quarta-feira, 25 de março de 2009

Vida

Assim é a vida, caro amigo.
Recomeços, perguntas, polucas resoluções;
O de repente é constante,
O eterno é raro;
Os valores inconstantes
E viver agora é tão caro...

Amor, ah, hoje não!
Saudade, de tudo um pouco
Vontade, um pouco de cada vez.

Tudo parece lógico,
Mas nada tem sentido
Tudo tem um propósito
Mas tão sem objetividade...
E no meio? Isso exige
Uma boa resposta, a melhor
Nessa vida, aliás,
A vida é o meio,
A própria vida torna-se
Mais importante
Que os fins (entre meios
E fins, o que vale mais?).
Não se fecha os olhos
Para buscar, mas para ver,
E entregar...
O sólido e o visível são tão frágeis
Que somam-se na insuficiência
Da própria fragilidade
Que exite na vida.
O coração pára, a voz cala,
O pó volta à terra
E o espírito volta a Deus – que o deu –
Não é só isso. (ou é?)
“Um dia você perde,
No outro você ganha
E às vezes não acontece nada”
Outras vezes acontece tudo
E voltamos ao círculo vicioso
Do desespero e da ansiedade.
As perguntas voltam,
O sangue prossegue a corrida
O coração torna a bater
E você abre os olho- o que vê?
Que não seja eu – não a primeira –
A reconhecer suas respostas –
Mesmo que você necessite muito delas.

Grite,
Esperneie,
Se jogue no chão,
Estoure os miolos,
Mas não afunde em melancolia;
Não se deve nada
A ninguém – nem a
Você mesmo – Deus sabe
O quanto (e o como)!
Mudanças ensinam, espancam,
Invadem, e o que resta?
Um nó
Desfaz o tempo,
Junta os pedaços,
Refaz os versos
Responde, estimula,
Dá esperança... e paz!

Essa é a vida,
O ciclo da morte,
O círculo vicioso
Do Deus que atua entre os homens.
As marcas desaparecem,
Ridicularizam-se a si mesmas
Com o tempo e novas mudanças.

Você vê?
Não lembra das minhas primeiras linhas?
Esqueça! Leia estas,
São novas, mais vivas –
Isso, vivas –
Te farão esquecer as primeiras
E irão te preparar para as últimas,
Essa é a vida.

Quanto mais se prende ao passado
Menos se vive o presente
E não se enfrenta o futuro.
Olhar para trás só entorta
A carreira do arado – mesmo
Que seja por uma boa causa.

A vida não é o fim
Mas o início das coisas
Da eternidade,
Não se deve prender ao futuro,
Àquilo que não vimos,
Não sentimos, não tocamos...
O último beijo?
Foi há muito – acho eu –
Esse foi o último –
Amanhã, talvez, seja outro,
E depois outro...
O último é passado,
Assim como minhas últimas palavras,
Tudo, é passado ou, quem sabe,
Um presente de coisas passadas,
Já que o passado não existe
(e o futuro também não);
O presente?
Este não pode ser medido,
Já que passa, e não se vê,
A não ser que se feche os olhos...
E grite!

Vida... é intensidade,
Não peso, nem massa,
Muito menos velocidade.
O muro não existe
O indeciso já escolheu seu lado,
Desde quando deixou de escolher.
O falar nunca será fazer
Assim como
O achar nunca será acertar.

Nunca?
É passado ou futuro?
Ambos não existem!
Então é presente,
Um NÃO presente –
Ausente
No agora, sempre.
Significa que presente no agora
É esta verdade
Que ausente no agora
Serão estas correlações.

Sinceramente?
Essa é a vida.
Não tão filosófica,
Nem tão poética
- a não ser pela lua –
Em sua essência,
Que não vem pronta,
Mas é construída –
Mesmo que de antemão
Pelo Criador conhecida –
Passo a passo pelo que se escolhe.

Então a vida é uma escolha
- ou uma série delas –
Os tijolos de uma construção.
Escolha é a chave?
Quem sabe...

E os problemas?
Precipitação, exagero,
Cobiça, escolhas mal feitas!
Ninguém é problema,
Problemas são escolhas,
A vida é uma escolha
(a vida é um problema? Não!)
Mesmo que não tenhamos escolhido ao nascer,
E queiramos, na maioria das vezes, morrer...

O que morre?
O que eu sou?
O que você é?
Morre tudo,
Menos você!
Você não é isso aí
(não pode ser verdade)
Que se olha no espelho de vez em quando.
Você não morre,
Não acaba aí.
A vida é só o começo para você.
O que morre são os erros,
O passado, o futuro, enfim,
O tempo, as escolhas...
E os problemas!
O que fica somos nós,
Deus e o amor!
Redundância! Ou será que não?

Muitas perguntas?
Não se preocupe,
A vida é uma escolha,
E você pode escolher ter todas as respostas...
Ou ter uma vida mais emocionante!

Não suspire,
Olhe em volta.
Imagine que tudo isso sumiu,
Está em outro lugar,
E você, sozinho, não tem mais o que olhar,
Agora abra os olhos
E agradeça pela escolha de ver o que se tem,
E escolha não deixar mais nada passar
Despercebido – isso é viver.

Complicado?
Olhe a lua –
Simples, não?
Ela é uma bela lição.
Sem tempo, sem escolhas,
Aparentemente sem nenhuma função.
Mas, só atua com a luz de outra fonte
- porque ela, em si mesma,
Não tem luz nenhuma!
Alguma breve recordação?

Essa é a vida!
Buscar no passado
- ainda que não exista –
Uma base para se construir o futuro
(não existindo este também)
No presente
(que não pode ser medido).

E a poesia?
Motivação,
A fita métrica do presente,
A tentativa de medí-lo,
E de personificar o passado
- para não esquecê-lo
(mesmo que seja o melhor a fazer).

O mundo precisa saber,
E eu devo viajar...
Pelo mundo,
Aprender a ensinar
Ensinar a aprender
Viver e viver
E não mais deixar de ser...

(By Lioness - Para A., em resposta ao seu poema – jul/99)

2 comentários:

Jairo disse...

Tudo parece lógico, mas nada tem sentido! Adorei! É isso que sinto as vezes, pois dentro da lógica da vida, o sentido some, desaprece.
Beijos

Paula disse...

Adorei a poesia! Gostei do "aprender a ensinar, ensinar a aprender", é uma das minhas metas.
Bjos,
Paulinha

Vida

Assim é a vida, caro amigo.
Recomeços, perguntas, polucas resoluções;
O de repente é constante,
O eterno é raro;
Os valores inconstantes
E viver agora é tão caro...

Amor, ah, hoje não!
Saudade, de tudo um pouco
Vontade, um pouco de cada vez.

Tudo parece lógico,
Mas nada tem sentido
Tudo tem um propósito
Mas tão sem objetividade...
E no meio? Isso exige
Uma boa resposta, a melhor
Nessa vida, aliás,
A vida é o meio,
A própria vida torna-se
Mais importante
Que os fins (entre meios
E fins, o que vale mais?).
Não se fecha os olhos
Para buscar, mas para ver,
E entregar...
O sólido e o visível são tão frágeis
Que somam-se na insuficiência
Da própria fragilidade
Que exite na vida.
O coração pára, a voz cala,
O pó volta à terra
E o espírito volta a Deus – que o deu –
Não é só isso. (ou é?)
“Um dia você perde,
No outro você ganha
E às vezes não acontece nada”
Outras vezes acontece tudo
E voltamos ao círculo vicioso
Do desespero e da ansiedade.
As perguntas voltam,
O sangue prossegue a corrida
O coração torna a bater
E você abre os olho- o que vê?
Que não seja eu – não a primeira –
A reconhecer suas respostas –
Mesmo que você necessite muito delas.

Grite,
Esperneie,
Se jogue no chão,
Estoure os miolos,
Mas não afunde em melancolia;
Não se deve nada
A ninguém – nem a
Você mesmo – Deus sabe
O quanto (e o como)!
Mudanças ensinam, espancam,
Invadem, e o que resta?
Um nó
Desfaz o tempo,
Junta os pedaços,
Refaz os versos
Responde, estimula,
Dá esperança... e paz!

Essa é a vida,
O ciclo da morte,
O círculo vicioso
Do Deus que atua entre os homens.
As marcas desaparecem,
Ridicularizam-se a si mesmas
Com o tempo e novas mudanças.

Você vê?
Não lembra das minhas primeiras linhas?
Esqueça! Leia estas,
São novas, mais vivas –
Isso, vivas –
Te farão esquecer as primeiras
E irão te preparar para as últimas,
Essa é a vida.

Quanto mais se prende ao passado
Menos se vive o presente
E não se enfrenta o futuro.
Olhar para trás só entorta
A carreira do arado – mesmo
Que seja por uma boa causa.

A vida não é o fim
Mas o início das coisas
Da eternidade,
Não se deve prender ao futuro,
Àquilo que não vimos,
Não sentimos, não tocamos...
O último beijo?
Foi há muito – acho eu –
Esse foi o último –
Amanhã, talvez, seja outro,
E depois outro...
O último é passado,
Assim como minhas últimas palavras,
Tudo, é passado ou, quem sabe,
Um presente de coisas passadas,
Já que o passado não existe
(e o futuro também não);
O presente?
Este não pode ser medido,
Já que passa, e não se vê,
A não ser que se feche os olhos...
E grite!

Vida... é intensidade,
Não peso, nem massa,
Muito menos velocidade.
O muro não existe
O indeciso já escolheu seu lado,
Desde quando deixou de escolher.
O falar nunca será fazer
Assim como
O achar nunca será acertar.

Nunca?
É passado ou futuro?
Ambos não existem!
Então é presente,
Um NÃO presente –
Ausente
No agora, sempre.
Significa que presente no agora
É esta verdade
Que ausente no agora
Serão estas correlações.

Sinceramente?
Essa é a vida.
Não tão filosófica,
Nem tão poética
- a não ser pela lua –
Em sua essência,
Que não vem pronta,
Mas é construída –
Mesmo que de antemão
Pelo Criador conhecida –
Passo a passo pelo que se escolhe.

Então a vida é uma escolha
- ou uma série delas –
Os tijolos de uma construção.
Escolha é a chave?
Quem sabe...

E os problemas?
Precipitação, exagero,
Cobiça, escolhas mal feitas!
Ninguém é problema,
Problemas são escolhas,
A vida é uma escolha
(a vida é um problema? Não!)
Mesmo que não tenhamos escolhido ao nascer,
E queiramos, na maioria das vezes, morrer...

O que morre?
O que eu sou?
O que você é?
Morre tudo,
Menos você!
Você não é isso aí
(não pode ser verdade)
Que se olha no espelho de vez em quando.
Você não morre,
Não acaba aí.
A vida é só o começo para você.
O que morre são os erros,
O passado, o futuro, enfim,
O tempo, as escolhas...
E os problemas!
O que fica somos nós,
Deus e o amor!
Redundância! Ou será que não?

Muitas perguntas?
Não se preocupe,
A vida é uma escolha,
E você pode escolher ter todas as respostas...
Ou ter uma vida mais emocionante!

Não suspire,
Olhe em volta.
Imagine que tudo isso sumiu,
Está em outro lugar,
E você, sozinho, não tem mais o que olhar,
Agora abra os olhos
E agradeça pela escolha de ver o que se tem,
E escolha não deixar mais nada passar
Despercebido – isso é viver.

Complicado?
Olhe a lua –
Simples, não?
Ela é uma bela lição.
Sem tempo, sem escolhas,
Aparentemente sem nenhuma função.
Mas, só atua com a luz de outra fonte
- porque ela, em si mesma,
Não tem luz nenhuma!
Alguma breve recordação?

Essa é a vida!
Buscar no passado
- ainda que não exista –
Uma base para se construir o futuro
(não existindo este também)
No presente
(que não pode ser medido).

E a poesia?
Motivação,
A fita métrica do presente,
A tentativa de medí-lo,
E de personificar o passado
- para não esquecê-lo
(mesmo que seja o melhor a fazer).

O mundo precisa saber,
E eu devo viajar...
Pelo mundo,
Aprender a ensinar
Ensinar a aprender
Viver e viver
E não mais deixar de ser...

(By Lioness - Para A., em resposta ao seu poema – jul/99)