quinta-feira, 2 de julho de 2009

Help!


Ontem à noite fui com minha mãe me encontrar com dois advogados para falar sobre separação e divórcio. É pior do que eu imaginava.

Pelo fato de eu ter me casado no civil em Moçambique e no Brasil, preciso fazer o mesmo processo nos dois países.

Outra questão é se meu 'marido' concorda ou não com a separação. Se concordar, há uma nova lei vigente que agiliza o caso. Ele terá que emitir uma procuração que possibilitará o advogado de representá-lo aqui para efetivar a separação, já que temos mais de um ano de casados e não temos filhos. O mesmo posso fazer em Moçambique, nomeando uma procuradora que me represente no registro lá. Isso em caso consensual (os dois concordando).

Se ele não concordar - o que parece ser o caso, porque não me respondeu quando pedi o divórcio - terei que ir pelos meios judiciários, que enviarão o processo a Brasília, que encaminhará para a Embaixada Brasileira em Moçambique, que passará o caso ao judiciário moçambicano para chamá-lo e ver se aceita ou não o caso. Este processo, além de usualmente demorado, é caro.

Tudo isso para uma separação, que me desliga dele mas não me libera para um novo casamento. O divórcio propriamente dito sai um ano depois da separação.

Estamos longe um do outro fisicamente há 7 meses. Se fossem 2 anos já poderíamos oficializar uma separação também.

Fiquei muito triste. E ontem ainda descobri pelo meu pai que o 'marido' contou que não viria em maio porque estava trabalhando para o tio de graça (novamente), e não trabalhando para juntar dinheiro como tinha usado como desculpa para não vir.

Só quero me ver livre e desligada de uma pessoa que ama a mentira e vive de aparência.

Quero ser livre para poder trabalhar e me doar como sempre fiz, sem medo do que os outros vão dizer.

Infelizmente, a psicoterapeuta tem toda semana tentado me convencer de que não estou em condições emocionais para tomar uma boa decisão quanto ao divórcio. Isso tem me torturado semanalmente, porque me aponta como incapaz de tomar as rédeas da minha própria vida.

Meu pastor não quer que eu volte a ensinar na Igreja, mas permite que eu vá pregar em outras igrejas. Dá para entender?

Minha líder me apóia, me ajuda, ora comigo, concorda que o 'marido' nem cristão é, quanto menos vem para o Brasil, e que preciso tomar a posição para o divórcio.

Meus pais me abençoam e se colocaram a meu favor em toda essa história.


De que maneira posso seguir com esse processo sem alguém que me represente, sem dinheiro, sem que ele concorde?


Deus, me ajude!

5 comentários:

Babi Mello disse...

Entregue na mão de Deus e ele saberá o que fazer.
Acredito que a sua maior virtude nesse momento será a paciência.
Bj!

Lúcia disse...

Oi, amiga! Infelizmente se descabelar não vai melhorar a situação, então tenha paciência, confie em Deus, segura as pontas, aguenta firme que o socorro virá do alto. E pode contar comigo também!
Bjins

dona perfeitinha disse...

Oi!
Será que você tem mesmo que contratar advogado particular pra isso?

Não poderia procurar ajuda com um defensor público?

Verônica disse...

Oi,
Procure um defensor público. Você tem que dar entrada nos dois processos ao mesmo tempo? Porque senão você agilizava o do Brasil, que é mais rápido e depois partia para o de Moçambique e veja se não dá para conseguir algo público lá também. E fique calma, entregue na mão de Deus e batalhe do jeito que der, mesmo que pareça que você não está fazendo grande coisa, mas aos poucos tudo se ajeita e para melhor.
Quanto à terapeuta, ela analisa somente as suas emoções, e do lado de fora, então eu acredito que fazer o que o seu coração pede e o que torna sua alma mais leve é o melhor. Quem viu que eu precisava me separar não foi a minha terapeuta, foi a pediatra da minha filha e ela estava certa.
Torcerei e rezarei por você,
Abraço.

Peixe disse...

Oi amiga,
Quero dizer que vc não está só, além do Deus trino, vc pode contar comigo,se eu não puder fazer nada, posso orar. Sinto muito sua falta, tá sendo muito difícil ficar aqui sozinha, mas sei que o que vc está passando não se compara com o que vivo aqui, porém o nosso Deus é poderoso para nos socorrer nos pequenos e nos grandes problemas. Te amo. Bjns.

Help!


Ontem à noite fui com minha mãe me encontrar com dois advogados para falar sobre separação e divórcio. É pior do que eu imaginava.

Pelo fato de eu ter me casado no civil em Moçambique e no Brasil, preciso fazer o mesmo processo nos dois países.

Outra questão é se meu 'marido' concorda ou não com a separação. Se concordar, há uma nova lei vigente que agiliza o caso. Ele terá que emitir uma procuração que possibilitará o advogado de representá-lo aqui para efetivar a separação, já que temos mais de um ano de casados e não temos filhos. O mesmo posso fazer em Moçambique, nomeando uma procuradora que me represente no registro lá. Isso em caso consensual (os dois concordando).

Se ele não concordar - o que parece ser o caso, porque não me respondeu quando pedi o divórcio - terei que ir pelos meios judiciários, que enviarão o processo a Brasília, que encaminhará para a Embaixada Brasileira em Moçambique, que passará o caso ao judiciário moçambicano para chamá-lo e ver se aceita ou não o caso. Este processo, além de usualmente demorado, é caro.

Tudo isso para uma separação, que me desliga dele mas não me libera para um novo casamento. O divórcio propriamente dito sai um ano depois da separação.

Estamos longe um do outro fisicamente há 7 meses. Se fossem 2 anos já poderíamos oficializar uma separação também.

Fiquei muito triste. E ontem ainda descobri pelo meu pai que o 'marido' contou que não viria em maio porque estava trabalhando para o tio de graça (novamente), e não trabalhando para juntar dinheiro como tinha usado como desculpa para não vir.

Só quero me ver livre e desligada de uma pessoa que ama a mentira e vive de aparência.

Quero ser livre para poder trabalhar e me doar como sempre fiz, sem medo do que os outros vão dizer.

Infelizmente, a psicoterapeuta tem toda semana tentado me convencer de que não estou em condições emocionais para tomar uma boa decisão quanto ao divórcio. Isso tem me torturado semanalmente, porque me aponta como incapaz de tomar as rédeas da minha própria vida.

Meu pastor não quer que eu volte a ensinar na Igreja, mas permite que eu vá pregar em outras igrejas. Dá para entender?

Minha líder me apóia, me ajuda, ora comigo, concorda que o 'marido' nem cristão é, quanto menos vem para o Brasil, e que preciso tomar a posição para o divórcio.

Meus pais me abençoam e se colocaram a meu favor em toda essa história.


De que maneira posso seguir com esse processo sem alguém que me represente, sem dinheiro, sem que ele concorde?


Deus, me ajude!