Asherah
como Árvore: o *pithos* de Kuntillet 'Ajrud com a célebre inscrição "Yah
de Teman e sua Asherah". Essa descoberta no Sinai, juntamente com outra
inscrição referente a Asherah em Khirbet el-Qom, finalmente rompeu com a longa
insistência doutrinária no monoteísmo durante o período inicial de Israel e
Judá. A imagem, combinada com a inscrição que nomeia essa Deusa, é extremamente
poderosa. Alguns estudiosos argumentam que a *Asheratu* da inscrição — e as
*asheroth*/*asherim* da Bíblia — referem-se apenas a um pilar ritual, e não à Deusa.
No entanto, visto que o pilar recebe o nome da Deusa e vários profetas se
insurgiram contra ambos, essa interpretação minimalista tem pouco a seu favor,
exceto a manutenção do dogma de que os israelitas e judaítas não tinham
qualquer relação com uma Deusa. E essa afirmação entra em conflito com o
testemunho dos livros de Reis e Crônicas. O registro arqueológico também revela
a sobreposição da Deusa/Árvore ladeada por íbexes ou cabras em posição
rampante. E mais: o Jarro de Laquish, encontrado em um templo Palestino/cananeu
por volta de 1500 AEC., coloca uma vulva nessa posição central. Uma taça do
mesmo santuário conecta todos esses elementos de forma ainda mais dramática,
apresentando uma *menorah* entre os animais com chifres e confirmando a ligação
com a Deusa por meio de uma inscrição que identifica a taça como "uma
oferta derramada para Elat". Como aponta Joanna Stuckey: "a palavra
para Deusa, *Elat*, está posicionada exatamente sobre uma das árvores
estilizadas", pois também designa o termo hebraico para terebinto - Elat.
As descrições das *menorot* na Bíblia não deixam dúvidas de que elas
representam a Árvore sagrada e se relacionam com a Deusa..
Saiba mais
em minha tese de doutorado – https://angelanatel.wordpress.com/2025/02/25/pre-venda-do-livro-de-asherah-a-lo-ruchamah-tese-de-doutorado-de-angela-natel/
Saiba mais
no Curso: “Zacarias: a expulsão da Deusa e o silenciamento profético”.
Para
informações e inscrição:

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