus pode ser tão divertido
Ha ha
Ha ha

Ninguém ri de Deus em um hospital
Ninguém ri de Deus em uma guerra
Ninguém está rindo de Deus perdeu tudo que tinha
E não sabe por quê

Ninguém ri de Deus no dia em que percebe que a última visão que terá
são dois olhos cheios de ódio
Ninguém está rindo de Deus quando está dizendo adeus

Mas Deus pode ser engraçado
Em um coquetel, quando se ouve uma boa piada sobre Ele
Ou quando os loucos dizem que "Ele nos odeia"
E ficam tão vermelhos que parece que vão se engasgar

Deus pode ser engraçado
Quando lhe é dito que ele lhe dará dinheiro se você ora do jeito certo
E quando é apresentado como um gênio que faz magia como Houdini
Ou concede desejos como o Grilo Falante e Papai Noel
Deus pode ser tão divertido

Ninguém ri de Deus em um hospital / Ninguém ri de Deus em uma guerra (3x)
Ninguém está rindo de Deus quando está passando fome, frio ou é muito pobre

Ninguém está rindo de Deus (4x)
Estamos todos rindo com Deus


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sábado, 21 de agosto de 2010

Concretizando

Amo

Lavando uma louça

Perdôo

Não jogando na cara

Me humilho

Cedendo o lugar

Com paciência

Espero prá falar.

Sacrifico

Dando o que amo

Respeito

Ouvindo com atenção

Me arrependo

Reconhecendo e mudando

Persevero

Quando não há mais chão.

Disciplino

Mostrando como se faz

Oro

Falando com Deus

Me santifico

Falando a verdade

Serviço

De boa vontade.

Caráter cristão

Que se mostra

Na prática do dia a dia

Alegria nas pequenas coisas

Satisfação na vida.

Lioness – 23/07/10

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Farsa Moral do Politicamente Correto



Por José Carlos Sepúlveda da Fonseca

A maior parte das sociedades modernas cultua como valor básico a liberdade de expressão, pela qual todo e qualquer indivíduo pode manifestar publicamente e sem censuras suas opiniões, desde que estas não incitem ao crime. Mas, curiosamente, a chamada liberdade de expressão vai sendo corroída não tanto por dispositivos legais mas por uma mentalidade, uma ideologia que se vai disseminando a pouco e pouco. Eu a qualificaria como a ideologia do "anti-preconceito" e da "não-discriminação".
.
O leitor já notou que, cada vez mais, diversas opiniões ou atitudes a respeito dos mais variados assuntos (culturais, científicos, políticos, sociológicos, até esportivos) são facilmente qualificadas de preconceituosas ou discriminatórias? E em nome da ideologia do "anti-preconceito" e da "não-discriminação"
nosso modo de pensar e de agir é cada vez mais policiado? Policiado socialmente, policiado midiaticamente (se me permitem o termo).
.
Pode parecer contraditório, mas essa ideologia - e a mentalidade que ela gera - é ela, sim, profundamente discriminatória e cerceadora do direito de expressar idéias, em relação a todos os que não professam seus valores, ou melhor seus contra-valores.
.
Furor "não discriminatório"
Faça um teste! Dê, por exemplo, uma opinião contrária ao "casamento" homossexual, à adoção de crianças por "casais" homossexuais, ou formule um julgamento moral a respeito da homossexualidade e
logo verá as patrulhas do pensamento "não discriminatório" se levantarem com furor, brandindo a acusação de homofobia, um epíteto de contornos mal definidos com o qual se pretende voltar a hostilidade pública contra alguém.

Se essa opinião for dada publicamente, com repercussão mediática, o furor "não discriminatório" subirá vários decibéis e contará com a preciosa colaboração de uma parte considerável do
jornalismo engajado, que ampliará esse histerismo ideológico.
.
Estamos em presença do pensamento "politicamente correto", que se tornou verdadeiramente policialesco em relação ao pensamento e à linguagem.

Alvos selecionados

Mas vejam bem, toda esta máquina de indignação tem seus métodos e metas, tem seus inimigos e cúmplices e
escolhe os momentos e os personagens alvos de sua inconformidade.
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Há poucos dias Evo Morales, o presidente da Bolívia, em uma de suas investidas anticapitalistas, defendia o "socialismo comunitário em harmonia com a terra". Em determinado momento, afirmou que o
consumo de transgênicos e de frangos alimentados com hormônios femininos causam a calvície, a homossexualidade e a impotência sexual (cfr. Valor e O Estado de S. Paulo 22.abr.2010).
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Era de se esperar que o furor anti-homofóbico explodisse internacionalmente. Imagine-se que as afirmações tivessem sido proferidas pelo ex-presidente norte-americano George W. Bush, um alvo preferencial da mídia "politicamente correta". A gritaria "anti-homofóbica" teria preenchido os espaços mediáticos, e os leões do pensamento "não discriminatório" teriam rasgado suas vestes em público.
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Mas como a afirmação foi feita por Evo Morales,
um membro da grei ideológica onde prolifera a ideologia do politicamente correto e onde o ativismo pró-homossexual tem sua guarida, os protestos foram bem minguados e tiveram um eco diminuto na mídia.

Silencioso marxismo cultural

Ao comentar este e outros episódios, o jovem e brilhante jornalista Henrique Raposo, no semanário Expresso de Lisboa (23.abr.2010) respondeu à pergunta: O que é o politicamente correto?

São trechos desse artigo que hoje quero compartilhar com os que acompanham o Radar da Mídia:
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"I. O "Politicamente correto" é, se quiserem, um silencioso marxismo cultural.
Se o velho marxismo era uma coisa de massas, este novo marxismo é uma coisa silenciosa. O politicamente correto não é uma ideologia coletiva. É, isso sim, uma crença privada. Mas, atenção, é uma crença privada partilhada, em silêncio, por milhões. É um manual de comportamento e de policiamento do pensamento e do vocabulário.
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II. O velho marxismo assentava numa simples dicotomia moralista: havia os "bons", os operários, e os "maus", os burgueses. O novo marxismo cultural readaptou essa lógica para a esfera cultural, religiosa e étnica:
há o "mau", o Ocidente branco, e há o "bom", o resto do mundo não-ocidental. Isto, como é óbvio, gera a farsa moral dopoliticamente correto. Uma farsa que mina o debate das nossas sociedades.
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III. Um exemplo desta farsa: há dias, Evo Morales disse uma barbaridade: os transgênicos, segundo o Presidente da Bolívia, causam a terrível doença da homossexualidade. Esta declaração, que é um absurdo, não causou polêmica. Os "tolerantes" do costume não reagiram. Se tivesse sido um líder ocidental a dizer semelhante disparate, oh meu Deus, tinha caído o Carmo e a Trindade. Mas como foi um "indígena" da Bolívia, as boas consciências calaram-se. Tal como se calaram perante o racismo de Lula da Silva ("esta crise é da responsabilidade de louros de olhos azuis") ou perante a ignorância criminosa de líderes africanos ("a AIDS é uma invenção ocidental"). Pior: os "tolerantes" são incapazes de criticar a "homofobia" de Morales, mas já são capazes de me apelidar de "racista" só pelo fato de eu criticar Morales. É esta a hipocrisia vital do chamado "politicamente correto"."

Today it's Blog Day!!

O Dia do Blog foi estabelecido de forma informal para o dia 31 de Agosto. É o dia internacional do Weblog, Blogue ou simplesmente Blog.

Esta data foi escolhida porque seus números 31/08 se assemelham com a palavra Blog (3108)

Dêem uma olhada nos links disponíveis ao lado, gosto muito de todos, estão recomendadíssimos!!

E parabéns para nós, blogueiros de primeira!!


O que é o BlogDay?

BlogDay foi criado na convicção de que os bloggers deverão ter um dia dedicado ao conhecimento de novos blogs, de outros países ou áreas de interesse. Nesse dia os bloggers recomendarão novos blogs aos seus visitantes.



Bjins


A barata do Kafka e os nossos desertos.

Elídia Rosa Machado


A maioria das pessoas que possuem hábito de ler, e mesmo as que não têm, conhecem o conto “A metamorfose” de Franz Kafka. Nele um caixeiro viajante, Gregor Samsa, subitamente vê-se arrancado de sua pacata condição e rotina para transformar-se em uma nojenta barata (confesso que a repulsa pelo inseto a mim é quase fóbica) e com isso seu mundo repentinamente transforma-se num caos de sensações físicas e psicológicas desconfortáveis e desesperadoras. A escrita emblemática de Kafka leva-nos a um estranho desconforto quase palpável.

Diante dessa escrita, é possível fazer uma analogia como que o passei, há algum tempo atrás. De certa maneira, eu já me senti assim metamorfoseada do “dia para a noite” e sentindo o peso de meu mundo particular sob as espáduas... Poucos amigos, carreira e prestígio virando pó...tudo sob o casco frio e duro da rejeição. Nesses momentos, só conseguia olhar para a sensação horrível de transformar-se de repente em alguém que me causava repulsa. Comumente às pessoas que vêem-se mergulhados num tsunami de perdas, não vislumbramos nada fora do casulo de nossa dor. Ao abrir a Bíblia, em muitos desses momentos, eu via claramente o que Deus expressava através daquelas palavras impressas, tinha a sensação inúmeras vezes de que eram escritas para aquele momento exato. Mas eu ainda estava presa nos pedaços multiformes do sofrimento.

O tempo passou, e o deserto das águas amargas fez-me ver que era totalmente necessária a peregrinação. A jornada foi penosa, e lenta. Deus, em sua infinita, exclusiva e soberana sabedoria ensinou-me a lição mais preciosa, posto crer que nada na vida de quem o serve é por acaso. Nem os literatos mais eloqüentes explicariam o tesouro encoberto que a Palavra Dele revelou-me: a humildade, o valor ao que é pequeno, aos limites humanos, as sensações que passam batidas na correria intensa de que somos vítimas e causadores. O deserto projetou em mim profundas marcas, a sequidão representou meu renascimento. Onde muitos veriam derrota eu enxergaria a construção de vitórias infindas. A restituição é natural e não deve ser imposta, acontece em meio à dor, não na cura, muitas vezes. Relegar sofrimento a derrotismo, só para quem nunca colheu as mais preciosas flores em meio a vastidão de areias quentes e áridas. Nem todos precisam passar esses reveses, é inato passar por triunfos e adversidades sem mutações; no meu caso foi salutar e necessário.

Diante do sofrimento, creio ser prudente olhar no âmbito da do indivíduo, em particular, generalizações e triunfalismos às vezes só atrapalham, e frustram. Lógico que palavras de ânimo são bem-vindas, mas o silêncio muitas vezes é a melhor palavra, a oração por alguém que sofre deve ser sábia nesse sentido. Nem sempre a "enfermidade é para morte", as chagas e os cacos de telha não devem ser amaldiçoados.

Como no conto de Kafka, a revolução foi benfazeja para as demais pessoas do círculo que o rodeava, o que denota que nem tudo que é ruim, propriamente é mau.





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O poema de Fernando Pessoa que Cleo Pires tatuou para a capa da Playboy

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”

Fernando Pessoa

fonte: Retratos da vida

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Crônica do desassossego

Ricardo Gondim

No absoluto silêncio da madrugada, acordo. Tateio pelo quarto ainda escuro, procuro óculos, livro, caneta. Com tudo nas mãos, continuo a rodopiar no estreito corredor dos desejos. Sei que vagueio em busca do que não sei. O que anseio, nunca alcanço. Meu desejo renasce todas as manhãs. Desassossegado, profano o dia antes que o sol o faça.

Penso em aquietar a alma, abafar a pressa. Imagino as paredes translúcidas. Volto ao aquário pueril que protegia as minhas fantasias. Hoje esbarro contra o meu próprio reflexo em paredes de vidro. Tudo se tumultua. Estou agitado antes da hora. Sou peixe inconformado com as bordas estreitas de um mundo contido.

O dia mal deu as caras e já quero tirar o elmo, encostar a espada, desabotoar o colarinho, chutar os cuturnos.

Saio. Na calçada, caminho claudicante. Sou um anônimo. Não reconheço a persona que me substitui nas plataformas públicas. A multidão me rodeia. Ninguém escuta quando pergunto: “Quem sou eu?” Patético, falo ao vento: “Vou rasgar a litania do ‘não farás…’; desaprender todas as lições que já ensinei”.

Descubro que não me tornei o que um dia achei que era. Reinvento-me nas ilusões. Acabo perdido sem saber escolher a fantasia que devo vestir entre a montanha de trapos espalhados pelo chão. Fechado em mim, hermético, não faço sentido. Desperdiço palavras. Os signos de minhas intuições não passam de devaneios fúteis. Recorro às platitudes. O óbvio me ajuda a fugir de mim mesmo.

Tento remendar o coração com os retalhos esgarçados de um passado sem gosto. Dos ideais, sobraram fiapos; dos sonhos juvenis, estilhaços; da luta incansável, imobilidade. Tenho medo de me sentar de costas para a rua. Isolado, rejeito a mão que pode afagar. Suspeito: o elogio é prelúdio da cuspida.

Retorno ao silêncio da noite ainda jovem. Acordei e agora deito com a mesma fadiga. Resmungo algo sobre não voltar a me recostar naquele travesseiro. Dormir é morrer. O quarto se reveste de vazio. A vida volta à indiferença de sempre. O abismo do nada se abre debaixo da minha cama. Antes de cerrar os olhos, sou tomado pela vertigem do nada. Uma saudade trágica chega; pesadelo premonitório. A litania “do nunca mais” se repete como coro de um réquiem.

No limite do sono, procuro segurar o tempo. Sussurro mais um solilóquio enquanto empurro a cara contra o colchão: “Não, não temo a decrepitude”. Fantasmas do passado me espreitam do porão da memória. Distante dos amores que perdi, afundo no abismo escuro da melancolia . Adormeço com a sensação de que faltarei quando a mesa estiver rodeada de cadeiras vazias.

Soli Deo Gloria

fonte: Ricardo Gondim


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A graça comum, a Imago Dei e a MPB


Por Ed René Kivitz*

De vez em quando, alguém me pergunta por que não tenho um programa de rádio e televisão. Geralmente apresento minhas respostas evasivas, comentando a respeito de custos, prioridades ministeriais e pessoais, ou coisas do tipo “ainda não chegou a hora” (que nem sei se chegará um dia) – o que, no fim, me deixa com a sensação de que meus inquiridores nunca saem muito convencidos. A verdade é que há muito tempo guardo no coração o formato de um programa que chamo “a face de DEUS na cultura brasileira”

A inserção evangélica no debate cultural da sociedade brasileira é um desafio extraordinário. Isto implica a busca sem tréguas de uma tematização relevante; uma linguagem compreensível para os leigos em Teologia Cristã, sem histórico religioso evangélico; uma abordagem eclética, não preconceituosa, inclusiva, não sectária; uma abertura para chamar “irmãos” as pessoas que a maioria dos irmãos não receberia na mesa da eucaristia; a disposição de aprender e ser enriquecido com a experiência daqueles que chamamos incrédulos-perdidos-pagãos, e um esforço de leitura e pesquisa além das fronteiras das editoras cristãs e dos livros norte-americanos-eclesiásticos-religiosos.

Duas bases teológicas da tradição reformada deveriam ser oferecidas como fundamento para este diálogo com a cultura e seus artesãos: a graça comum, que inclui sob a bondade, o governo e a instrumentalidade de DEUS aqueles que ainda não o conhecem ou com ele se relacionam em termos eventuais e genéricos, à parte do conhecimento e do compromisso com o todo da revelação bíblica; e a imago Dei, que faz de todo ser humano, indistintamente, portador de sinais do Espírito-espírito e capaz de expressar o ético e o estético divinos, além de conviver com a nostalgia do paraíso perdido. Essa nostalgia é a primeira pregação do Evangelho que todo mortal ouve em sua consciência – por sua vez também expressão sagrada do DEUS que a todos busca em amor, esse DEUS que a todos permite que andem por seus próprios caminhos sem, contudo, deixar de lhes fazer o bem, dar a chuva e as colheitas, encher seus corações de fartura e alegria (Atos 14:16,17).

Escolhi três gênios da música popular brasileira para ilustrar minha idéia de um programa de rádio ou televisão que gostaria de fazer: Milton Nascimento, Chico Buarque e Lulu Santos. Convido você a saborear algumas colheradas de sabedoria e súplicas do coração humano que ade de saudade de DEUS.



Caçador de mim

Milton Nascimento

Por tanto amor

Por tanta emoção

A vida me fez assim

Doce ou atroz

Manso ou feroz

Eu caçador de mim

Preso a canções

Entregue a paixões

Que nunca tiveram fim

Vou me encontrar

Longe do meu lugar

Eu, caçador de mim

Nada a temer senão o correr da luta

Nada a fazer senão esquecer o medo

Abrir o peito a força, numa procura

Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai

Sonhando demais

Mas onde se chega assim

Vou descobrir

O que me faz sentir

Eu, caçador de mim



Caso pudesse conversar com Milton, perguntaria coisas do tipo: “Onde foi que você se perdeu para que precise procurar por si mesmo?”; ou “O que você entende por mata escura, e que armadilha existem nessa busca do ser humano por si mesmo?”



Imagino que poderíamos enveredar numa conversa a respeito do arquétipo judaico-cristão de Adão e Eva, que se perderam, se esconderam e foram expulsos do jardim: “Seria o afastamento de DEUS a razão pela qual todo ser humano busca se encontrar? Será que o encontro da pessoa consigo não deveria ser precedido pelo encontro com o divino? Não seria verdade que a salvação de que tanto se fala é uma dupla reconciliação, da pessoa com DEUS e consigo, e que uma não existe sem a outra? Será que mata escura é o oposto de jardim? Você acredita mesmo que não existem gente boa e gente ruim, e que todo mundo é, ao mesmo tempo, manso ou feroz, doce ou atroz? O encontro com o divino reconcilia essas contrariedades interiores que fazem de nós caça e caçador? Aliás, não seria o divino em nós o grande caçador? Ou o divino é a caça?


Minha História

Chico Buarque



Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar

Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar

Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente

E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente, laiá, laiá, laiá, laiá

Ele assim como veio partiu não se sabe prá onde

E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe

Esperando, parada, pregada na pedra do porto

Com seu único velho vestido, cada dia mais curto, laiá, laiá, laiá, laiá

Quando enfim eu nasci, minha mãe embrulhou-me num manto

Me vestiu como se eu fosse assim uma espécie de santo

Mas por não se lembrar de acalantos, a pobre mulher

Me ninava cantando cantigas de cabaré, laiá, laiá, laiá, laiá

Minha mãe não tardou alertar toda a vizinhança

A mostrar que ali estava bem mais que uma simples criança

E não sei bem se por ironia ou se por amor

Resolveu me chamar com o nome do Nosso Senhor, laiá, laiá, laiá, laiá

Minha história e esse nome que ainda carrego comigo

Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo

Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz

Me conhecem só pelo meu nome de menino Jesus, laiá, laiá

Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz

Me conhecem só pelo meu nome de menino Jesus, laiá, laiá, laiá, laiá



A conversa com Chico seria um pouco mais pesada. Estaria ele sugerindo que o cabaré é a estrebaria contemporânea? Caso Deus estivesse encarnando hoje e tomando sobre si todas as mazelas da raça humana, será que escolheria identificar-se com ladrões e amantes de corpos e copos? Será que essa vida de amores errantes, ilusões e esperas, fugas através de bebedeiras, mesmice e futilidade de calçada de bar é uma versão de cruz, e que aqueles cuja vida tem apenas esses horizontes não são protagonistas de mau-caratismo, mas vítimas de niilismo existencial? Haveria a sugestão de que estamos condenados a esperar pelo redentor na beira do cais, enquanto vamos ficando cada vez mais degenerados, degeneração esta simbolizada no corpo que vai envelhecendo, perdendo a silhueta atraente e deixando o vestido torto? Ou seria verdade que esta degeneração ocorre quando colocamos a esperança no redentor errado?



A Cura

Lulu Santos



Existirá

Em todo porto tremulará

A velha bandeira da vida

Acenderá

Todo farol iluminará

Uma ponta de esperança

E se virá

Será quando menos se esperar

Da onde ninguém imagina

Demolirá

Toda certeza vã

Não sobrará

Pedra sobre pedra

Enquanto isso

Não nos custa insistir

Na questão do desejo

Não deixar se extinguir

Desafiando de vez a noção

Na qual se crê

Que o inferno é aqui

Existirá

E toda raça então experimentará

Para todo mal

A cura

Existirá

Em todo porto se estiará

A velha bandeira da vida

Acenderá

Todo farol iluminará

Uma ponta de esperança

E se virá

Será quando menos se esperar

Da onde ninguém imagina

Demolirá

Toda certeza vã

Não sobrará

Pedra sobre pedra

Enquanto isso

Não nos custa insistir

Na questão do desejo

Não deixar se extinguir

Desafiando de vez a noção

Na qual se crê

Que o inferno é aqui

Existirá

E toda raça então experimentará

Para todo mal

A cura



Com o Lulu Santos eu começaria logo perguntando que mal é esse que faz a raça esperar a cura? Gostaria de saber de onde vem a cura, quem é portador da bandeira da vida, quem vai hasteá-la? Aliás, por que a “velha bandeira”? será que se trata de uma bandeira conhecida que sumiu dos portos e apagou a luz de esperança? Quando foi que ela deixou de tremular? Quem a tirou do seu lugar? Imagino uma boa conversa a respeito do desejo no qual se deve insistir, e certamente acordaríamos a respeito do fato de que o inferno não é aqui. Não sei aonde chegaríamos na discussão quanto ao lugar ou à dimensão do inferno, isto é, onde e como é este “ali”? Não tenho a menor dúvida de que teríamos um papo maravilhoso.

Agora me bate o desespero ao lembrar que o Mário Prata decidiu responder às questões de um exame vestibular que tratava da interpretação de seus textos para ver como se sairia. Teria sido reprovado. Fico pensar se os gênios citados não se ririam de minhas lucubrações em torno de suas palavras. Minha única saída seria argumentar que todo texto é polissêmico, e que escrever implica repartir convicções, incluindo o leitor nas conclusões, especialmente quando a palavra é poesia, coisa do coração.

Uma coisa é certa: já me dou satisfeito por tentar. Tentar abrir a conversa, enxergar por cima dos muros que me separam da minha cultura, meus poetas, minhas canções. Tentar me aproximar as pessoas como humano cujo coração também clama por sentido e significado, em vez de me apresentar como clérigo, dogmático, detentor da verdade e guardião das relações com Deus. Talvez, um dia desses, você me encontre na tela da TV batendo papo com Gabriel Pensador. Certamente estaríamos a debater a pergunta que ele fez em uma de suas canções: “Se Deus é justo, quem fez o julgamento?”

*Ed René Kivitz é pastor da Igreja Batista de Água Branca (São Paulo), escritor e conferencista. Este texto foi retirado do livro "Uma outra espiritualidade" - Ed. Mundo Cristão.

Toda ideologia é uma prisão

“Creio unicamente na Verdade. Acho que, durante a Vida toda, o Homem deve tentar aprender o ofício do homem e isso nada tem a ver com regras ou com escolas. Ensinam-nos a ser cristãos ou marxistas… só não nos ensinam a ser humanos.

Toda ideologia é uma prisão. Recuso-me a me deixar encerrar em qualquer uma delas ou a permitir que me colem etiquetas. É preciso ser livre de todos os compromissos (…) e seguir obstinadamente um caminho. É a única maneira de nos mantermos vivos.

Em todos os tempos os homens lutaram pela igualdade, liberdade e fraternidade. Hoje essas palavras estão inscritas nas fachadas de todos os edifícios públicos, mas acabaram perdendo o sentido. Continuam a nos mandar para a guerra… não importa qual e nós vamos !

É preciso ir buscar bem fundo dentro da realidade que nos cerca e, por vezes, nos sufoca a Verdade última, a chama inapagável que anima a Vida e dá sentido a todas as coisas.”

ROBERTO ROSSELLINI, cineasta, em entrevista ao Jornal do Brasil em 1977.

dica do Nato Azevedo

Semana Mundial da Alimentação


Todo o mundo unido contra a fome no Dia Mundial da Alimentação

“Unidos Contra a Fome”. Este é o tema do Dia Mundial da Alimentação 2010. A celebração é promovida em todo o planeta pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), no dia 16 de outubro. Foi neste dia, no ano de 1945, que foi criada a FAO.

No Brasil, todos os anos a data é celebrada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) juntamente com parceiros, órgãos públicos e privados e entidades da sociedade civil. Neste ano, acontecerão atividades de 11 a 17 de outubro, consolidando a Semana Mundial da Alimentação.

Estimativas recentes da FAO revelam que cerca de 1 bilhão de pessoas passam fome em todo o mundo. Embora o Brasil esteja cada dia mais perto de debelar o problema da fome, fruto do êxito de suas políticas públicas, muitos brasileiros ainda convivem com esse flagelo social.

Entre os objetivos do Dia Mundial da Alimentação estão: estimular uma maior atenção à produção agrícola em todos os países e um maior esforço dos países para acabar com a fome; estimular a cooperação técnica e econômica entre os países em desenvolvimento para acabar com a fome.

Outros objetivos são: promover a participação das populações rurais, em especial as mulheres camponesas e grupos mais vulneráveis, nas decisões e atividades que afetam as suas condições de vida; fortalecer a consciência política sobre o problema da fome no mundo.

A FAO também quer que os países promovam a transferência de tecnologias e fomentem o sentido de solidariedade interna e externa na luta contra a fome, a desnutrição e a pobreza, bem como celebrar os êxitos obtidos em desenvolvimento agrícola e alimentar.

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O feijão unifica as diferentes culturas alimentares que convivem no Brasil. Como expressão popular,representa a riqueza de variedades e de usos na preparação de alimentos, além de ser um produto preferencial da agricultura familiar e de excelente valor nutricional. Feijões de diferentes cores e espécies são transformados em pratos que integram a culinária regional e os diferentes agrupamentos étnicos do nosso país.




Assine a petição para acabar com a fome

Uma petição on-line pede que os governos façam da erradicação da fome sua principal prioridade. E que as pessoas fiquem indignadas com o fato que cerca de um bilhão de pessoas no mundo viva com fome.

O símbolo da campanha é um apito amarelo. A idéia é encorajar as pessoas a apitar contra a fome. "Deveríamos estar furiosos com o vergonhoso fato que seres humanos ainda sofram de fome", disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf. "Se você também se sente assim, quero que você dê voz à sua raiva. Todos vocês, ricos e pobres, jovens e idosos, em países em desenvolvimento e desenvolvidos, devem expressar sua raiva sobre a fome mundial assinando a petição global, acrescentou Diouf.

Clique aqui e assine a petição

http://www.1billionhungry.org/faobrasil/


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Eliandro Viana

pr.eliandro@aguaviva.com.br

http://resal-curitiba.blogspot.com/

41-3376 5487

41-9950 9997



Bon Jovi no Brasil!

Dia 6 de outubro, em São Paulo! Que beleza!!!

Zumbis Filosóficos Piedosos


Por Marco Alcantara

Só de mencionar a palavra zumbi imaginamos aquelas criaturas famintas por cérebros no melhor estilo criado por
George Romero e visto no fabuloso filme Madrugada dos Mortos (o original claro) que assisti três vezes. =D

Mas o zumbi filosófico ou p-zombie como também é conhecido é um ser hipotético, ou seja, um ser idêntico ao ser humano normal se não fosse pela inexistência da experiência consciente. Imagina-se que quando um zumbi filosófico sinta dor ele realmente não a sente apenas reage pela ação da causa. Essa é uma reação inconsciente e somente casual.

O argumento dos zumbis surgiu em 1974 em um artigo de
Robert Kirk, mas foi com o livro The Conscious Mind (1996), de David Chalmers, que ele ganha um papel de destaque dentro da filosofia da mente.

Existem indivíduos que se tornaram perfeitos zumbis, isso ocorre pelo fato de aprenderem algo de outro, e tomarem esse algo como uma verdade motivadora, automática e única, assim sendo é indiscutível os termos dessa verdade. Vêem que aquilo é
“tão certo” e “confiável” que perderam a vontade própria ou a consciência para agir por si mesmos e assim agem através de um adestramento ou condicionamento mental.

Imagine uma pessoa fazendo algo sem amor, sem paixão ou simplesmente sem alma. Tomando atitudes por que simplesmente disseram que era assim e pronto. Não existe nada de bom ou correto nisso. Fazer qualquer coisa unicamente para sentir o
“dever cumprido” não é bom, ou fazer o bem para o bem próprio ou mesmo para que outros te aplaudam. É também um modo de agir bem abrangendo o mal.

Como um zumbi sem consciência estes outros seres condicionados pelas recomendações de outros só tem as reações casuais. Se fizerem alguma coisa boa será somente dentro do mesmo patamar de outros zumbis, e nunca será nada surpreendente, novo e apaixonante de se ver, pois não existe amor nisso ou consciência do que se está fazendo.

"Dentro das religiões existe uma bondade enlatada, mascarada e tacanha."

Nossos atos e os resultados destes atos, os feitos, nos revelam o que somos, fazem aparecer ao observador nossa
"natureza", nossa maneira de ser. Tal expressão nos reduz àquilo que somos de fato. Se nos nossos atos existe paixão, amor e graça de verdade não aquilo que é transmitido, ensinado ou orquestrado por outras pessoas, os que nos observam em todo canto sentirão isso e nisso terão dentro deles o efeito e a causa da mesma paixão, do mesmo amor e da mesma graça.

Que venhamos a ter uma vontade de refletir sobre o que fazemos mesmo que a principio para nós mesmos e para todo mundo esse ato seja bom. Caso contrário seremos zumbis, autômatos, alienados, condicionados e burocráticos com a nossa vida e as vidas carentes do nosso melhor.

A consciência é o órgão pelo qual o homem tem contato com o mundo exterior, com o mundo interior e principalmente têm consciência de si mesmo como ser humano capaz de decidir, por si, seus atos.

"Se fugirmos deste princípio natural de viver, seremos anormais em nossa forma de agir, seremos contrários à nossa natureza regenerada, ou seja, o novo homem que habita em nós se move através de uma consciência livre de regras, dogmas e leis humanas que só servem para gerar morte."

E agindo pelas regras, dogmas e leis humanas seremos zumbis piedosos geradores de morte. Iguais ao filme viveremos na fixação de cumprir as nossas obrigações morais no lugar de comer miolos.

Regina Spektor - "Laughing With"



No one laughs at God in a hospital
No one laughs at God in a war
No one´s laughing at God when they´re starving or freezing or so very poor

No one laughs at God when the doctor calls after some routine tests
No one´s laughing at God when it´s gotten real late
And their kid´s not back from the party yet
No one laughs at God when their airplane starts to uncontrollably shake
No one´s laughing at God when they see the one they love
Hand in hand with someone else and they hope they´re mistaken

No one laughs at God when the cops knock on their door
And they say we got some bad news sir
No one´s laughing at God when there´s a famine fire or flood

But God can be funny
At a cocktail party when listening to a good God-themed joke
Or when the crazies say He hates us
And they get so red in the head you think they´re ´bout to choke

God can be funny
When told he´ll give you money if you just pray the right way
And when presented like a genie who does magic like Houdini
Or grants wishes like Jiminy Cricket and Santa Claus
God can be so hilarious
Ha ha
Ha ha

No one laughs at God in a hospital
No one laughs at God in a war
No one´s laughing at God when they´ve lost all they´ve got
And they don´t know what for

No one laughs at God on the day they realize that the last sight they´ll ever see
Is a pair of hateful eyes
No one´s laughing at God when they´re saying their goodbyes

But God can be funny
At a cocktail party when listening to a good God-themed joke
Or when the crazies say He hates us
And they get so red in the head you think they´re ´bout to choke

God can be funny
When told he´ll give you money if you just pray the right way
And when presented like a genie who does magic like Houdini
Or grants wishes like Jiminy Cricket and Santa Claus
God can be so hilarious

No one laughs at God in a hospital / No one laughs at God in a war (3x)
No one´s laughing at God when they´re starving or freezing or so very poor

No one´s laughing at God (4x)
We´re all laughing with God

Tradução: Avelar Jr.
Regina Spektor - "Rindo com"


Ninguém ri de Deus em um hospital
Ninguém ri de Deus em uma guerra
Ninguém está rindo de Deus quando está passando fome, frio ou é muito pobre

Ninguém ri de Deus quando o médico liga depois de alguns exames de rotina
Ninguém está rindo de Deus quando ficou muito tarde
E o seu filho ainda não voltou da festa
Ninguém ri de Deus quando seu avião começa a tremer incontrolavelmente
Ninguém está rindo de Deus quando vê a pessoa que ama
De mãos dadas com alguém e espera estar enganado

Ninguém ri de Deus, quando a polícia bate em sua porta
E diz "Temos más notícias, senhor!"
Ninguém está rindo de Deus quando há fome, incêndio ou inundação

Mas Deus pode ser engraçado
Em um coquetel, quando se ouve uma boa piada sobre Ele
Ou quando os loucos dizem que "Ele nos odeia"
E ficam tão vermelhos que parece que vão se engasgar

Deus pode ser engraçado
Quando lhe é dito que ele lhe dará dinheiro se você ora do jeito certo
E quando é apresentado como um gênio que faz magia como Houdini
Ou concede desejos como o Grilo Falante e Papai Noel
Deus pode ser tão divertido
Ha ha
Ha ha

Ninguém ri de Deus em um hospital
Ninguém ri de Deus em uma guerra
Ninguém está rindo de Deus perdeu tudo que tinha
E não sabe por quê

Ninguém ri de Deus no dia em que percebe que a última visão que terá
são dois olhos cheios de ódio
Ninguém está rindo de Deus quando está dizendo adeus

Mas Deus pode ser engraçado
Em um coquetel, quando se ouve uma boa piada sobre Ele
Ou quando os loucos dizem que "Ele nos odeia"
E ficam tão vermelhos que parece que vão se engasgar

Deus pode ser engraçado
Quando lhe é dito que ele lhe dará dinheiro se você ora do jeito certo
E quando é apresentado como um gênio que faz magia como Houdini
Ou concede desejos como o Grilo Falante e Papai Noel
Deus pode ser tão divertido

Ninguém ri de Deus em um hospital / Ninguém ri de Deus em uma guerra (3x)
Ninguém está rindo de Deus quando está passando fome, frio ou é muito pobre

Ninguém está rindo de Deus (4x)
Estamos todos rindo com Deus


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Concretizando

Amo

Lavando uma louça

Perdôo

Não jogando na cara

Me humilho

Cedendo o lugar

Com paciência

Espero prá falar.

Sacrifico

Dando o que amo

Respeito

Ouvindo com atenção

Me arrependo

Reconhecendo e mudando

Persevero

Quando não há mais chão.

Disciplino

Mostrando como se faz

Oro

Falando com Deus

Me santifico

Falando a verdade

Serviço

De boa vontade.

Caráter cristão

Que se mostra

Na prática do dia a dia

Alegria nas pequenas coisas

Satisfação na vida.

Lioness – 23/07/10

A Farsa Moral do Politicamente Correto



Por José Carlos Sepúlveda da Fonseca

A maior parte das sociedades modernas cultua como valor básico a liberdade de expressão, pela qual todo e qualquer indivíduo pode manifestar publicamente e sem censuras suas opiniões, desde que estas não incitem ao crime. Mas, curiosamente, a chamada liberdade de expressão vai sendo corroída não tanto por dispositivos legais mas por uma mentalidade, uma ideologia que se vai disseminando a pouco e pouco. Eu a qualificaria como a ideologia do "anti-preconceito" e da "não-discriminação".
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O leitor já notou que, cada vez mais, diversas opiniões ou atitudes a respeito dos mais variados assuntos (culturais, científicos, políticos, sociológicos, até esportivos) são facilmente qualificadas de preconceituosas ou discriminatórias? E em nome da ideologia do "anti-preconceito" e da "não-discriminação"
nosso modo de pensar e de agir é cada vez mais policiado? Policiado socialmente, policiado midiaticamente (se me permitem o termo).
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Pode parecer contraditório, mas essa ideologia - e a mentalidade que ela gera - é ela, sim, profundamente discriminatória e cerceadora do direito de expressar idéias, em relação a todos os que não professam seus valores, ou melhor seus contra-valores.
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Furor "não discriminatório"
Faça um teste! Dê, por exemplo, uma opinião contrária ao "casamento" homossexual, à adoção de crianças por "casais" homossexuais, ou formule um julgamento moral a respeito da homossexualidade e
logo verá as patrulhas do pensamento "não discriminatório" se levantarem com furor, brandindo a acusação de homofobia, um epíteto de contornos mal definidos com o qual se pretende voltar a hostilidade pública contra alguém.

Se essa opinião for dada publicamente, com repercussão mediática, o furor "não discriminatório" subirá vários decibéis e contará com a preciosa colaboração de uma parte considerável do
jornalismo engajado, que ampliará esse histerismo ideológico.
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Estamos em presença do pensamento "politicamente correto", que se tornou verdadeiramente policialesco em relação ao pensamento e à linguagem.

Alvos selecionados

Mas vejam bem, toda esta máquina de indignação tem seus métodos e metas, tem seus inimigos e cúmplices e
escolhe os momentos e os personagens alvos de sua inconformidade.
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Há poucos dias Evo Morales, o presidente da Bolívia, em uma de suas investidas anticapitalistas, defendia o "socialismo comunitário em harmonia com a terra". Em determinado momento, afirmou que o
consumo de transgênicos e de frangos alimentados com hormônios femininos causam a calvície, a homossexualidade e a impotência sexual (cfr. Valor e O Estado de S. Paulo 22.abr.2010).
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Era de se esperar que o furor anti-homofóbico explodisse internacionalmente. Imagine-se que as afirmações tivessem sido proferidas pelo ex-presidente norte-americano George W. Bush, um alvo preferencial da mídia "politicamente correta". A gritaria "anti-homofóbica" teria preenchido os espaços mediáticos, e os leões do pensamento "não discriminatório" teriam rasgado suas vestes em público.
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Mas como a afirmação foi feita por Evo Morales,
um membro da grei ideológica onde prolifera a ideologia do politicamente correto e onde o ativismo pró-homossexual tem sua guarida, os protestos foram bem minguados e tiveram um eco diminuto na mídia.

Silencioso marxismo cultural

Ao comentar este e outros episódios, o jovem e brilhante jornalista Henrique Raposo, no semanário Expresso de Lisboa (23.abr.2010) respondeu à pergunta: O que é o politicamente correto?

São trechos desse artigo que hoje quero compartilhar com os que acompanham o Radar da Mídia:
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"I. O "Politicamente correto" é, se quiserem, um silencioso marxismo cultural.
Se o velho marxismo era uma coisa de massas, este novo marxismo é uma coisa silenciosa. O politicamente correto não é uma ideologia coletiva. É, isso sim, uma crença privada. Mas, atenção, é uma crença privada partilhada, em silêncio, por milhões. É um manual de comportamento e de policiamento do pensamento e do vocabulário.
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II. O velho marxismo assentava numa simples dicotomia moralista: havia os "bons", os operários, e os "maus", os burgueses. O novo marxismo cultural readaptou essa lógica para a esfera cultural, religiosa e étnica:
há o "mau", o Ocidente branco, e há o "bom", o resto do mundo não-ocidental. Isto, como é óbvio, gera a farsa moral dopoliticamente correto. Uma farsa que mina o debate das nossas sociedades.
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III. Um exemplo desta farsa: há dias, Evo Morales disse uma barbaridade: os transgênicos, segundo o Presidente da Bolívia, causam a terrível doença da homossexualidade. Esta declaração, que é um absurdo, não causou polêmica. Os "tolerantes" do costume não reagiram. Se tivesse sido um líder ocidental a dizer semelhante disparate, oh meu Deus, tinha caído o Carmo e a Trindade. Mas como foi um "indígena" da Bolívia, as boas consciências calaram-se. Tal como se calaram perante o racismo de Lula da Silva ("esta crise é da responsabilidade de louros de olhos azuis") ou perante a ignorância criminosa de líderes africanos ("a AIDS é uma invenção ocidental"). Pior: os "tolerantes" são incapazes de criticar a "homofobia" de Morales, mas já são capazes de me apelidar de "racista" só pelo fato de eu criticar Morales. É esta a hipocrisia vital do chamado "politicamente correto"."