terça-feira, 27 de outubro de 2026

Pré história egípcia

 



Estatueta egípcia de terracota representando uma figura feminina.

Segundo Período Intermediário, dinastias XV-XVII, 1640-1532 AEC.

A figura, representada em pé e nua — exceto por um saiote decorado com quatro fileiras de linhas profundamente incisas —, apresenta os braços cruzados sobre o abdômen e o umbigo demarcado. Exibe dois pares de braceletes nos pulsos; seus longos cabelos são detalhados com círculos incisos e presos por uma faixa. Vestígios de policromia encontram-se preservados por toda a peça.

Altura: 17,2 cm

A autora e pesquisadora de estudos femininos Doris Wolf — conhecida, por exemplo, pelo livro *O que havia antes dos faraós: A descoberta das ancestrais femininas do Egito* (*Was war vor den Pharaonen – Die Entdeckung der Urmütter Ägyptens*) — dedicou décadas pesquisando esse tema:

“Na década de 1990, e até mais tarde — após anos de intensa pesquisa própria —, eu não conseguia acreditar que não houvesse nada de novo na literatura acadêmica sobre a pré-história do Egito. O Instituto de Egiptologia de Zurique, de orientação patriarcal, também não era o lugar onde eu deveria procurar. No Instituto Alemão, os dois senhores presentes riram na minha cara, perguntando: ‘Que pré-história é essa que você está procurando?’. ‘A pré-história egípcia’, respondi, ‘já que estamos aqui’. Eles riram da minha pergunta e negaram: ‘Não, isso não existe’.

Segui para o Instituto Francês: lá também, deparei-me com total incompreensão ao perguntar sobre a “pré-história egípcia” (“préhistoire égyptienne”). Até que alguém se lembrou de um arqueólogo francês, o Sr. Fernand Debono — um senhor idoso que vivia em Heliópolis —, que, ao que se sabia, havia se dedicado ao assunto. O interesse inesperado de uma mulher suíça pela pré-história egípcia foi uma grande surpresa para o Sr. Debono. Na verdade, ninguém se interessava por isso. Nosso encontro foi gratificante e enriquecedor para ambos. Mais tarde, confirmei que a pré-história egípcia havia sido deixada de lado, arquivada e esquecida desde a morte de seus pioneiros — como o arqueólogo Flinders Petrie e sua equipe, e especialmente Elise Baumgartel, arqueóloga que fugiu da Áustria para Londres para escapar dos nazistas.”

Saiba mais em seu blog: doriswolf.com

Sobre mim e meu trabalho: acesse o link da Bio - https://linktr.ee/angelanatel


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Pré história egípcia

 



Estatueta egípcia de terracota representando uma figura feminina.

Segundo Período Intermediário, dinastias XV-XVII, 1640-1532 AEC.

A figura, representada em pé e nua — exceto por um saiote decorado com quatro fileiras de linhas profundamente incisas —, apresenta os braços cruzados sobre o abdômen e o umbigo demarcado. Exibe dois pares de braceletes nos pulsos; seus longos cabelos são detalhados com círculos incisos e presos por uma faixa. Vestígios de policromia encontram-se preservados por toda a peça.

Altura: 17,2 cm

A autora e pesquisadora de estudos femininos Doris Wolf — conhecida, por exemplo, pelo livro *O que havia antes dos faraós: A descoberta das ancestrais femininas do Egito* (*Was war vor den Pharaonen – Die Entdeckung der Urmütter Ägyptens*) — dedicou décadas pesquisando esse tema:

“Na década de 1990, e até mais tarde — após anos de intensa pesquisa própria —, eu não conseguia acreditar que não houvesse nada de novo na literatura acadêmica sobre a pré-história do Egito. O Instituto de Egiptologia de Zurique, de orientação patriarcal, também não era o lugar onde eu deveria procurar. No Instituto Alemão, os dois senhores presentes riram na minha cara, perguntando: ‘Que pré-história é essa que você está procurando?’. ‘A pré-história egípcia’, respondi, ‘já que estamos aqui’. Eles riram da minha pergunta e negaram: ‘Não, isso não existe’.

Segui para o Instituto Francês: lá também, deparei-me com total incompreensão ao perguntar sobre a “pré-história egípcia” (“préhistoire égyptienne”). Até que alguém se lembrou de um arqueólogo francês, o Sr. Fernand Debono — um senhor idoso que vivia em Heliópolis —, que, ao que se sabia, havia se dedicado ao assunto. O interesse inesperado de uma mulher suíça pela pré-história egípcia foi uma grande surpresa para o Sr. Debono. Na verdade, ninguém se interessava por isso. Nosso encontro foi gratificante e enriquecedor para ambos. Mais tarde, confirmei que a pré-história egípcia havia sido deixada de lado, arquivada e esquecida desde a morte de seus pioneiros — como o arqueólogo Flinders Petrie e sua equipe, e especialmente Elise Baumgartel, arqueóloga que fugiu da Áustria para Londres para escapar dos nazistas.”

Saiba mais em seu blog: doriswolf.com

Sobre mim e meu trabalho: acesse o link da Bio - https://linktr.ee/angelanatel