sexta-feira, 12 de junho de 2009

Vida de leoa não é fácil!


Você sabe como leoas sobrevivem?

Tirando a visão romântica tipo "Rei Leão", elas não precisam de um par para sobreviver.

Elas são capazes de caçar e de se sustentar. Elas defendem os filhotes e são sociáveis. Elas formam grupos e dividem as tarefas.

O leão só se junta ao grupo para "dominá-lo". Você já deve saber que quando há "troca" de leão dominante, o novo macho mata todos os filhotes para que as leoas entrem no cio - eles, na verdade, estão mais interessados em ter um território e ter fêmeas que os alimentem...


Hábitos

Esses grandes felinos vivem em bandos de 5 a 40 indivíduos, sendo os únicos felinos de hábitos gregários. Em um bando, há divisão de tarefas: as fêmeas são encarregadas da caça e do cuidado dos filhotes, enquanto o macho é responsável pela demarcação do território e pela defesa do grupo de animais maiores ou mais numerosos (como eventuais ataques de hienas, búfalos e elefantes). [...]
Apesar do fato das fêmeas efetuarem a maior parte da caça, os machos são igualmente capazes. [...]
As fêmeas são sociais e caçam de forma cooperativa, enquanto os machos são solitários e gastam boa parte de sua energia patrulhando um extenso território. É sabido, porém, que tanto machos como fêmeas passam de 16 a 20 horas diárias em repouso, num regime de economia de energias, uma vez que seu índice de sucesso em caças é de apenas 30%.
As fêmeas precisam de um tempo extra para caçar, porque os machos não cuidam dos filhotes. As leoas formam bandos de dois a dezoito animais da mesma família, o que as caracteriza como o único felino realmente social. Apesar de a caça em grupo ser mais eficiente do que a caça individual, sua eficácia não é tão compensadora, já que, em grupo, é preciso obter mais alimento para nutrir a todos. É mais provável que a socialização das fêmeas vise a proteger os filhotes contra os machos.



Vida de rei, trabalho de rainha
Por: Maria Ramos


Elas cuidam dos filhos, caçam e ainda têm que carregar a janta do dia, quem sabe uma zebra ou uma girafa, para a sua família. Ele vive rodeado de fêmeas, come primeiro que todo mundo e... descansa para poupar energia. Sabe como é, para o caso de ter que enfrentar algum invasor.

Assim é a vida do leão, o rei da selva: muita soneca e descanso nas cerca de 21 horas do seu dia. Afinal, ele está no topo da cadeia alimentar e não precisa se preocupar com predadores – não há nenhum outro animal querendo caçá-lo.

Pertencentes à mesma família dos gatos (Felidae), os leões são os únicos felinos que vivem em grupos, que podem variar de 3 a 30 leões. Geralmente, os grupos são formados por 4 a 12 fêmeas, todas parentes (mães, irmãs e primas), uma dúzia de filhotes e de um a seis machos sem parentesco.

Enquanto as leoas vivem no grupo por toda a vida, os leões, com frequência, ficam apenas dois a quatro anos. Depois, eles vão embora ou são expulsos por outros machos.


A divisão das tarefas

Basicamente, o único trabalho do leão é defender o seu território de machos estranhos ao grupo. Para demarcar a sua área, ele usa a urina e seus famosos rugidos, que podem ser ouvidos a oito quilômetros de distância, normalmente depois que o sol se põe.

Se mesmo assim outros leões tentam fazer parte do grupo, os machos lutam. O perdedor terá que ir embora. Quando um novo leão sai vencedor e expulsa o antigo, é comum, também, ele matar todos os filhotes do grupo. Logo após a morte de suas crias, as fêmeas entram no cio e geram filhotes do novo macho.

Fora isso, os leões caçam, mas muito de vez em quando. O trabalho de alimentar o grupo fica mesmo com as fêmeas, que são mais ágeis e rápidas, por serem menores e mais leves. Enquanto elas caçam, os machos protegem os filhotes.

Para sustentar o grupo e ainda cuidar da cria, as leoas trabalham em equipe. Em geral, saem para caçar ao entardecer, em grupos de duas ou três. Atacam de emboscada: rastejam e ficam paradas até acharem o momento certo para a corrida final. Se uma das leoas perde a presa, a outra corre para tentar recuperá-la.

Mas a caçada não é fácil, depende de muito empenho e normalmente só é bem sucedida depois de várias tentativas. Presa abatida, a divisão obedece a lei do mais forte: os machos comem primeiro, as fêmeas depois e, por último, os filhotes comem o
que sobra. É dever dos machos verificar se os pequenos comeram o suficiente.


Na hora de cuidar dos filhotes, as leoas também se ajudam. Como muitas fêmeas dão à luz juntas, os filhotes podem ser amamentados por outras fêmeas além da sua própria mãe.

Com seis a sete meses, os leõezinhos são desmamados e, com 11, já acompanham os pais nas caçadas. Até completarem um ano e quatro meses de idade, no entanto, são completamente dependentes dos adultos, não sendo capazes de sobreviverem sozinhos.

3 comentários:

Lúcia disse...

Toda mulher tem um 'que' de leoa e todo homem acha que é um leão, rsrsrsrs.
Mande beijinhos para o Larry e o Bob!!
Abração pra vc!!

3 x Trinta - Solteira, Casada, Divorciada disse...

Adorei as reflexões sobre as leoas!!!!

E não esquecemos jamais do selo, eu só não postei ainda porque quero ver com as meninas as opções delas. Posto esses dias, viu?

Super obrigada e beijão,

Bela

Pri disse...

Vida de leoa não é fácil mesmo!!!!!

Ela é quem faz quase tudo e o Leão é que é considerado o "Rei".

Mas é a Natureza, não é??? Mesmo que eu ache um absurdo o leão matar os filhotes para que a leoa tenha um novo cio, se a natureza funciona assim, quem sou eu para questionar???

Eu, como boa amante de curiosidades, amei o post!
Bjs!

Vida de leoa não é fácil!


Você sabe como leoas sobrevivem?

Tirando a visão romântica tipo "Rei Leão", elas não precisam de um par para sobreviver.

Elas são capazes de caçar e de se sustentar. Elas defendem os filhotes e são sociáveis. Elas formam grupos e dividem as tarefas.

O leão só se junta ao grupo para "dominá-lo". Você já deve saber que quando há "troca" de leão dominante, o novo macho mata todos os filhotes para que as leoas entrem no cio - eles, na verdade, estão mais interessados em ter um território e ter fêmeas que os alimentem...


Hábitos

Esses grandes felinos vivem em bandos de 5 a 40 indivíduos, sendo os únicos felinos de hábitos gregários. Em um bando, há divisão de tarefas: as fêmeas são encarregadas da caça e do cuidado dos filhotes, enquanto o macho é responsável pela demarcação do território e pela defesa do grupo de animais maiores ou mais numerosos (como eventuais ataques de hienas, búfalos e elefantes). [...]
Apesar do fato das fêmeas efetuarem a maior parte da caça, os machos são igualmente capazes. [...]
As fêmeas são sociais e caçam de forma cooperativa, enquanto os machos são solitários e gastam boa parte de sua energia patrulhando um extenso território. É sabido, porém, que tanto machos como fêmeas passam de 16 a 20 horas diárias em repouso, num regime de economia de energias, uma vez que seu índice de sucesso em caças é de apenas 30%.
As fêmeas precisam de um tempo extra para caçar, porque os machos não cuidam dos filhotes. As leoas formam bandos de dois a dezoito animais da mesma família, o que as caracteriza como o único felino realmente social. Apesar de a caça em grupo ser mais eficiente do que a caça individual, sua eficácia não é tão compensadora, já que, em grupo, é preciso obter mais alimento para nutrir a todos. É mais provável que a socialização das fêmeas vise a proteger os filhotes contra os machos.



Vida de rei, trabalho de rainha
Por: Maria Ramos


Elas cuidam dos filhos, caçam e ainda têm que carregar a janta do dia, quem sabe uma zebra ou uma girafa, para a sua família. Ele vive rodeado de fêmeas, come primeiro que todo mundo e... descansa para poupar energia. Sabe como é, para o caso de ter que enfrentar algum invasor.

Assim é a vida do leão, o rei da selva: muita soneca e descanso nas cerca de 21 horas do seu dia. Afinal, ele está no topo da cadeia alimentar e não precisa se preocupar com predadores – não há nenhum outro animal querendo caçá-lo.

Pertencentes à mesma família dos gatos (Felidae), os leões são os únicos felinos que vivem em grupos, que podem variar de 3 a 30 leões. Geralmente, os grupos são formados por 4 a 12 fêmeas, todas parentes (mães, irmãs e primas), uma dúzia de filhotes e de um a seis machos sem parentesco.

Enquanto as leoas vivem no grupo por toda a vida, os leões, com frequência, ficam apenas dois a quatro anos. Depois, eles vão embora ou são expulsos por outros machos.


A divisão das tarefas

Basicamente, o único trabalho do leão é defender o seu território de machos estranhos ao grupo. Para demarcar a sua área, ele usa a urina e seus famosos rugidos, que podem ser ouvidos a oito quilômetros de distância, normalmente depois que o sol se põe.

Se mesmo assim outros leões tentam fazer parte do grupo, os machos lutam. O perdedor terá que ir embora. Quando um novo leão sai vencedor e expulsa o antigo, é comum, também, ele matar todos os filhotes do grupo. Logo após a morte de suas crias, as fêmeas entram no cio e geram filhotes do novo macho.

Fora isso, os leões caçam, mas muito de vez em quando. O trabalho de alimentar o grupo fica mesmo com as fêmeas, que são mais ágeis e rápidas, por serem menores e mais leves. Enquanto elas caçam, os machos protegem os filhotes.

Para sustentar o grupo e ainda cuidar da cria, as leoas trabalham em equipe. Em geral, saem para caçar ao entardecer, em grupos de duas ou três. Atacam de emboscada: rastejam e ficam paradas até acharem o momento certo para a corrida final. Se uma das leoas perde a presa, a outra corre para tentar recuperá-la.

Mas a caçada não é fácil, depende de muito empenho e normalmente só é bem sucedida depois de várias tentativas. Presa abatida, a divisão obedece a lei do mais forte: os machos comem primeiro, as fêmeas depois e, por último, os filhotes comem o
que sobra. É dever dos machos verificar se os pequenos comeram o suficiente.


Na hora de cuidar dos filhotes, as leoas também se ajudam. Como muitas fêmeas dão à luz juntas, os filhotes podem ser amamentados por outras fêmeas além da sua própria mãe.

Com seis a sete meses, os leõezinhos são desmamados e, com 11, já acompanham os pais nas caçadas. Até completarem um ano e quatro meses de idade, no entanto, são completamente dependentes dos adultos, não sendo capazes de sobreviverem sozinhos.