quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Portas fechadas, pontes queimadas




Bem, um dia todos nós precisamos fechar portas de situações que nos atormentam, e queimar pontes atrás de nós para nos libertar dos fantasmas das crises que nos marcaram um dia.


Quando voltei para o Brasil, há mais ou menos um mês atrás, fechei uma porta atrás de mim. O trabalho, naquele lugar, daquela maneira, é passado. Acabou. Porta fechada. Ponte queimada. Um caminho sem volta. Fim da história.


Ontem, tive que tomar outra decisão. Entreguei meu casamento. Entreguei minha aliança na mão do mesmo pastor que celebrou a cerimônia há mais de um ano atrás. Pus todos os presentes e coisas que me lembram meu marido numa caixa, longe de mim. Orei em voz alta, mãos dadas com o pastor e com minha mãe como testemunha, perdoei aquele a quem um dia chamei de marido. Entreguei meu casamento e, nas palavras do pastor, estou pondo um ponto final nisso. Se Deus achar que é uma vírgula, é outra história.

A decisão é clara. Não estou mais casada. Estou livre. Livre para seguir com o tratamento. Livre para não atender telefonemas. Livre para não ter mais crises de antigas feridas. Porta fechada atrás de mim. Ponte queimada. Acabou.


Ontem tive a pior crise desde que voltei ao Brasil. Meu pai ameaçou me amarrar. Pensei que ía morrer. desejei morrer. Pedi para morrer. Minha cabeça girava e eu não conseguia parar de chorar e gritar. Alguém me tire desse buraco. Alguém me mostre amor quando eu mostro os dentes, por favor.


Portas fechadas atrás de mim. Pontes queimadas. É o fim.

2 comentários:

Angelita Martens disse...

Eu sempre, sempre estarei aqui.

Te amo. Amo muito.

Li

Lúcia disse...

Também te amo, pode sempre contar comigo.

Portas fechadas, pontes queimadas




Bem, um dia todos nós precisamos fechar portas de situações que nos atormentam, e queimar pontes atrás de nós para nos libertar dos fantasmas das crises que nos marcaram um dia.


Quando voltei para o Brasil, há mais ou menos um mês atrás, fechei uma porta atrás de mim. O trabalho, naquele lugar, daquela maneira, é passado. Acabou. Porta fechada. Ponte queimada. Um caminho sem volta. Fim da história.


Ontem, tive que tomar outra decisão. Entreguei meu casamento. Entreguei minha aliança na mão do mesmo pastor que celebrou a cerimônia há mais de um ano atrás. Pus todos os presentes e coisas que me lembram meu marido numa caixa, longe de mim. Orei em voz alta, mãos dadas com o pastor e com minha mãe como testemunha, perdoei aquele a quem um dia chamei de marido. Entreguei meu casamento e, nas palavras do pastor, estou pondo um ponto final nisso. Se Deus achar que é uma vírgula, é outra história.

A decisão é clara. Não estou mais casada. Estou livre. Livre para seguir com o tratamento. Livre para não atender telefonemas. Livre para não ter mais crises de antigas feridas. Porta fechada atrás de mim. Ponte queimada. Acabou.


Ontem tive a pior crise desde que voltei ao Brasil. Meu pai ameaçou me amarrar. Pensei que ía morrer. desejei morrer. Pedi para morrer. Minha cabeça girava e eu não conseguia parar de chorar e gritar. Alguém me tire desse buraco. Alguém me mostre amor quando eu mostro os dentes, por favor.


Portas fechadas atrás de mim. Pontes queimadas. É o fim.