Asherah era a Deusa Palestina, a Mãe de Todos os
Deuses. Muito se sabe sobre ela a partir das tábuas de Ugarit, que datam do
século XIV AEC. Ela era a consorte do Deus supremo, El, daí seu nome
alternativo, Elath, a Deusa. As Divindades do antigo sudoeste Asiático
geralmente têm dois nomes, ou melhor, um nome e um título, e são conhecidas por
qualquer um deles. O paralelismo que caracteriza a poesia das línguas semíticas
pode ser a razão para a perpetuação desse hábito, senão sua origem, como se vê:
“Ele clama a Asherah e seus filhos,
A Elath e à companhia de sua descendência.”
Asherah também é mencionada nas cartas de Amarna, do
Egito do século XIV AEC. São registros de relatórios e correspondências de
oficiais e emissários egípcios fora do país, sendo, portanto, um recurso
importante. As cartas deixam claro que seus adoradores se consideravam seus
“escravos”. Até hoje, os cristãos aceitam que são “escravos” de Deus, embora
traduzam erroneamente o termo grego para “escravos” como “servos”.
Asherah era, então, uma Deusa conhecida em todo o
Crescente Fértil. Os tradutores da Bíblia King James, no século XVII, ocultaram
completamente a Deusa da vista dos fiéis, traduzindo “Asherah” como “bosque”. Os
tradutores da Bíblia em geral reproduzem essa censura em suas traduções para o
português. Juízes 3:7 admite que Baal e Asherah eram adorados em Israel. A Deusa
Asherah é mencionada quarenta vezes na Bíblia Hebraica, o que os cristãos
chamam de antigo Testamento, em sua língua original.
Saiba mais em minha tese de doutorado ~ https://angelanatel.wordpress.com/2025/02/25/pre-venda-do-livro-de-asherah-a-lo-ruchamah-tese-de-doutorado-de-angela-natel/

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