domingo, 16 de abril de 2023

Amor é um telefone sem fio, mas ainda quero falar com você.

 


Se pedirmos para duas, três ou mais pessoas narrarem um mesmo dia que passaram juntas, veremos que cada uma contará uma história diferente sobre o que aconteceu.
Também numa relação, embora haja a ilusão de uma completa simetria, as sensações, percepções e lembranças serão construídas a partir da história de vida de cada pessoa, de sua posição social, de sua singularidade.
Por vezes o que não é nada para alguém, magoa profundamente o outro; ou o que é grandioso para um é insignificante para o outro e assim por diante.
A comunicação não é onipotente, ela não dá conta de tudo por mais didática que seja e o que uma pessoa fala não necessariamente vai ser escutado da forma como gostaria por sua interlocutora.
Diante disso, como saber?
Como saber o caminho, a saúde, a força de um vínculo?
Talvez amar seja mais sobre não saber, sobre o desconhecido, o mistério e o estranho que sobre aquilo que julgamos conhecer completamente.
No meio de tanto desencontro, há algo que de repente conversa e sintoniza nossas ondas.
Nesse agridoce que, inesperadamente, combina, que é possível a gente sentir que naquela relação temos um pouquinho de lar.
E pode ser que essa casa de hoje não o seja daqui um tempo e quando isso acontecer, saberemos.
Quando não fizer mais sentido contar e ouvir histórias por esse telefone sem fio, quando a memória estiver esfriado, as lembranças estiverem esmaecidas e já não houver o desejo de construir outras, saberemos que o amor ressecou. E aí não adianta tentar artificialmente reavivar, não é culpa de ninguém quando um ciclo termina.
Mas enquanto esse dia não chega, ainda quero fofocar com você.

Geni Nuñez - @genipapos no Instagram
Assista a live “Descatequizar para descolonizar”, com Geni Nuñez em meu canal no Youtube (Angela Natel) -
https://www.youtube.com/watch?v=mhtXVH-kO3I&t=2113s 


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Amor é um telefone sem fio, mas ainda quero falar com você.

 


Se pedirmos para duas, três ou mais pessoas narrarem um mesmo dia que passaram juntas, veremos que cada uma contará uma história diferente sobre o que aconteceu.
Também numa relação, embora haja a ilusão de uma completa simetria, as sensações, percepções e lembranças serão construídas a partir da história de vida de cada pessoa, de sua posição social, de sua singularidade.
Por vezes o que não é nada para alguém, magoa profundamente o outro; ou o que é grandioso para um é insignificante para o outro e assim por diante.
A comunicação não é onipotente, ela não dá conta de tudo por mais didática que seja e o que uma pessoa fala não necessariamente vai ser escutado da forma como gostaria por sua interlocutora.
Diante disso, como saber?
Como saber o caminho, a saúde, a força de um vínculo?
Talvez amar seja mais sobre não saber, sobre o desconhecido, o mistério e o estranho que sobre aquilo que julgamos conhecer completamente.
No meio de tanto desencontro, há algo que de repente conversa e sintoniza nossas ondas.
Nesse agridoce que, inesperadamente, combina, que é possível a gente sentir que naquela relação temos um pouquinho de lar.
E pode ser que essa casa de hoje não o seja daqui um tempo e quando isso acontecer, saberemos.
Quando não fizer mais sentido contar e ouvir histórias por esse telefone sem fio, quando a memória estiver esfriado, as lembranças estiverem esmaecidas e já não houver o desejo de construir outras, saberemos que o amor ressecou. E aí não adianta tentar artificialmente reavivar, não é culpa de ninguém quando um ciclo termina.
Mas enquanto esse dia não chega, ainda quero fofocar com você.

Geni Nuñez - @genipapos no Instagram
Assista a live “Descatequizar para descolonizar”, com Geni Nuñez em meu canal no Youtube (Angela Natel) -
https://www.youtube.com/watch?v=mhtXVH-kO3I&t=2113s