Música: Believer (Imagine Dragons)
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
domingo, 3 de setembro de 2017
X-men: missionário/voluntário
Apesar de estar envolvida no
trabalho missionário/voluntário há mais de 20 anos, ainda encontro-me
aprendendo a respeito de nossos limites.
E se repito o discurso sobre
meus limites, é porque ainda se faz necessária tal repetição.
Ainda se ignora a humanidade
do missionário/voluntário.
Ainda ele é tido por super-herói,
inumano, mutante, feito única e exclusivamente para oferecer-se a si mesmo e o
que tem a outros, indiscriminadamente.
E eis que este ser se torna
incômodo quando pede ajuda voluntária e financeira para seu sustento, quando
faz campanhas, quando pede para si.
Porque pedir ajuda e mostrar
limitações descaracteriza este ser mutante, feito para servir e se desgastar.
Dizer ‘não’ é algo impensável em sua realidade, por isso assusta, e até
escandaliza.
E é por isso que tenho
encontrado, nesses anos todos de caminhada, vários missionários/voluntários que
me impedem de publicar suas fotos em um momento de alegria, descanso ou
diversão, com medo de perder seu sustento, seus apoiadores, qualquer ajuda
financeira.
Não, porque ao
missionário/voluntário não é permitido descansar, se divertir, muito menos às
custas dos outros. Seria um abuso.
Talvez seja por isso essa
constante incerteza e insegurança em que me encontro atualmente na vida.
Durante 11 meses no ano realizo um trabalho missionário/voluntário, sem
qualquer expectativa de retorno. Porém, quando tenho a oportunidade, não
escondo um momento de descanso, diversão, renovo de forças. Assim, somente
aqueles que de fato compreendem todas as implicações dessa vida de
missionário/voluntário é que se engajam em apoiar-me e ajudar em meu sustento.
E, por isso, posso dizer: são muito poucos os que compreendem.
Até mesmo este texto, que
agora escrevo, implica em risco de perda de apoiadores, perda de sustento
financeiro, perda de empatia para com meu trabalho e o que tenho a oferecer.
Entretanto, se o escrevo, não é pensando em mim, mas nas próximas gerações de
missionários/voluntários.
E, com tristeza, ainda
afirmo: nem dentro das agências missionárias há essa compreensão. Temos nossas
funções, um lugar para repousar a cabeça. Mas, caso digamos ‘não’ para alguém
ou alguma atividade, somos tentados a nos sentirmos culpados e até indagados a
dar explicações.
Não nos é permitido o descanso,
seja no campo, seja na base - isso seria impensável. Alguns, com posição de
maior responsabilidade, com cargos de maior reconhecimento, até podem se dar ao
luxo de tirar um mês de férias. Mas sem esse reconhecimento, uma semana sem
atender às demandas da missão seria abuso.
Não, o
missionário/voluntário é tratado de acordo com sua produtividade, é um
ser-máquina que, quando der problema, deverá ser trocado por outro que melhor
atenda às necessidades de onde serve. Deve ceder sua casa, caso não seja sua,
deve ceder seu posto a alguém que atenda à demanda.
Não, não pode se dar ao luxo
de postar uma foto se divertindo, não pode recusar uma atividade que o
desgaste, precisa seguir o fluxo do que é considerado normalidade, e precisa
sempre enviar relatórios de sua produtividade e dar explicações de suas
impossibilidades.
Não, o
missionário/voluntário não é humano. Deve ser esperado dele sempre o maior
rendimento, exigido dele até que se manifeste em seu limite.
E este ser é
descaracterizado quando se torna parte de uma instituição
missionária/voluntária. Perde sua identidade individual e a ele não é permitido
manifestar-se sem que esteja dentro dos padrões da referida instituição.
Não, não é uma pessoa – é um
missionário/voluntário.
Angela Natel – 03/09/2017.
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Já fui indagada algumas vezes...
Já fui indagada algumas vezes...
Se já lecionei essa disciplina, por que tomar tempo preparando novamente as aulas para a nova turma?
Bem, relaciono essa indagação a outra, irremediavelmente:
Por que os alunos aprendem e gostam das aulas?
Porque nunca leciono a mesma aula duas vezes.
É preciso se atualizar, é preciso criar, desenvolver, crescer, melhorar.
É preciso não ter medo de arriscar, inovar, muito menos de trabalhar.
Por isso não é tempo perdido preparar as aulas da mesma disciplina sempre que uma nova turma está prestes a cursá-la.
A aventura e minha expectativa, porém, permanece sendo repetida: o que Deus preparou de novo dessa vez?
Vale a pena trabalhar e esperar para ver.
Angela Natel
Vale a pena trabalhar e esperar para ver.
Angela Natel
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Coliseu
Tantos apertos de um lado e do outro
Gritos alvoroçados
Muitos se espremem para ver o espetáculo
Ansiosos e hipnotizados.
Suor que escorre pelos rostos
Todo desconforto vale a pena
Não importa a fome que massacra o corpo
Contanto que eletrizante seja a cena.
Então os tambores soam, impetuosos
Arrepio que corre a pele toda
Tremores chacoalham os corpos
Sob o escaldante sol a trompa soa.
Entram eles, espetáculo público,
Todos os que consideramos a escória da humanidade:
Os falhos, inferiores, os que nos decepcionam de súbito
Os subordinados, os vis, os que traem lealdade.
Sim, o massacre vai começar
E as feras são, devidamente, soltas,
Exposição pública, flagelo, palavras ao ar,
E muitas formas de violência para serem servidas estão
prontas.
A laceração do outro excita
E traz satisfação
A posição de juiz é atraente e evita
Que sejamos o alvo da humilhação.
Assim esquecemos a fome
A injustiça e nossa própria responsabilidade.
Damos para cada demônio um nome
E tratamos tudo com leviandade.
Dessa forma, nos justificamos a nós mesmos
E endeusamos nosso comportamento
Jogamos todas as palavras torpes que temos
A fim de produzir um belo julgamento.
Ao ignorar que podemos estar errados
Celebramos um belo espetáculo
De carne, sangue, pele e vísceras no tablado
De nosso santo tabernáculo.
Angela Natel – 09/08/2017
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
segunda-feira, 31 de julho de 2017
Radical
Do amigo Flavio Antônio da Cruz
"Radical não é o pensamento intolerante, com pretensões absolutistas e excludentes. Antes, radical é o pensamento que busca a raiz das coisas, os fundamentos últimos, as essências subjacentes às aparências, um pensamento tão incoativo quanto a própria existência: obrigado a assumir-se como responsável pelo que engendra, ainda que se saiba incapaz de atingir essa meta. Pensamento radical é aquele que se reconhece lançado no abismo, condenado a criticar a si mesmo o tempo todo, tendo por certo e inequívoco apenas o caráter inatingível da verdade. O pensamento radical é adogmático, na medida em que não busca construir castelos sistemáticos. Antes, busca desvelar a areia movediça subjacente às construções epistêmicas. O pensamento radical almeja voltar às coisas mesmas, como queria Husserl, ao tempo em que vê a erudição como uma moldura dourada em pinturas de gosto duvidoso. O pensamento radical quer ser mais marxista que Marx, mais liberal que von Mises, mais lógico do que Gödel, mais ousado do que Einstein. Está fadado à frustração e à insatisfação, talvez pelo fato de imaginar que toda construção teórica densa carregaria o anátema do positivismo. O fato é que a contemporaneidade abomina tudo quanto é radical, ao tempo em que, contraditoriamente, o corteja à distância: quer o relativismo e o niilismo, decorrentes do reconhecimento da falsidade das grandes teorias. Mas, nosso tempo não almeja lançar-se à busca por novos mundos. Ao invés de raízes sólidas e profundas, as pessoas querem flores policromáticas, matizadas, fugidias... Somos o tempo do caleidoscópio - o que é bom -, mas, tanto por isso, o tempo das aparências, dos espetáculos, da mudança contínua da opinião, tempo dos paradoxos, tempo em que somos condenados - radicalmente condenados - a não termos raiz alguma."
fonte: https://www.facebook.com/flavioantonio.dacruz?fref=mentions
domingo, 30 de julho de 2017
Palavras de Avivamento
Ore contra a corrupção
Pela intervenção divina,
Mas não seja corrupto
Nem injusto no seu dia a dia.
Lute contra a injustiça
Mas não pegue os nomes de pecados
Que pessoas cometem
E diga que são nomes de demônios,
A Bíblia não ensina isso.
Viva e ensine as pessoas
A se responsabilizarem por seus atos.
Lutar contra a corrupção
É ser honesto e denunciar o erro
Não esbofetear demônio.
Levante-se, defenda as causas
Que Jesus defenderia
Ele mesmo não precisa da sua defesa.
Olhe para as pessoas como Jesus olharia
Isso é, por demais, subversivo.
Jesus não forçou ninguém a seguir sua cartilha,
Nem institucionalizou o cristianismo.
Ele não obrigou que as escolas falassem dele
Ou somente o que lhe agradavam.
Ele defendeu os marginalizados
Deu acesso a quem os religiosos ignoravam.
Sim, na maioria das vezes,
Jesus fez o que não costumamos fazer,
Sua pauta era bem diferente da nossa.
Na vida, passo a passo,
Foi acessível, pessoal,
Revelando o Pai em sua vida
E estabelecendo Seu Reino.
Um Reino que não compactua com o Estado
Nem com os sistemas criados pelas pessoas
Muito menos com as instituições.
Um Reino que se manifesta sem precisar pagar aluguel
Que impede os justiceiros de apedrejarem pecadores
E que, através do sacrifício, serve e ama até o fim.
Angela Natel – 30/07/2017.
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X-men: missionário/voluntário
Apesar de estar envolvida no
trabalho missionário/voluntário há mais de 20 anos, ainda encontro-me
aprendendo a respeito de nossos limites.
E se repito o discurso sobre
meus limites, é porque ainda se faz necessária tal repetição.
Ainda se ignora a humanidade
do missionário/voluntário.
Ainda ele é tido por super-herói,
inumano, mutante, feito única e exclusivamente para oferecer-se a si mesmo e o
que tem a outros, indiscriminadamente.
E eis que este ser se torna
incômodo quando pede ajuda voluntária e financeira para seu sustento, quando
faz campanhas, quando pede para si.
Porque pedir ajuda e mostrar
limitações descaracteriza este ser mutante, feito para servir e se desgastar.
Dizer ‘não’ é algo impensável em sua realidade, por isso assusta, e até
escandaliza.
E é por isso que tenho
encontrado, nesses anos todos de caminhada, vários missionários/voluntários que
me impedem de publicar suas fotos em um momento de alegria, descanso ou
diversão, com medo de perder seu sustento, seus apoiadores, qualquer ajuda
financeira.
Não, porque ao
missionário/voluntário não é permitido descansar, se divertir, muito menos às
custas dos outros. Seria um abuso.
Talvez seja por isso essa
constante incerteza e insegurança em que me encontro atualmente na vida.
Durante 11 meses no ano realizo um trabalho missionário/voluntário, sem
qualquer expectativa de retorno. Porém, quando tenho a oportunidade, não
escondo um momento de descanso, diversão, renovo de forças. Assim, somente
aqueles que de fato compreendem todas as implicações dessa vida de
missionário/voluntário é que se engajam em apoiar-me e ajudar em meu sustento.
E, por isso, posso dizer: são muito poucos os que compreendem.
Até mesmo este texto, que
agora escrevo, implica em risco de perda de apoiadores, perda de sustento
financeiro, perda de empatia para com meu trabalho e o que tenho a oferecer.
Entretanto, se o escrevo, não é pensando em mim, mas nas próximas gerações de
missionários/voluntários.
E, com tristeza, ainda
afirmo: nem dentro das agências missionárias há essa compreensão. Temos nossas
funções, um lugar para repousar a cabeça. Mas, caso digamos ‘não’ para alguém
ou alguma atividade, somos tentados a nos sentirmos culpados e até indagados a
dar explicações.
Não nos é permitido o descanso,
seja no campo, seja na base - isso seria impensável. Alguns, com posição de
maior responsabilidade, com cargos de maior reconhecimento, até podem se dar ao
luxo de tirar um mês de férias. Mas sem esse reconhecimento, uma semana sem
atender às demandas da missão seria abuso.
Não, o
missionário/voluntário é tratado de acordo com sua produtividade, é um
ser-máquina que, quando der problema, deverá ser trocado por outro que melhor
atenda às necessidades de onde serve. Deve ceder sua casa, caso não seja sua,
deve ceder seu posto a alguém que atenda à demanda.
Não, não pode se dar ao luxo
de postar uma foto se divertindo, não pode recusar uma atividade que o
desgaste, precisa seguir o fluxo do que é considerado normalidade, e precisa
sempre enviar relatórios de sua produtividade e dar explicações de suas
impossibilidades.
Não, o
missionário/voluntário não é humano. Deve ser esperado dele sempre o maior
rendimento, exigido dele até que se manifeste em seu limite.
E este ser é
descaracterizado quando se torna parte de uma instituição
missionária/voluntária. Perde sua identidade individual e a ele não é permitido
manifestar-se sem que esteja dentro dos padrões da referida instituição.
Não, não é uma pessoa – é um
missionário/voluntário.
Angela Natel – 03/09/2017.
Já fui indagada algumas vezes...
Já fui indagada algumas vezes...
Se já lecionei essa disciplina, por que tomar tempo preparando novamente as aulas para a nova turma?
Bem, relaciono essa indagação a outra, irremediavelmente:
Por que os alunos aprendem e gostam das aulas?
Porque nunca leciono a mesma aula duas vezes.
É preciso se atualizar, é preciso criar, desenvolver, crescer, melhorar.
É preciso não ter medo de arriscar, inovar, muito menos de trabalhar.
Por isso não é tempo perdido preparar as aulas da mesma disciplina sempre que uma nova turma está prestes a cursá-la.
A aventura e minha expectativa, porém, permanece sendo repetida: o que Deus preparou de novo dessa vez?
Vale a pena trabalhar e esperar para ver.
Angela Natel
Vale a pena trabalhar e esperar para ver.
Angela Natel
Coliseu
Tantos apertos de um lado e do outro
Gritos alvoroçados
Muitos se espremem para ver o espetáculo
Ansiosos e hipnotizados.
Suor que escorre pelos rostos
Todo desconforto vale a pena
Não importa a fome que massacra o corpo
Contanto que eletrizante seja a cena.
Então os tambores soam, impetuosos
Arrepio que corre a pele toda
Tremores chacoalham os corpos
Sob o escaldante sol a trompa soa.
Entram eles, espetáculo público,
Todos os que consideramos a escória da humanidade:
Os falhos, inferiores, os que nos decepcionam de súbito
Os subordinados, os vis, os que traem lealdade.
Sim, o massacre vai começar
E as feras são, devidamente, soltas,
Exposição pública, flagelo, palavras ao ar,
E muitas formas de violência para serem servidas estão
prontas.
A laceração do outro excita
E traz satisfação
A posição de juiz é atraente e evita
Que sejamos o alvo da humilhação.
Assim esquecemos a fome
A injustiça e nossa própria responsabilidade.
Damos para cada demônio um nome
E tratamos tudo com leviandade.
Dessa forma, nos justificamos a nós mesmos
E endeusamos nosso comportamento
Jogamos todas as palavras torpes que temos
A fim de produzir um belo julgamento.
Ao ignorar que podemos estar errados
Celebramos um belo espetáculo
De carne, sangue, pele e vísceras no tablado
De nosso santo tabernáculo.
Angela Natel – 09/08/2017
Radical
Do amigo Flavio Antônio da Cruz
"Radical não é o pensamento intolerante, com pretensões absolutistas e excludentes. Antes, radical é o pensamento que busca a raiz das coisas, os fundamentos últimos, as essências subjacentes às aparências, um pensamento tão incoativo quanto a própria existência: obrigado a assumir-se como responsável pelo que engendra, ainda que se saiba incapaz de atingir essa meta. Pensamento radical é aquele que se reconhece lançado no abismo, condenado a criticar a si mesmo o tempo todo, tendo por certo e inequívoco apenas o caráter inatingível da verdade. O pensamento radical é adogmático, na medida em que não busca construir castelos sistemáticos. Antes, busca desvelar a areia movediça subjacente às construções epistêmicas. O pensamento radical almeja voltar às coisas mesmas, como queria Husserl, ao tempo em que vê a erudição como uma moldura dourada em pinturas de gosto duvidoso. O pensamento radical quer ser mais marxista que Marx, mais liberal que von Mises, mais lógico do que Gödel, mais ousado do que Einstein. Está fadado à frustração e à insatisfação, talvez pelo fato de imaginar que toda construção teórica densa carregaria o anátema do positivismo. O fato é que a contemporaneidade abomina tudo quanto é radical, ao tempo em que, contraditoriamente, o corteja à distância: quer o relativismo e o niilismo, decorrentes do reconhecimento da falsidade das grandes teorias. Mas, nosso tempo não almeja lançar-se à busca por novos mundos. Ao invés de raízes sólidas e profundas, as pessoas querem flores policromáticas, matizadas, fugidias... Somos o tempo do caleidoscópio - o que é bom -, mas, tanto por isso, o tempo das aparências, dos espetáculos, da mudança contínua da opinião, tempo dos paradoxos, tempo em que somos condenados - radicalmente condenados - a não termos raiz alguma."
fonte: https://www.facebook.com/flavioantonio.dacruz?fref=mentions
Palavras de Avivamento
Ore contra a corrupção
Pela intervenção divina,
Mas não seja corrupto
Nem injusto no seu dia a dia.
Lute contra a injustiça
Mas não pegue os nomes de pecados
Que pessoas cometem
E diga que são nomes de demônios,
A Bíblia não ensina isso.
Viva e ensine as pessoas
A se responsabilizarem por seus atos.
Lutar contra a corrupção
É ser honesto e denunciar o erro
Não esbofetear demônio.
Levante-se, defenda as causas
Que Jesus defenderia
Ele mesmo não precisa da sua defesa.
Olhe para as pessoas como Jesus olharia
Isso é, por demais, subversivo.
Jesus não forçou ninguém a seguir sua cartilha,
Nem institucionalizou o cristianismo.
Ele não obrigou que as escolas falassem dele
Ou somente o que lhe agradavam.
Ele defendeu os marginalizados
Deu acesso a quem os religiosos ignoravam.
Sim, na maioria das vezes,
Jesus fez o que não costumamos fazer,
Sua pauta era bem diferente da nossa.
Na vida, passo a passo,
Foi acessível, pessoal,
Revelando o Pai em sua vida
E estabelecendo Seu Reino.
Um Reino que não compactua com o Estado
Nem com os sistemas criados pelas pessoas
Muito menos com as instituições.
Um Reino que se manifesta sem precisar pagar aluguel
Que impede os justiceiros de apedrejarem pecadores
E que, através do sacrifício, serve e ama até o fim.
Angela Natel – 30/07/2017.
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