Allat, também grafada como Allatu, Alilat, Allāt e al-Lāt
(em árabe: اللات, pronunciado [ælˈlæːt]), é o nome de uma Deusa venerada na
Arábia pré-islâmica. Juntamente com Manāt e al-‘Uzzá, ela era uma das três
principais Deusas de Meca. Seu nome, que em árabe significa "Deusa",
parece indicar que ela era a consorte pré-islâmica de Allah e, portanto, o
equivalente árabe de Elat ou Asherah, a consorte tradicional do Deus El. Ela
também era venerada em Cartago sob o nome de Allatu. Os nabateus de Petra e o
povo de Hatra também a cultuavam, equiparando-a às Deusas gregas Atena e Tique
e à romana Minerva. Ela é frequentemente chamada de "a Grande Deusa"
em inscrições gregas multilíngues. Segundo Wellhausen, os nabateus acreditavam
que al-Lāt era a mãe de Hubal (e, portanto, a sogra de Manāt). No Alcorão, ela
é mencionada juntamente com al-‘Uzzá e Manāt na Sura 53:19–23. A tribo de ʿād
de Iram dos Pilares também é mencionada na Sura 89:5–8, e evidências
arqueológicas de Iram mostram inúmeras inscrições dedicadas a ela para a
proteção de um povo com esse nome. Sua custódia estava nas mãos dos Banū Attāb
ibn Mālik de Thaqīf, que construíram um edifício em sua homenagem. Os
coraixitas, assim como todos os árabes, veneravam al-Lāt. Eles também
costumavam dar aos seus filhos o nome dela, chamando-os de Zayd al-Lāt e Taym
al-Lāt. [...] Al-Lāt continuou a ser venerada até que os Thaqīf abraçaram o
Islã, quando o Profeta enviou al-Mughīrah ibn-Shu‘bah, que a destruiu e
incendiou seu templo até o chão.
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Sabedoria, Shechinah e Allat: metamorfoses divinas. - https://www.youtube.com/watch?v=bvF_kuhUUos

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