terça-feira, 28 de abril de 2015

28 de Abril: Dia Internacional da Educação


28 de Abril: Dia Internacional da Educação - onde estiver, é nisso que estou envolvida: seja aqui em Brasília, seja em Curitiba, Moçambique, etc.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Rótulos e Estigmas




Já lhe aconteceu alguma vez de ouvir o nome de alguém e imediatamente junto a este nome lhe vir à mente toda uma ideologia, ideia, causa ou movimento a que este nome possa estar associado? 
E já lhe aconteceu de, por causa desta associação de inúmeros conceitos a determinada pessoa você, ao apenas ouvir este nome se posicionou na defensiva (ou ofensiva) contra o que pudesse ser mencionado a seguir?

É o típico caso de preconceito. Sim, preconceito pois, independentemente da postura que uma pessoa assuma a respeito de determinado assunto, somos seres dinâmicos e passíveis de mudanças, a qualquer momento. 

Qualquer rótulo ou estigma que se lance sobre alguém acaba por cimenta-la debaixo de ideias que, na verdade, sofrem variações constantemente.

Uma postura como essa só nos impede de aprender com o outro e nos coloca numa posição de tirania em relação ao próximo, já que nos damos o direito de determinar os traços principais através dos quais as pessoas são identificadas.

É por isso que por vezes me encontro a ignorar certos comentários, a fim de não me machucar tanto com esses juízos de valor que fazem a meu respeito. 
Não importa o quanto alguém me conheça, nenhuma pessoa tem o direito de me sintetizar em uma palavra, um rótulo, um estigma. 

Tenho tentado, por isso, me policiar nesse sentido e, quando ouço o nome de alguém, tentar não concentrar meu pensamento somente naquilo que sei a respeito dessa pessoa, mas me abrir para as novas possibilidades que ela tem a me oferecer. 

Sente-se desafiado nisso, também? 

Angela Natel (abril/2015)

domingo, 19 de abril de 2015

Muito mais do que um dia do Índio


Angústia

A angústia da minh’alma
derramo agora nestas linhas
choro, tristeza e pesar.

Ainda que os caminhos
e as possibilidades apareçam,
choro, tristeza e pesar.

Me vejo cercada de limitações
físicas, financeiras e emocionais,
é incerto o meu caminho.

Para toda chance, uma dificuldade,
para toda porta, uma grade,
é incerto meu caminho.

O desrespeito de quem está perto,
o desprezo de quem diz me amar,
palavras vazias ao vento.

São promessas não cumpridas,
cobranças que lembram que estou a sobrar,
palavras vazias ao vento.

Sou peso para uns,
incômodo para outros,
sem possibilidades de sair.

A dependência que escraviza,
a incompreensão que limita,
sem possibilidades de sair.

Fazem suposições sem perguntar,
calam sem querer dialogar,
são lágrimas que sufocam.

Exigem respeito sem respeitar,
oram a Deus sem amar, 
são lágrimas que sufocam.

Por isso ainda que eu estude,
ensine, escreva e produza,
sem chances de seguir adiante.

Segurança que falta,
não posso ficar, não tenho onde ir,
sem chances de seguir adiante.

Assim, querido leitor,
a angústia que se vê nestas linhas
mostra meu coração partido.

Por fim compartilho esta dor
já que a falta de amor
é a causa deste coração partido.

Angela Natel - 19/04/2015

quarta-feira, 15 de abril de 2015

28 de Abril: Dia Internacional da Educação


28 de Abril: Dia Internacional da Educação - onde estiver, é nisso que estou envolvida: seja aqui em Brasília, seja em Curitiba, Moçambique, etc.

Rótulos e Estigmas




Já lhe aconteceu alguma vez de ouvir o nome de alguém e imediatamente junto a este nome lhe vir à mente toda uma ideologia, ideia, causa ou movimento a que este nome possa estar associado? 
E já lhe aconteceu de, por causa desta associação de inúmeros conceitos a determinada pessoa você, ao apenas ouvir este nome se posicionou na defensiva (ou ofensiva) contra o que pudesse ser mencionado a seguir?

É o típico caso de preconceito. Sim, preconceito pois, independentemente da postura que uma pessoa assuma a respeito de determinado assunto, somos seres dinâmicos e passíveis de mudanças, a qualquer momento. 

Qualquer rótulo ou estigma que se lance sobre alguém acaba por cimenta-la debaixo de ideias que, na verdade, sofrem variações constantemente.

Uma postura como essa só nos impede de aprender com o outro e nos coloca numa posição de tirania em relação ao próximo, já que nos damos o direito de determinar os traços principais através dos quais as pessoas são identificadas.

É por isso que por vezes me encontro a ignorar certos comentários, a fim de não me machucar tanto com esses juízos de valor que fazem a meu respeito. 
Não importa o quanto alguém me conheça, nenhuma pessoa tem o direito de me sintetizar em uma palavra, um rótulo, um estigma. 

Tenho tentado, por isso, me policiar nesse sentido e, quando ouço o nome de alguém, tentar não concentrar meu pensamento somente naquilo que sei a respeito dessa pessoa, mas me abrir para as novas possibilidades que ela tem a me oferecer. 

Sente-se desafiado nisso, também? 

Angela Natel (abril/2015)

Muito mais do que um dia do Índio


Angústia

A angústia da minh’alma
derramo agora nestas linhas
choro, tristeza e pesar.

Ainda que os caminhos
e as possibilidades apareçam,
choro, tristeza e pesar.

Me vejo cercada de limitações
físicas, financeiras e emocionais,
é incerto o meu caminho.

Para toda chance, uma dificuldade,
para toda porta, uma grade,
é incerto meu caminho.

O desrespeito de quem está perto,
o desprezo de quem diz me amar,
palavras vazias ao vento.

São promessas não cumpridas,
cobranças que lembram que estou a sobrar,
palavras vazias ao vento.

Sou peso para uns,
incômodo para outros,
sem possibilidades de sair.

A dependência que escraviza,
a incompreensão que limita,
sem possibilidades de sair.

Fazem suposições sem perguntar,
calam sem querer dialogar,
são lágrimas que sufocam.

Exigem respeito sem respeitar,
oram a Deus sem amar, 
são lágrimas que sufocam.

Por isso ainda que eu estude,
ensine, escreva e produza,
sem chances de seguir adiante.

Segurança que falta,
não posso ficar, não tenho onde ir,
sem chances de seguir adiante.

Assim, querido leitor,
a angústia que se vê nestas linhas
mostra meu coração partido.

Por fim compartilho esta dor
já que a falta de amor
é a causa deste coração partido.

Angela Natel - 19/04/2015

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