segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Leia e desafie-se!


Chega de egocentrismo, de achar que o mundo gira ao nosso redor.
A leitura de mundo precede a leitura de livros e, portanto, também é um desafio.
Impor ao outro um padrão de comportamento não é Evangelho.
Evangelho é a boa notícia transformadora de que Deus é capaz de mudar toda e qualquer cosmovisão, sem imposições, sem falsos moralismos.
Se não somos capazes de ler quem pensa diferente de nós, não temos mensagem alguma a comunicar. 
A encarnação de Cristo é a prova viva de que o mundo ouve quando falamos a sua língua.
Por isso, não imponha a outros seu padrão pessoal de escolhas e comportamento. Seja acessível, pronto para ouvir antes de querer falar. Leia antes de emitir opinião, conheça antes de condenar.
Nosso papel é o de testemunhas, não de juiz.
Angela Natel

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Já passou da hora!


É melhor estudar e se aprofundar antes de espalhar besteira por aí...
É muito comum palavras de homens serem recebidas como Palavra de Deus... mesmo que sem propriedade, sem entendimento, sem prudência, sem que a glória de tudo isso siga direto para Deus.
É muita gente buscando honra, muita gente se gabando de "ser honrado por Deus", numa inversão de valores assombrosa.
Já passou da hora daqueles que se dizem servos de Deus agirem como tal, falando somente o que Deus, de fato, falou, recusando a receber a glória, a honra e o crédito por isso - já que, como servos inúteis, não fazemos mais do que a nossa obrigação.
Angela Natel

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Enxergue!



Olhe para mim
Me enxergue.

Será que, por não depilar minhas pernas
Sou feminista?
Transformista?
Lésbica?
Rebelde?
Desleixada?
Roqueira?

Ou apenas alguém que decidiu não se depilar, independentemente de suas razões?
Você realmente precisa me dar um rótulo?
Precisa tanto colocar legendas em minhas imagens?
Por que não apenas olhar e, de fato, enxergar?

Se mudei o cabelo ou
Se minha pele é tatuada,
Isso precisa significar algo para você?
Por que, em sua mente, não continuo sendo a mesma pessoa?

Não olhe, apenas, enxergue!
Angela Natel - 03/02/2018

P.S.:  Fui indagada há poucos dias por algumas pessoas a respeito de meu corte e cor de cabelo e tatuagens: o porquê.
Interessante é que as pessoas que me questionam a esse respeito, mesmo ouvindo falar de mim há muito tempo nunca antes tiveram a oportunidade de me dirigir a palavra. Ou seja: Só por ouvir falar, supõe-se conhecer? Supõe-se entender as razões?
Então me pergunto: a cor de meu cabelo, seu comprimento, as tatuagens e brincos possuem um único significado possível? As caixinhas na mente das pessoas são tão sólidas que as tornam incapazes de olhar sem, antes, fazer suposições?

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Tantos... Tão poucos...

Tanta gente disposta a discutir sobre política..
e a refutar quem considera equivocado.

Tão poucos que se colocam ao nosso lado
e se dispõem a calçar nosso sapato.

Imagens que recebo diariamente,
textos unilaterais, de fonte duvidosa.

Imposição que recebo no horário, no rito,
no cabelo e na roupa valorosa.

Um trato desrespeitoso ao qual
sou submetida.

Um olhar de desprezo tentou
prejudicar minha vida.

Tento, me esforço, compartilho, reforço.
Mesmo assim decepciono.

tropeço, escrevo, combato, revivo.
E ainda assim levo ao choro.

São palavras que me custaram a sair,
escorrendo-me pelos dedos.

São traços de vida destinados a cair
tecendo-se em relevo.

Tantos que se prezam a dedicar seu tempo, sua vida
às insignificâncias.

Tão poucos dispostos a desgastar-se até a morte em meio
às discordâncias.



Angela Natel - 23/01/2018

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A imagem te incomoda?



Pois é exatamente isso que a Igreja espera de seus obreiros, e espera de seus missionários, senão eles até podem perder o sustento!
Dá para acreditar?
Se você faz um trabalho voluntário intercultural
e não divulga uma imagem em que você pareça a solução para aquele grupo, o "salvador estrangeiro", é como se não prestasse contas do dinheiro recebido para o trabalho.
Então, parece que o missionário/voluntário é constrangido a produzir esse tipo de imagem, esse tipo de agressão àqueles que são o alvo de seu serviço.
Trata-se de uma cultura criada sem se pensar nas implicações: quando se expõe o outro em benefício próprio, quando se fotografa sem pedir permissão, quando o missionário/voluntário se coloca numa posição de superioridade em relação ao outro, simplesmente com a justificativa de prestação de contas aos financiadores de um projeto, ou de arrecadação financeira para manutenção do mesmo - ou, pior, apenas para própria sobrevivência.
Sim, porque se o resultado não é visível, aquilo que mantenedores/financiadores esperam, de acordo com os moldes esperados, corre-se o risco de ser deixado de lado e até a perda da própria subsistência.
Já fiz muito disso em minha vida e trabalho. Hoje percebo com um pouco mais de clareza essas questões... me arrependo, reflito, tento corrigir.
Ainda há um longo caminho ao repensarmos nosso serviço ao próximo, tanto na maneira como nos vemos quanto na forma como decidimos servir.
Situação ainda incômoda?
Que tal refletirmos sobre isso em nossas comunidades, falarmos abertamente sobre isso, buscarmos juntos melhores maneiras de sermos como Jesus em nossa vida e serviço, sem exposição do outro, sem parecermos melhores que ninguém, sem condicionarmos nosso engajamento a uma maneira única e fechada de prestação de contas.
Vamos juntos nessa?
Angela Natel​
Reflexão inspirada em comentário de Cleber Sá Dos Santos​ à imagem - obrigada!
10/01/2018

Leia e desafie-se!


Chega de egocentrismo, de achar que o mundo gira ao nosso redor.
A leitura de mundo precede a leitura de livros e, portanto, também é um desafio.
Impor ao outro um padrão de comportamento não é Evangelho.
Evangelho é a boa notícia transformadora de que Deus é capaz de mudar toda e qualquer cosmovisão, sem imposições, sem falsos moralismos.
Se não somos capazes de ler quem pensa diferente de nós, não temos mensagem alguma a comunicar. 
A encarnação de Cristo é a prova viva de que o mundo ouve quando falamos a sua língua.
Por isso, não imponha a outros seu padrão pessoal de escolhas e comportamento. Seja acessível, pronto para ouvir antes de querer falar. Leia antes de emitir opinião, conheça antes de condenar.
Nosso papel é o de testemunhas, não de juiz.
Angela Natel

Já passou da hora!


É melhor estudar e se aprofundar antes de espalhar besteira por aí...
É muito comum palavras de homens serem recebidas como Palavra de Deus... mesmo que sem propriedade, sem entendimento, sem prudência, sem que a glória de tudo isso siga direto para Deus.
É muita gente buscando honra, muita gente se gabando de "ser honrado por Deus", numa inversão de valores assombrosa.
Já passou da hora daqueles que se dizem servos de Deus agirem como tal, falando somente o que Deus, de fato, falou, recusando a receber a glória, a honra e o crédito por isso - já que, como servos inúteis, não fazemos mais do que a nossa obrigação.
Angela Natel

Enxergue!



Olhe para mim
Me enxergue.

Será que, por não depilar minhas pernas
Sou feminista?
Transformista?
Lésbica?
Rebelde?
Desleixada?
Roqueira?

Ou apenas alguém que decidiu não se depilar, independentemente de suas razões?
Você realmente precisa me dar um rótulo?
Precisa tanto colocar legendas em minhas imagens?
Por que não apenas olhar e, de fato, enxergar?

Se mudei o cabelo ou
Se minha pele é tatuada,
Isso precisa significar algo para você?
Por que, em sua mente, não continuo sendo a mesma pessoa?

Não olhe, apenas, enxergue!
Angela Natel - 03/02/2018

P.S.:  Fui indagada há poucos dias por algumas pessoas a respeito de meu corte e cor de cabelo e tatuagens: o porquê.
Interessante é que as pessoas que me questionam a esse respeito, mesmo ouvindo falar de mim há muito tempo nunca antes tiveram a oportunidade de me dirigir a palavra. Ou seja: Só por ouvir falar, supõe-se conhecer? Supõe-se entender as razões?
Então me pergunto: a cor de meu cabelo, seu comprimento, as tatuagens e brincos possuem um único significado possível? As caixinhas na mente das pessoas são tão sólidas que as tornam incapazes de olhar sem, antes, fazer suposições?

Tantos... Tão poucos...

Tanta gente disposta a discutir sobre política..
e a refutar quem considera equivocado.

Tão poucos que se colocam ao nosso lado
e se dispõem a calçar nosso sapato.

Imagens que recebo diariamente,
textos unilaterais, de fonte duvidosa.

Imposição que recebo no horário, no rito,
no cabelo e na roupa valorosa.

Um trato desrespeitoso ao qual
sou submetida.

Um olhar de desprezo tentou
prejudicar minha vida.

Tento, me esforço, compartilho, reforço.
Mesmo assim decepciono.

tropeço, escrevo, combato, revivo.
E ainda assim levo ao choro.

São palavras que me custaram a sair,
escorrendo-me pelos dedos.

São traços de vida destinados a cair
tecendo-se em relevo.

Tantos que se prezam a dedicar seu tempo, sua vida
às insignificâncias.

Tão poucos dispostos a desgastar-se até a morte em meio
às discordâncias.



Angela Natel - 23/01/2018

A imagem te incomoda?



Pois é exatamente isso que a Igreja espera de seus obreiros, e espera de seus missionários, senão eles até podem perder o sustento!
Dá para acreditar?
Se você faz um trabalho voluntário intercultural
e não divulga uma imagem em que você pareça a solução para aquele grupo, o "salvador estrangeiro", é como se não prestasse contas do dinheiro recebido para o trabalho.
Então, parece que o missionário/voluntário é constrangido a produzir esse tipo de imagem, esse tipo de agressão àqueles que são o alvo de seu serviço.
Trata-se de uma cultura criada sem se pensar nas implicações: quando se expõe o outro em benefício próprio, quando se fotografa sem pedir permissão, quando o missionário/voluntário se coloca numa posição de superioridade em relação ao outro, simplesmente com a justificativa de prestação de contas aos financiadores de um projeto, ou de arrecadação financeira para manutenção do mesmo - ou, pior, apenas para própria sobrevivência.
Sim, porque se o resultado não é visível, aquilo que mantenedores/financiadores esperam, de acordo com os moldes esperados, corre-se o risco de ser deixado de lado e até a perda da própria subsistência.
Já fiz muito disso em minha vida e trabalho. Hoje percebo com um pouco mais de clareza essas questões... me arrependo, reflito, tento corrigir.
Ainda há um longo caminho ao repensarmos nosso serviço ao próximo, tanto na maneira como nos vemos quanto na forma como decidimos servir.
Situação ainda incômoda?
Que tal refletirmos sobre isso em nossas comunidades, falarmos abertamente sobre isso, buscarmos juntos melhores maneiras de sermos como Jesus em nossa vida e serviço, sem exposição do outro, sem parecermos melhores que ninguém, sem condicionarmos nosso engajamento a uma maneira única e fechada de prestação de contas.
Vamos juntos nessa?
Angela Natel​
Reflexão inspirada em comentário de Cleber Sá Dos Santos​ à imagem - obrigada!
10/01/2018