quarta-feira, 27 de julho de 2016

Com meus bebês:


Um legado, graça de Deus, aprendizado, muito mais que um sonho realizado!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Lançamento de meu livro: Teologia da Reforma


Chegaram os primeiros exemplares de meu novo livro: "Teologia da Reforma", pela Editora Intersaberes!

Ao realizarmos uma análise diacrônica dos processos responsáveis pelo desenvolvimento da teologia que deu base à Reforma Protestante, lançamos um desafio de reflexão acerca desse movimento e seus 500 anos.
Nesse sentido, objetivamos compreender as condições que, atualmente, no Brasil, circundam aIgreja Cristã - exercício fundamental para pensarmos a necessidade de novos caminhos e novas posturas em nosso próprio comportamento.
Sendo assim, não se trata de estabelecer quais espiritualidades devem ser consideradas relevantes, mas de provocar um olhar crítico e honesto para nós mesmos e nossas práticas cotidianas.
Você pode adquirir seu exemplar diretamente pelo e-mail atendimento@livrariaintersaberes.com.br
Entrega para todo o Brasil!

Abraços
Angela Natel

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Aceita que dói menos?



* Você perderá todo e qualquer benefício porque não se pode ter dois pesos e duas medidas, já que não é possível beneficiar a todos, entretanto essa regra não vale quando outra pessoa com posição considerada mais importante for beneficiada em detrimento de outros.
* Um professor deve ser processado caso o aluno ou seus responsáveis entendam que houve algum tipo de assédio ideológico, entretanto essa regra não vale quando um líder religioso diz que os membros de sua comunidade devem votar em determinada pessoa ou partido.
* Você deve ficar a mercê do que as pessoas supõem a seu respeito, entretanto essa regra não vale para quem se considera mais adulto ou responsável que você. (Angela Natel)




segunda-feira, 18 de julho de 2016

Publicação de livro!


É com grande alegria que compartilho a realização de um sonho: publiquei meu primeiro livro: "A fonte da Juventude - em busca de um perfil sociorreligioso das juventudes universitárias"!
Possivelmente teremos um lançamento pessoal na livraria Cultura em Curitiba no mês de setembro, mas o livro já está disponível para venda, para quem não quiser esperar até lá, no site da editora http://www.editoraprismas.com.br/produto/7859480/A-Fonte-da-Juventude-Em-busca-de-um-perfil-sociorreligioso-das-juventudes-universitarias

Continuemos firmes em nosso chamado.
Grande abraço
Angela Natel



segunda-feira, 11 de julho de 2016

Amor incondicional (?)


Triste é perceber
que sou lembrada somente quando tenho utilidade.
Triste, ao ver que, quando não tenho nada a oferecer,
sou deixada de lado, de fora, ignorada.
Assim descubro que quando pensava ser amada,
incondicionalmente amada,
mesmo assim é difícil encontrar
e raras são as pessoas
que se dispõem a me aguentar
quando simplesmente
não tenha nada a oferecer.


Triste também é aguentar o silêncio
e a omissão dos que se dizem ao meu lado.
Ter uma palavra de retorno somente
quando me manifesto primeiro.
Ou ainda ser lembrada por coisas do meu passado.


Apesar de tudo isso,
sou grata aos poucos, muito poucos
que me alimentam de amor sem esperar nada,
sem que eu tenha condições de retribuir
adequadamente.


Amor que me sustenta no deserto da ignorância.
Amor que me alimenta na sequidão das tristezas.
Amor,
incondicional amor.



Angela Natel

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Mitologia Grega: o Mito de Procusto e a intolerância humana

De volta à Mitologia. Estive lendo sobre a história do personagem Procusto um bandido gigante que armava uma arapuca para seus “visitantes”, em sua casa tinha uma cama feita de ferro, que tinha exatamente a sua medida.  Os viajantes que passavam pela serra de Elêusis eram "convidados" a se deitarem na cama de Procusto.




O bandido, então, amarrava a sua vítima  naquela cama. Se a pessoa fosse maior do que a cama, ele simplesmente cortava fora o que sobrava. Se fosse menor, ele a espichava e esticava até caber naquela medida.
Procusto significa "o esticador", em referência ao castigo que aplicava às suas vítimas. A mesma personagem é às vezes referida como Polipémon ou Damastes.
Impossível não se perceber a analogia do mito. Ele representa claramente a intolerância do homem em relação ao outro. Quantas vezes o espírito de Procusto apareceu na história da humanidade? Ele esteve presente no massacre que os Europeus praticaram contra os habitantes do continente americano. Esteve presente na crueldade da escravidão negra. No absurdo do holocausto. Onde o ser humano por se achar superior ao outro, por considerar  que o outro na cabe nas suas medidas resolve subjugá-lo, enquadrá-lo, civilizá-lo...
Em toda a história da humanidade o homem intolerante tentou enquadrar em seus padrões de comportamento todos os considerados diferentes. Não poucas vezes ele usou a figura e o nome de Deus para fazer o “enquadramento”. Foi assim na inquisição e na caça as bruxas. E tem sido assim nos dias atuais, infelizmente.
A deusa Atena incomodada pelo clamor das vítimas de Procusto vai procurar o malfeitor e tenta convencê-lo a mudar de atitude, mas fica estarrecida quando ele argumentou que estava fazendo o correto, pois sua cama estava apenas fazendo justiça acabando com as diferenças entre os homens. Mas, não é a diversidade uma característica de homens e mulheres?  Então,  por que insistir em obrigar homens e mulheres a viverem segundo os mesmo padrões e ideais, forçando-os a ajustar suas vidas aos conceitos pré-estabelecidos? Fazendo isso em nome de Deus. E, em nome de fazê-los felizes.
O gigante bandido e intolerante da mitologia grega está sempre à solta em nosso mundo. Seu espírito aparece sempre que o homem mutila o outro, senão fisicamente, mas psicologicamente, quando este não se enquadra em seus padrões estabelecidos.
Infelizmente, não poucas vezes, a escola também tem sua cama de Procusto. E nela alunos, “diferentes”, têm sido mutilados em suas características em nome do padrão social. Para caberem na cama escolar são podados em suas almas. Não é isso que fazemos quando temos uma única forma de avaliar uma turma de 30 alunos? Quando os medimos da mesma forma? Não estaria o insucesso dos alunos, o alto índice de reprovação e evasão ligado a essa tentativa de enquadrá-los nos padrões. Não deveria a escola procurar uma forma de conviver com os mais diferentes  “tipos” de pessoas que formam o mosaico escolar? Mesmo, que para tanto, se precisem quebrar paradigmas educacionais. E termos um novo olhar, ou melhor, “olhares”, a pessoa de nosso(a) aluno(a).
O monstro mitológico  teve o mesmo fim de suas vítimas. Foi capturado pelo herói Teseu. Que o amarrou em sua própria cama cortando- lhe a cabeça e os pés.
Enquanto isso, a humanidade ainda luta para “matar” o monstro da intolerância que fez e faz muitos estragos em nossa sociedade. 


fonte: http://www.profjuliososa.com.br/2013/04/mitologia-grega-o-mito-de-procusto-e.html

sábado, 2 de julho de 2016

Três dias de lágrimas

Três dias seguidos de lágrimas
Fazia tempo que isso não me acontecia.
Realidade do esquecimento
Da dor, do desentendimento.

Foram palavras duras que ouvi
Pessoas que amo que me esqueceram
Algumas com quem contei, que me desapontaram
E ainda outras que insistem em me ignorar.

De repente vejo quem resiste à repreensão
Divulga ser alguém que não é.
Ouço profetas defendendo o que Cristo não defenderia
Paráfrase mal feita da verdade.

Lágrimas pela solidão
Ansiosa por liberdade
Dessa maldade sentida na pele
Que vem de dentro e de fora.

Lágrimas de tristeza
Dor n’alma que não cessa
Pela necessidade não suprida
Pelas desculpas que sobejam.

Lágrimas de desapontamento
Por não ter sido compreendida
Por ver quem vai ensinar se recusando a aprender
E o desperdício de uma jornada perceber.


Angela Natel – 02/07/2016

Com meus bebês:


Um legado, graça de Deus, aprendizado, muito mais que um sonho realizado!

Lançamento de meu livro: Teologia da Reforma


Chegaram os primeiros exemplares de meu novo livro: "Teologia da Reforma", pela Editora Intersaberes!

Ao realizarmos uma análise diacrônica dos processos responsáveis pelo desenvolvimento da teologia que deu base à Reforma Protestante, lançamos um desafio de reflexão acerca desse movimento e seus 500 anos.
Nesse sentido, objetivamos compreender as condições que, atualmente, no Brasil, circundam aIgreja Cristã - exercício fundamental para pensarmos a necessidade de novos caminhos e novas posturas em nosso próprio comportamento.
Sendo assim, não se trata de estabelecer quais espiritualidades devem ser consideradas relevantes, mas de provocar um olhar crítico e honesto para nós mesmos e nossas práticas cotidianas.
Você pode adquirir seu exemplar diretamente pelo e-mail atendimento@livrariaintersaberes.com.br
Entrega para todo o Brasil!

Abraços
Angela Natel

Aceita que dói menos?



* Você perderá todo e qualquer benefício porque não se pode ter dois pesos e duas medidas, já que não é possível beneficiar a todos, entretanto essa regra não vale quando outra pessoa com posição considerada mais importante for beneficiada em detrimento de outros.
* Um professor deve ser processado caso o aluno ou seus responsáveis entendam que houve algum tipo de assédio ideológico, entretanto essa regra não vale quando um líder religioso diz que os membros de sua comunidade devem votar em determinada pessoa ou partido.
* Você deve ficar a mercê do que as pessoas supõem a seu respeito, entretanto essa regra não vale para quem se considera mais adulto ou responsável que você. (Angela Natel)




Publicação de livro!


É com grande alegria que compartilho a realização de um sonho: publiquei meu primeiro livro: "A fonte da Juventude - em busca de um perfil sociorreligioso das juventudes universitárias"!
Possivelmente teremos um lançamento pessoal na livraria Cultura em Curitiba no mês de setembro, mas o livro já está disponível para venda, para quem não quiser esperar até lá, no site da editora http://www.editoraprismas.com.br/produto/7859480/A-Fonte-da-Juventude-Em-busca-de-um-perfil-sociorreligioso-das-juventudes-universitarias

Continuemos firmes em nosso chamado.
Grande abraço
Angela Natel



Amor incondicional (?)


Triste é perceber
que sou lembrada somente quando tenho utilidade.
Triste, ao ver que, quando não tenho nada a oferecer,
sou deixada de lado, de fora, ignorada.
Assim descubro que quando pensava ser amada,
incondicionalmente amada,
mesmo assim é difícil encontrar
e raras são as pessoas
que se dispõem a me aguentar
quando simplesmente
não tenha nada a oferecer.


Triste também é aguentar o silêncio
e a omissão dos que se dizem ao meu lado.
Ter uma palavra de retorno somente
quando me manifesto primeiro.
Ou ainda ser lembrada por coisas do meu passado.


Apesar de tudo isso,
sou grata aos poucos, muito poucos
que me alimentam de amor sem esperar nada,
sem que eu tenha condições de retribuir
adequadamente.


Amor que me sustenta no deserto da ignorância.
Amor que me alimenta na sequidão das tristezas.
Amor,
incondicional amor.



Angela Natel

Mitologia Grega: o Mito de Procusto e a intolerância humana

De volta à Mitologia. Estive lendo sobre a história do personagem Procusto um bandido gigante que armava uma arapuca para seus “visitantes”, em sua casa tinha uma cama feita de ferro, que tinha exatamente a sua medida.  Os viajantes que passavam pela serra de Elêusis eram "convidados" a se deitarem na cama de Procusto.




O bandido, então, amarrava a sua vítima  naquela cama. Se a pessoa fosse maior do que a cama, ele simplesmente cortava fora o que sobrava. Se fosse menor, ele a espichava e esticava até caber naquela medida.
Procusto significa "o esticador", em referência ao castigo que aplicava às suas vítimas. A mesma personagem é às vezes referida como Polipémon ou Damastes.
Impossível não se perceber a analogia do mito. Ele representa claramente a intolerância do homem em relação ao outro. Quantas vezes o espírito de Procusto apareceu na história da humanidade? Ele esteve presente no massacre que os Europeus praticaram contra os habitantes do continente americano. Esteve presente na crueldade da escravidão negra. No absurdo do holocausto. Onde o ser humano por se achar superior ao outro, por considerar  que o outro na cabe nas suas medidas resolve subjugá-lo, enquadrá-lo, civilizá-lo...
Em toda a história da humanidade o homem intolerante tentou enquadrar em seus padrões de comportamento todos os considerados diferentes. Não poucas vezes ele usou a figura e o nome de Deus para fazer o “enquadramento”. Foi assim na inquisição e na caça as bruxas. E tem sido assim nos dias atuais, infelizmente.
A deusa Atena incomodada pelo clamor das vítimas de Procusto vai procurar o malfeitor e tenta convencê-lo a mudar de atitude, mas fica estarrecida quando ele argumentou que estava fazendo o correto, pois sua cama estava apenas fazendo justiça acabando com as diferenças entre os homens. Mas, não é a diversidade uma característica de homens e mulheres?  Então,  por que insistir em obrigar homens e mulheres a viverem segundo os mesmo padrões e ideais, forçando-os a ajustar suas vidas aos conceitos pré-estabelecidos? Fazendo isso em nome de Deus. E, em nome de fazê-los felizes.
O gigante bandido e intolerante da mitologia grega está sempre à solta em nosso mundo. Seu espírito aparece sempre que o homem mutila o outro, senão fisicamente, mas psicologicamente, quando este não se enquadra em seus padrões estabelecidos.
Infelizmente, não poucas vezes, a escola também tem sua cama de Procusto. E nela alunos, “diferentes”, têm sido mutilados em suas características em nome do padrão social. Para caberem na cama escolar são podados em suas almas. Não é isso que fazemos quando temos uma única forma de avaliar uma turma de 30 alunos? Quando os medimos da mesma forma? Não estaria o insucesso dos alunos, o alto índice de reprovação e evasão ligado a essa tentativa de enquadrá-los nos padrões. Não deveria a escola procurar uma forma de conviver com os mais diferentes  “tipos” de pessoas que formam o mosaico escolar? Mesmo, que para tanto, se precisem quebrar paradigmas educacionais. E termos um novo olhar, ou melhor, “olhares”, a pessoa de nosso(a) aluno(a).
O monstro mitológico  teve o mesmo fim de suas vítimas. Foi capturado pelo herói Teseu. Que o amarrou em sua própria cama cortando- lhe a cabeça e os pés.
Enquanto isso, a humanidade ainda luta para “matar” o monstro da intolerância que fez e faz muitos estragos em nossa sociedade. 


fonte: http://www.profjuliososa.com.br/2013/04/mitologia-grega-o-mito-de-procusto-e.html

Três dias de lágrimas

Três dias seguidos de lágrimas
Fazia tempo que isso não me acontecia.
Realidade do esquecimento
Da dor, do desentendimento.

Foram palavras duras que ouvi
Pessoas que amo que me esqueceram
Algumas com quem contei, que me desapontaram
E ainda outras que insistem em me ignorar.

De repente vejo quem resiste à repreensão
Divulga ser alguém que não é.
Ouço profetas defendendo o que Cristo não defenderia
Paráfrase mal feita da verdade.

Lágrimas pela solidão
Ansiosa por liberdade
Dessa maldade sentida na pele
Que vem de dentro e de fora.

Lágrimas de tristeza
Dor n’alma que não cessa
Pela necessidade não suprida
Pelas desculpas que sobejam.

Lágrimas de desapontamento
Por não ter sido compreendida
Por ver quem vai ensinar se recusando a aprender
E o desperdício de uma jornada perceber.


Angela Natel – 02/07/2016