segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

E se




E Se
(Stênio Március)

A figueira não floresce
Não há fruto na videira
O produto da oliveira mente

Rios, campos não produzem
O curral está vazio
O aprisco está deserto

Tudo isso se passando 
e o profeta mesmo assim vai se alegrando em Deus

Mas e se fosse comigo
Pra quê mesmo que eu vivo
Onde está minha alegria?

E se a dor for minha sina
Será que ainda faço rima
Canto alegre a melodia?

E se eu perdesse tudo 
será que contudo me alegraria em Deus?

Eu quero ser, não quero ter
Eu quero crer, não quero ver

Que minha alegria 
seja tão somente me lembrar de Ti, meu Deus!

Viver e só de Ti viver
Morrer ansioso por te ver

É minha oração
É assim que eu queria ser


BARRABÁS LIVRE >>> http://barrabas-livre.blogspot.com/2012/01/e-se-stenio-marcius.html#ixzz1iry8fqpe

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Matar criança


Quero ter o direito
De poder matar criança
De decidir quando e como
Se ela nasce ou não.

Quero poder escolher minha cultura
A violência e a tortura
De enterrá-las vivas pelo chão.

Quero deixar que cresçam sem limites
Negar tudo o que lhes complique
A vida e a vontade
Sem nunca dizer-lhes não.

Deixe que batam nos adultos:
Pai, mãe, professores,
Que pensem que sabem tudo
O que é preciso prá ganhar o pão.

Deixe que aflorem a sexualidade
Que façam tudo o que tem vontade
Pensando que não há conseqüências
Sem nenhuma responsabilidade.

Deixe que bebam, usem camisinha
Pois quero mais é que sejam felizes
E esborrachem a cara contra a dor vizinha
Sem distinguir as matizes.

Quero poder matar criança
Porque assim me sinto mais livre,
No controle da população.

Quero poder matar criança
Quero ser deus
Não seu irmão.

(Angela Natel – 03/01/12)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2011


Livro escrito sobre a mesa
Pesar, doença
Tratamento que se estende
Antes que alguém lhe peça.

Visitas, ministrações
Compartilhei palavras
Sonhos, visões
Aulas dadas aos montões.

Foi tempo de faculdade
Perucas prá rir, não por vaidade
Visitas e novos tesouros
De grandes amizades.

Marchei, criei, inventei
Pintei e bordei nesse mundo
Vi a diversidade de perto
Aprendi mais do que tudo.

Divórcio tão esperado
Liberdade, segurança, perdão
Relacionamento recuperado
Com meus pais e meus irmãos.

Mas lutas é claro que tive
Porém crises são oportunidades.
Só não sofre quem não vive
Nesse mundo de possibilidades.

(Angela Natel, 31/12/2011)

E se




E Se
(Stênio Március)

A figueira não floresce
Não há fruto na videira
O produto da oliveira mente

Rios, campos não produzem
O curral está vazio
O aprisco está deserto

Tudo isso se passando 
e o profeta mesmo assim vai se alegrando em Deus

Mas e se fosse comigo
Pra quê mesmo que eu vivo
Onde está minha alegria?

E se a dor for minha sina
Será que ainda faço rima
Canto alegre a melodia?

E se eu perdesse tudo 
será que contudo me alegraria em Deus?

Eu quero ser, não quero ter
Eu quero crer, não quero ver

Que minha alegria 
seja tão somente me lembrar de Ti, meu Deus!

Viver e só de Ti viver
Morrer ansioso por te ver

É minha oração
É assim que eu queria ser


BARRABÁS LIVRE >>> http://barrabas-livre.blogspot.com/2012/01/e-se-stenio-marcius.html#ixzz1iry8fqpe

Matar criança


Quero ter o direito
De poder matar criança
De decidir quando e como
Se ela nasce ou não.

Quero poder escolher minha cultura
A violência e a tortura
De enterrá-las vivas pelo chão.

Quero deixar que cresçam sem limites
Negar tudo o que lhes complique
A vida e a vontade
Sem nunca dizer-lhes não.

Deixe que batam nos adultos:
Pai, mãe, professores,
Que pensem que sabem tudo
O que é preciso prá ganhar o pão.

Deixe que aflorem a sexualidade
Que façam tudo o que tem vontade
Pensando que não há conseqüências
Sem nenhuma responsabilidade.

Deixe que bebam, usem camisinha
Pois quero mais é que sejam felizes
E esborrachem a cara contra a dor vizinha
Sem distinguir as matizes.

Quero poder matar criança
Porque assim me sinto mais livre,
No controle da população.

Quero poder matar criança
Quero ser deus
Não seu irmão.

(Angela Natel – 03/01/12)

2011


Livro escrito sobre a mesa
Pesar, doença
Tratamento que se estende
Antes que alguém lhe peça.

Visitas, ministrações
Compartilhei palavras
Sonhos, visões
Aulas dadas aos montões.

Foi tempo de faculdade
Perucas prá rir, não por vaidade
Visitas e novos tesouros
De grandes amizades.

Marchei, criei, inventei
Pintei e bordei nesse mundo
Vi a diversidade de perto
Aprendi mais do que tudo.

Divórcio tão esperado
Liberdade, segurança, perdão
Relacionamento recuperado
Com meus pais e meus irmãos.

Mas lutas é claro que tive
Porém crises são oportunidades.
Só não sofre quem não vive
Nesse mundo de possibilidades.

(Angela Natel, 31/12/2011)