segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Relações antigas devem valer mais do que relações recentes?

 


Nossas sensações e aprendizados nem sempre funcionam de acordo com os ponteiros do tempo cronológico.
A passagem temporal nem sempre implica em uma evolução, um desenvolvimento. Nas relações amorosas, por exemplo, vemos que passar mais tempo juntos não necessariamente vai implicar em uma "evolução" do vínculo, pode acontecer até o contrário.
Viver anos com alguém não é uma "garantia" de aprofundamento ou de encantamento, mas a crença nessa hierarquia temporal, em que aquilo que existe há mais tempo vale mais do que aquilo que é mais recente, acaba por fazer com que muitas pessoas estranhem quando percebem o contrário acontecer em suas relações.
- Como assim nessa relação recente parece haver maior confiança e intimidade que em uma antiga?
- Como assim com essa nova pessoa há o desejo de fazer determinadas coisas que na relação antiga pareciam inatingíveis?
A sensação de ter sido enganado vem também desse lugar de quem achava que a passagem do tempo lhe traria algum tipo de garantia.
É como se optar por algo recente significasse um desrespeito com o que é mais antigo, como se a permanência (a despeito do desejo das pessoas), fosse a única forma de demonstrar uma gratidão pela história vivida.
A valorização de uma história pode se dar de inúmeras formas para além desse tipo de culpa.
O que é recente não deveria valer mais nem menos que algo antigo, é simplesmente outra forma, um outro espaço-tempo.
Descartar o antigo simplesmente porque é antigo ou valorizar o novo apenas por isso talvez não seja o melhor caminho.
Talvez a pergunta deva ser:
- O que isso me desperta, me inspira?
Me dá vontade de ter mais saúde e liberdade?
Se sim, recente ou antigo, vale a pena.

Geni Nuñez - @genipapos no Instagram
Assista a live “Descatequizar para descolonizar”, com Geni Nuñez em meu canal no Youtube (Angela Natel) -
https://www.youtube.com/watch?v=mhtXVH-kO3I&t=2113s


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Relações antigas devem valer mais do que relações recentes?

 


Nossas sensações e aprendizados nem sempre funcionam de acordo com os ponteiros do tempo cronológico.
A passagem temporal nem sempre implica em uma evolução, um desenvolvimento. Nas relações amorosas, por exemplo, vemos que passar mais tempo juntos não necessariamente vai implicar em uma "evolução" do vínculo, pode acontecer até o contrário.
Viver anos com alguém não é uma "garantia" de aprofundamento ou de encantamento, mas a crença nessa hierarquia temporal, em que aquilo que existe há mais tempo vale mais do que aquilo que é mais recente, acaba por fazer com que muitas pessoas estranhem quando percebem o contrário acontecer em suas relações.
- Como assim nessa relação recente parece haver maior confiança e intimidade que em uma antiga?
- Como assim com essa nova pessoa há o desejo de fazer determinadas coisas que na relação antiga pareciam inatingíveis?
A sensação de ter sido enganado vem também desse lugar de quem achava que a passagem do tempo lhe traria algum tipo de garantia.
É como se optar por algo recente significasse um desrespeito com o que é mais antigo, como se a permanência (a despeito do desejo das pessoas), fosse a única forma de demonstrar uma gratidão pela história vivida.
A valorização de uma história pode se dar de inúmeras formas para além desse tipo de culpa.
O que é recente não deveria valer mais nem menos que algo antigo, é simplesmente outra forma, um outro espaço-tempo.
Descartar o antigo simplesmente porque é antigo ou valorizar o novo apenas por isso talvez não seja o melhor caminho.
Talvez a pergunta deva ser:
- O que isso me desperta, me inspira?
Me dá vontade de ter mais saúde e liberdade?
Se sim, recente ou antigo, vale a pena.

Geni Nuñez - @genipapos no Instagram
Assista a live “Descatequizar para descolonizar”, com Geni Nuñez em meu canal no Youtube (Angela Natel) -
https://www.youtube.com/watch?v=mhtXVH-kO3I&t=2113s