Diversas passagens da Bíblia
Hebraica descrevem Asherot (Asherahs) sendo construídas, demolidas ou
arrancadas. De fato, cada localidade tinha seu santuário dedicado à Deusa e,
sem dúvida, apresentava peculiaridades locais, de modo que lemos nas cartas de
Amarna sobre a “Asherah daqui” e a “Asherah de lá”, algumas das quais poderiam
ter sido troncos de árvores ainda enraizados na terra, outras erguidas sob
árvores e outras ainda em “lugares altos”. Em Juízes 6:25,28 se diz que elas
também ficavam ao lado dos altares de Baal, sugerindo que Asherah tinha alguma
relação com Baal, como nos mitos ugaríticos ela era mãe de Baal, e 2 Reis 21:7
e 23:6 admitem que elas ficavam no templo de Jerusalém. Nenhuma dessas Asherahs
sobreviveu, porque foram deliberadamente destruídas pelos sacerdotes da escola
de Esdras e seus sucessores. Mas as estatuetas de terracota provavelmente são
modelos domésticos das Asherahs em tamanho real, então podemos ter uma ideia
delas.
Um texto acadiano do século XV
AEC. fala de um “mago de Asherah” prevendo o futuro, e em minha tese de
doutorado demonstro que fígados de animais eram ofertas para Asherah em Ugarit,
então Asherah pode ter tido uma reputação ligada à divinação.
Saiba mais em minha tese de
doutorado - https://angelanatel.wordpress.com/2025/02/25/pre-venda-do-livro-de-asherah-a-lo-ruchamah-tese-de-doutorado-de-angela-natel/
Saiba mais sobre divinação
através de fígados de animais nas lives sobre Semiótica e arqueologia na sequência
da playlist Rituais de Guerra: o corpo e a violência na Mesopotâmia - https://www.youtube.com/watch?v=lupnXdG23pw&list=PLRrzcVW8BygGQg-WFaYiXF2KtS4dfAHbQ

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