quinta-feira, 2 de junho de 2022

Leitura da semana: trecho de "Hildegarda de Bingen: Una vida entre la ge...


Saiu o vídeo da leitura da semana!
Pra quem não sabe, todas as quintas-feiras temos leitura no canal, das mais diversas possíveis, porque este canal representa a complexidade que sou. Aproveitem os conteúdos recentes e antigos: há muitas lives, leituras aos montes e informação para te incentivar nas pesquisas. Grande abraço e corre lá para conhecer a primeira descrição do orgasmo feminino feita no século XII:

LÍNGUA TERENA DE SINAIS

 


LÍNGUA TERENA DE SINAIS

Segundo a universidade, a obra, produzida por Ivan de Souza, em trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Letras Libras, tem o propósito de fortalecer o reconhecimento e a preservação das línguas de sinais indígenas e é apresentada em formato plurilíngue, sinalizada também na Língua Brasileira de Sinais.

Nas aldeias da etnia terena, localizadas principalmente no estado de Mato Grosso do Sul, a língua oral terena é amplamente utilizada. Os surdos dessa etnia também se comunicam com sinais diferentes dos pertencentes ao sistema linguístico utilizado pelos surdos no Brasil (Libras). Após diversas pesquisas, especialistas concluíram que esses sinais constituem um sistema autônomo, chamado língua terena de sinais.

A história: a pajé surda ou Séno Mókere Káxe Koixómuneti, em língua terena, conta a história de uma mulher indígena surda anciã chamada Káxe que exerce a função religiosa de pajé (Koixómuneti) em sua comunidade. Ao ser procurada para auxiliar em um parto e após pedir a benção dos ancestrais para o recém-nascido, o futuro do povo terena é revelado e transmitido a ela em sinais. “A história mostra um pouco da rica cultura desse povo, as situações, consequências e resistência após o contato com o povo branco”. Inspirada na história real do povo terena, a narrativa apresenta a comunidade em uma época em que ela ainda vivia nas Antilhas e era designada pelo nome Aruák.





quarta-feira, 1 de junho de 2022

Vozes dissonantes - com Sueli Feliziani e Angela Natel


Já marque na sua agenda, ative o lembrete, traga sua bebida favorita e venha curtir esse papo delicioso que vamos ter. 

Um pouco sobre a família e apresentação de minha tia-avó Elvira Rein Via...

Realidade das redes

 



Enquanto meus cursos caem no vazio, essa é a realidade das redes...
Minha amiga resumiu bem. Engajamento, só com superficialidades.
Nossa pesquisa, nosso trabalho e conhecimento são reduzidos a tempo de desgaste em lives para que a maioria das pessoas não paguem nem valorizem o trabalho, a profissão, o tempo e o esforço que dispensamos.

Curso "O panteão ugarítico e a mitologia cananeia: Deuses e Deusas da Bí...

Jesuítas e a violência

 


Jesuítas e a violência

Em suas cartas podemos observar que os jesuítas encontravam muita dificuldade em convencer indígenas adultos a abandonarem seus costumes, espiritualidade e modos de vida e aceitarem serem salvos (?) por Jesus. 

As crianças indígenas eram vistas pelos padres como tabula rasa, papel em branco para quem tudo poderia ser ensinado, por intermédio delas se faria a coerção dos adultos (Pereira, 2007). As crianças, retiradas forçosamente de suas famílias, eram obrigadas a decorar centenas de cânticos cristãos, eram forçadas a serem tradutoras da doutrina cristã para as línguas indígenas, etc. 

O logro do convencimento e imposição cristã precisou, desonestamente, recorrer de violência contra as crianças indígenas para se perpetuar, em um gesto de extrema covardia.

A pedagogia dos padres se inspirava no hábito europeu das sanções e punições violentas. As penalidades variavam, usava-se o açoite, tronco e até mutilações cuja execução deveria ser pública, para aumentar o efeito de pavor coletivo (Carvalho, 2019).

Toda essa violência teve muita resistência dos povos indígenas, que, segundo os padres, tinham um "amor excessivo" às suas crianças, não suportando puni-las de forma alguma, inclusive sem recorrer a gritos e ameaças. 

"Bater e sofrer por amor" faz parte da mitologia cristã, essa mesma que hoje propaga inversões coloniais dizendo que indígenas "matam e maltratam crianças".
A sociedade não indígena brasileira tem níveis extremamente altos de violência contra crianças, seja pelo abandono parental, abuso sexual, emocional de toda ordem, seja por muitos acreditarem que agressão é uma forma de ensino justa.

Nesse abril indígena e no restante do ano, que as ficcções coloniais sejam desconstruídas, estas que apregoam mentiras reversas sobre nossos povos. 

Que a branquitude vire seu espelhinho para si mesma.

Geni Nuñez

Fonte: https://www.instagram.com/p/CNvo47nndJb/?igshid=MDJmNzVkMjY=


Leitura da semana: trecho de "Hildegarda de Bingen: Una vida entre la ge...


Saiu o vídeo da leitura da semana!
Pra quem não sabe, todas as quintas-feiras temos leitura no canal, das mais diversas possíveis, porque este canal representa a complexidade que sou. Aproveitem os conteúdos recentes e antigos: há muitas lives, leituras aos montes e informação para te incentivar nas pesquisas. Grande abraço e corre lá para conhecer a primeira descrição do orgasmo feminino feita no século XII:

LÍNGUA TERENA DE SINAIS

 


LÍNGUA TERENA DE SINAIS

Segundo a universidade, a obra, produzida por Ivan de Souza, em trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Letras Libras, tem o propósito de fortalecer o reconhecimento e a preservação das línguas de sinais indígenas e é apresentada em formato plurilíngue, sinalizada também na Língua Brasileira de Sinais.

Nas aldeias da etnia terena, localizadas principalmente no estado de Mato Grosso do Sul, a língua oral terena é amplamente utilizada. Os surdos dessa etnia também se comunicam com sinais diferentes dos pertencentes ao sistema linguístico utilizado pelos surdos no Brasil (Libras). Após diversas pesquisas, especialistas concluíram que esses sinais constituem um sistema autônomo, chamado língua terena de sinais.

A história: a pajé surda ou Séno Mókere Káxe Koixómuneti, em língua terena, conta a história de uma mulher indígena surda anciã chamada Káxe que exerce a função religiosa de pajé (Koixómuneti) em sua comunidade. Ao ser procurada para auxiliar em um parto e após pedir a benção dos ancestrais para o recém-nascido, o futuro do povo terena é revelado e transmitido a ela em sinais. “A história mostra um pouco da rica cultura desse povo, as situações, consequências e resistência após o contato com o povo branco”. Inspirada na história real do povo terena, a narrativa apresenta a comunidade em uma época em que ela ainda vivia nas Antilhas e era designada pelo nome Aruák.





Vozes dissonantes - com Sueli Feliziani e Angela Natel


Já marque na sua agenda, ative o lembrete, traga sua bebida favorita e venha curtir esse papo delicioso que vamos ter. 

Um pouco sobre a família e apresentação de minha tia-avó Elvira Rein Via...

Realidade das redes

 



Enquanto meus cursos caem no vazio, essa é a realidade das redes...
Minha amiga resumiu bem. Engajamento, só com superficialidades.
Nossa pesquisa, nosso trabalho e conhecimento são reduzidos a tempo de desgaste em lives para que a maioria das pessoas não paguem nem valorizem o trabalho, a profissão, o tempo e o esforço que dispensamos.

Curso "O panteão ugarítico e a mitologia cananeia: Deuses e Deusas da Bí...

Jesuítas e a violência

 


Jesuítas e a violência

Em suas cartas podemos observar que os jesuítas encontravam muita dificuldade em convencer indígenas adultos a abandonarem seus costumes, espiritualidade e modos de vida e aceitarem serem salvos (?) por Jesus. 

As crianças indígenas eram vistas pelos padres como tabula rasa, papel em branco para quem tudo poderia ser ensinado, por intermédio delas se faria a coerção dos adultos (Pereira, 2007). As crianças, retiradas forçosamente de suas famílias, eram obrigadas a decorar centenas de cânticos cristãos, eram forçadas a serem tradutoras da doutrina cristã para as línguas indígenas, etc. 

O logro do convencimento e imposição cristã precisou, desonestamente, recorrer de violência contra as crianças indígenas para se perpetuar, em um gesto de extrema covardia.

A pedagogia dos padres se inspirava no hábito europeu das sanções e punições violentas. As penalidades variavam, usava-se o açoite, tronco e até mutilações cuja execução deveria ser pública, para aumentar o efeito de pavor coletivo (Carvalho, 2019).

Toda essa violência teve muita resistência dos povos indígenas, que, segundo os padres, tinham um "amor excessivo" às suas crianças, não suportando puni-las de forma alguma, inclusive sem recorrer a gritos e ameaças. 

"Bater e sofrer por amor" faz parte da mitologia cristã, essa mesma que hoje propaga inversões coloniais dizendo que indígenas "matam e maltratam crianças".
A sociedade não indígena brasileira tem níveis extremamente altos de violência contra crianças, seja pelo abandono parental, abuso sexual, emocional de toda ordem, seja por muitos acreditarem que agressão é uma forma de ensino justa.

Nesse abril indígena e no restante do ano, que as ficcções coloniais sejam desconstruídas, estas que apregoam mentiras reversas sobre nossos povos. 

Que a branquitude vire seu espelhinho para si mesma.

Geni Nuñez

Fonte: https://www.instagram.com/p/CNvo47nndJb/?igshid=MDJmNzVkMjY=