segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Inez Milholland

 



Em 25 de novembro de 1916, Inez Milholland morreu. Nascida em 6 de agosto de 1886.

#Sufragista #Pacifista #Socialista #Ativista antiguerra. #Advogada trabalhista. Advogada da reforma penitenciária. Membro da NAACP. Nascida em Brooklyn, Nova York. Morreu inesperadamente enquanto falava em Los Angeles, Califórnia. Enterrada no cemitério de Lewis, Lewis (Condado de Essex), Nova York. (Foto: Alice Paul e outros sufragistas no túmulo de Inez.)

~ Da série de cemitérios dos heróis do movimento matriarcal menonita.


domingo, 30 de agosto de 2020

Sarah Moore Grimke

 



Sarah Moore Grimke (26 de novembro de 1792 - 23 de dezembro de 1873)!

#Quacker #Pacifista #Sufragista #Abolicionista #Autora de "Cartas sobre a igualdade dos sexos e a condição das mulheres", publicado primeiro em jornais e depois publicados em forma de livro em 1838. Sarah trabalhou em estreita colaboração com sua irmã Angelina em uma série de questões sociais. Nasceu em Charleston, Carolina do Sul. Morreu em Hyde Park, Massachusetts. Enterrada no cemitério Mount Hope, Mattapan, Massachusetts.

~ Da série de heróis do movimento matriarcal menonita.


sábado, 29 de agosto de 2020

Mary Edwards Walker

 


Mary Edwards Walker (26 de novembro de 1832 - 21 de fevereiro de 1919)!

#Abolicionista #Sufragista #Médica #Escritora #Conferencista #Ativista de temperança.

Advogava pela reforma do vestuário, opondo-se aos estilos restritivos da moda feminina. Ela preferia usar roupas masculinas, muitas vezes incluindo uma cartola. Presa várias vezes por "se passar por um homem". Nasceu e morreu em Oswego, Nova York. Enterrada no cemitério rural, Oswego.

~ Da série de heróis do movimento matriarcal menonita.


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Sojourner Truth

 



Em 26 de novembro de 1883, Sojourner Truth morreu. (A data de nascimento é desconhecida, mas acredita-se que tenha sido por volta de 1797. Seu nome de nascimento era Isabella Baumfree.)

#Metodista #Abolicionista #Pregadora itinerante #Conferencista

Mais tarde adventista do sétimo dia. Autora de "A Narrativa da Verdade Sojourner: Uma Escrava do Norte" (1850). Nascida em Swartekill, Ulster County, Nova York. Morreu em sua casa em Battle Creek, Michigan. Enterrada no cemitério de Oak Hill, Battle Creek.

~ Da série de cemitérios dos heróis do movimento matriarcal menonita.


quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Suficiente

 


Às vezes tropeçamos na vida,
nas escolhas, nas relações.
Pessoas que amamos, que queremos bem
e que nos maltratam, vivem em seus mundos narcisistas
e o que não lhes diz respeito tratam com desprezo.

Nossas vidas não dizem respeito
aos interesses narcisistas.
Não há espaço, não há partilha,
não há interesse, preocupação.
Só culpa, acusação.

Outras vezes tropeçamos nas palavras
e tentamos ajudar mostrando os fatos.
Mas as pessoas não querem a verdade,
pois quando o assunto é falar mal dos inimigos
vale tudo, até a mentira, até a manipulação das notícias.

Porque a verdade não interessa às pessoas,
o que lhes interessa é a conveniência das narrativas.
Uma narrativa que esconda quem segura as cordas das marionetes
mas que exponha o inimigo da vez, é suficiente, dá ibope, compartilhamento.
Pra que checar a veracidade da notícia se a manchete ferve meu sangue acusador?
Ainda que se tenha razão em mostrar a sujeira,
vale tudo - até a mentira - na exposição?

E seguimos tropeçando,
nas relações, nas palavras, no sentido,
e não sabemos rir de nós mesmos,
não sabemos admitir nossas incoerências,
e ainda nos julgamos os certos na história,
não importa quantos malabarismos façamos
pra provar nossa posição.

E buscamos contatos pra tirar deles proveito,
e vendemos mercadorias, orações, pra mostrar que nos importamos com a necessidade alheia,
e compartilhamos um pouco daqui, um pouco dali,
sem nunca pensar criticamente se há coerência nas diferentes fontes de onde bebemos nossa vida, nosso discurso.

E prometemos mundos e fundos
e ai de quem nos cobrar,
a culpa, a ansiedade, o problema é do outro,
porque nos acostumamos a prometer o que não sabemos
se vamos conseguir cumprir,
e desprezamos o coração do outro, imprimindo-lhes falsa esperança.


E perguntamos se o outro está bem,
se está precisando de alguma coisa,
somente quando temos um pedido a fazer.
E oferecemos solidariedade em troca de uma foto,
uma postagem, um vídeo, e assim justificamos a construção de nossa imagem sobre a dor alheia, sobre as pautas do momento.

E esquecemos que somos gente, que lidamos com gente, que a vida precisa ser leve, porque senão sufoca, e nos mata aos poucos.
E se perdemos a paciência, somos intolerantes, cancelados, inade...
não, não uso mais esse termo, porque agora tem dono,
e não mais somos livres com as palavras.
Porque podemos ser confundidos com as incoerências e os abusos da vida, e seguimos...

Mas quem não sabe ler a vida, não lê livros,
e não sabe interpretar as estações,
nem os textos,
nem as postagens,
apenas compartilham
sem pensar, sem analisar, sem pesquisar.
nem medir as incoerências,
apenas condena insensatamente
e continua tolerando o intolerável:
os jogos de poder, os financiamentos estrangeiros colonizadores, os interesses das instituições, a política partidária, a mídia que alimenta a mentira, os nomes dados aos bois errados - usando notícias falaciosas e manchetes escandalosas - para atacar um poder corrupto, mas escondendo a própria corrupção, escondendo aqueles que fazem suas costas quentes.

E depois viramos os loucos, assombrados por nossa própria história, como se o pensamento crítico não fosse influenciado pelas leituras de livros e de mundo que fazemos.

Por isso, não vale a pena falar mal do 'The Send', por exemplo, se seu interesse é jogar a responsabilidade em quem você quer atingir, e não em que é devido. Não adianta querer lacrar com postagens usando hebraico, usando pautas LGBTQIA+ ou feministas, se o abuso nasce no seu coração, se ainda se acha detentor de alguma coisa.
Não adianta compartilhar informação verdadeira misturada com a falsa, e continuar disseminando a mentira, por ser conveniente.

A fama, o poder, a mentira, o jogo de interesses e a máquina das instituições são o chão da opressão que assola as pessoas. Jogar esse jogo é alimentar o monstro, independente de seu discurso decolonial.


Não, não há neutralidade, não há opção.
Estamos aqui, e resta-nos viver.
Então, me debrucei nessas linhas para dizer - a quem leu até aqui - que é preciso pensar, ainda que doa, é preciso encarar quem somos e parar de achar que conseguimos enganar.
As máscaras não duram para sempre.
Um dia fecharemos os olhos de uma vez por todas
e o que ficará é nossa lembrança e nossa história no coração de quem nos ama.
E isso é suficiente.

Angela Natel

Leitura da semana: trecho de "Variações sobre a vida e a morte", de Rube...

Publick Universal Friend

 



Publick Universal Friend (nome de nascimento: Jemima Wilkinson) - 29 de novembro de 1752 - 1 de julho de 1819!

#Pacifista #Abolicionista #transgênero

Defendia a simplicidade no vestuário e no estilo de vida. Criade em uma casa estrita de Quacker em Rhode Island. Depois de uma experiência de quase morte quando jovem, Jemima mudou seu nome para Publick Universal Friend. Eles pararam de usar pronomes de gênero, pois passaram a acreditar que não eram homens nem mulheres. Em 1783, o Publick Universal Friend fundou a Sociedade de Amigos Universais, logo conquistando muitos seguidores. Considerade como uma figura messiânica por muitos. A missão deles era pregar para um "mundo perdido, culpado, fofoqueiro e moribundo". Publick Universal Friend enfatizou um estilo de vida de abstinência sexual e amizade com todos. Em 1788, fundaram uma comunidade utópica perto de Seneca Lake, Nova York. A casa do Publick Universal Friend em Jerusalém, Nova York, ainda está de pé. Nasceu em Cumberland, Rhode Island. Morreu perto da atual Penn Yan, Nova York.

~ Da série de heróis do movimento matriarcal menonita.


Inez Milholland

 



Em 25 de novembro de 1916, Inez Milholland morreu. Nascida em 6 de agosto de 1886.

#Sufragista #Pacifista #Socialista #Ativista antiguerra. #Advogada trabalhista. Advogada da reforma penitenciária. Membro da NAACP. Nascida em Brooklyn, Nova York. Morreu inesperadamente enquanto falava em Los Angeles, Califórnia. Enterrada no cemitério de Lewis, Lewis (Condado de Essex), Nova York. (Foto: Alice Paul e outros sufragistas no túmulo de Inez.)

~ Da série de cemitérios dos heróis do movimento matriarcal menonita.


Sarah Moore Grimke

 



Sarah Moore Grimke (26 de novembro de 1792 - 23 de dezembro de 1873)!

#Quacker #Pacifista #Sufragista #Abolicionista #Autora de "Cartas sobre a igualdade dos sexos e a condição das mulheres", publicado primeiro em jornais e depois publicados em forma de livro em 1838. Sarah trabalhou em estreita colaboração com sua irmã Angelina em uma série de questões sociais. Nasceu em Charleston, Carolina do Sul. Morreu em Hyde Park, Massachusetts. Enterrada no cemitério Mount Hope, Mattapan, Massachusetts.

~ Da série de heróis do movimento matriarcal menonita.


Mary Edwards Walker

 


Mary Edwards Walker (26 de novembro de 1832 - 21 de fevereiro de 1919)!

#Abolicionista #Sufragista #Médica #Escritora #Conferencista #Ativista de temperança.

Advogava pela reforma do vestuário, opondo-se aos estilos restritivos da moda feminina. Ela preferia usar roupas masculinas, muitas vezes incluindo uma cartola. Presa várias vezes por "se passar por um homem". Nasceu e morreu em Oswego, Nova York. Enterrada no cemitério rural, Oswego.

~ Da série de heróis do movimento matriarcal menonita.


Sojourner Truth

 



Em 26 de novembro de 1883, Sojourner Truth morreu. (A data de nascimento é desconhecida, mas acredita-se que tenha sido por volta de 1797. Seu nome de nascimento era Isabella Baumfree.)

#Metodista #Abolicionista #Pregadora itinerante #Conferencista

Mais tarde adventista do sétimo dia. Autora de "A Narrativa da Verdade Sojourner: Uma Escrava do Norte" (1850). Nascida em Swartekill, Ulster County, Nova York. Morreu em sua casa em Battle Creek, Michigan. Enterrada no cemitério de Oak Hill, Battle Creek.

~ Da série de cemitérios dos heróis do movimento matriarcal menonita.


Suficiente

 


Às vezes tropeçamos na vida,
nas escolhas, nas relações.
Pessoas que amamos, que queremos bem
e que nos maltratam, vivem em seus mundos narcisistas
e o que não lhes diz respeito tratam com desprezo.

Nossas vidas não dizem respeito
aos interesses narcisistas.
Não há espaço, não há partilha,
não há interesse, preocupação.
Só culpa, acusação.

Outras vezes tropeçamos nas palavras
e tentamos ajudar mostrando os fatos.
Mas as pessoas não querem a verdade,
pois quando o assunto é falar mal dos inimigos
vale tudo, até a mentira, até a manipulação das notícias.

Porque a verdade não interessa às pessoas,
o que lhes interessa é a conveniência das narrativas.
Uma narrativa que esconda quem segura as cordas das marionetes
mas que exponha o inimigo da vez, é suficiente, dá ibope, compartilhamento.
Pra que checar a veracidade da notícia se a manchete ferve meu sangue acusador?
Ainda que se tenha razão em mostrar a sujeira,
vale tudo - até a mentira - na exposição?

E seguimos tropeçando,
nas relações, nas palavras, no sentido,
e não sabemos rir de nós mesmos,
não sabemos admitir nossas incoerências,
e ainda nos julgamos os certos na história,
não importa quantos malabarismos façamos
pra provar nossa posição.

E buscamos contatos pra tirar deles proveito,
e vendemos mercadorias, orações, pra mostrar que nos importamos com a necessidade alheia,
e compartilhamos um pouco daqui, um pouco dali,
sem nunca pensar criticamente se há coerência nas diferentes fontes de onde bebemos nossa vida, nosso discurso.

E prometemos mundos e fundos
e ai de quem nos cobrar,
a culpa, a ansiedade, o problema é do outro,
porque nos acostumamos a prometer o que não sabemos
se vamos conseguir cumprir,
e desprezamos o coração do outro, imprimindo-lhes falsa esperança.


E perguntamos se o outro está bem,
se está precisando de alguma coisa,
somente quando temos um pedido a fazer.
E oferecemos solidariedade em troca de uma foto,
uma postagem, um vídeo, e assim justificamos a construção de nossa imagem sobre a dor alheia, sobre as pautas do momento.

E esquecemos que somos gente, que lidamos com gente, que a vida precisa ser leve, porque senão sufoca, e nos mata aos poucos.
E se perdemos a paciência, somos intolerantes, cancelados, inade...
não, não uso mais esse termo, porque agora tem dono,
e não mais somos livres com as palavras.
Porque podemos ser confundidos com as incoerências e os abusos da vida, e seguimos...

Mas quem não sabe ler a vida, não lê livros,
e não sabe interpretar as estações,
nem os textos,
nem as postagens,
apenas compartilham
sem pensar, sem analisar, sem pesquisar.
nem medir as incoerências,
apenas condena insensatamente
e continua tolerando o intolerável:
os jogos de poder, os financiamentos estrangeiros colonizadores, os interesses das instituições, a política partidária, a mídia que alimenta a mentira, os nomes dados aos bois errados - usando notícias falaciosas e manchetes escandalosas - para atacar um poder corrupto, mas escondendo a própria corrupção, escondendo aqueles que fazem suas costas quentes.

E depois viramos os loucos, assombrados por nossa própria história, como se o pensamento crítico não fosse influenciado pelas leituras de livros e de mundo que fazemos.

Por isso, não vale a pena falar mal do 'The Send', por exemplo, se seu interesse é jogar a responsabilidade em quem você quer atingir, e não em que é devido. Não adianta querer lacrar com postagens usando hebraico, usando pautas LGBTQIA+ ou feministas, se o abuso nasce no seu coração, se ainda se acha detentor de alguma coisa.
Não adianta compartilhar informação verdadeira misturada com a falsa, e continuar disseminando a mentira, por ser conveniente.

A fama, o poder, a mentira, o jogo de interesses e a máquina das instituições são o chão da opressão que assola as pessoas. Jogar esse jogo é alimentar o monstro, independente de seu discurso decolonial.


Não, não há neutralidade, não há opção.
Estamos aqui, e resta-nos viver.
Então, me debrucei nessas linhas para dizer - a quem leu até aqui - que é preciso pensar, ainda que doa, é preciso encarar quem somos e parar de achar que conseguimos enganar.
As máscaras não duram para sempre.
Um dia fecharemos os olhos de uma vez por todas
e o que ficará é nossa lembrança e nossa história no coração de quem nos ama.
E isso é suficiente.

Angela Natel

Leitura da semana: trecho de "Variações sobre a vida e a morte", de Rube...

Publick Universal Friend

 



Publick Universal Friend (nome de nascimento: Jemima Wilkinson) - 29 de novembro de 1752 - 1 de julho de 1819!

#Pacifista #Abolicionista #transgênero

Defendia a simplicidade no vestuário e no estilo de vida. Criade em uma casa estrita de Quacker em Rhode Island. Depois de uma experiência de quase morte quando jovem, Jemima mudou seu nome para Publick Universal Friend. Eles pararam de usar pronomes de gênero, pois passaram a acreditar que não eram homens nem mulheres. Em 1783, o Publick Universal Friend fundou a Sociedade de Amigos Universais, logo conquistando muitos seguidores. Considerade como uma figura messiânica por muitos. A missão deles era pregar para um "mundo perdido, culpado, fofoqueiro e moribundo". Publick Universal Friend enfatizou um estilo de vida de abstinência sexual e amizade com todos. Em 1788, fundaram uma comunidade utópica perto de Seneca Lake, Nova York. A casa do Publick Universal Friend em Jerusalém, Nova York, ainda está de pé. Nasceu em Cumberland, Rhode Island. Morreu perto da atual Penn Yan, Nova York.

~ Da série de heróis do movimento matriarcal menonita.