quinta-feira, 12 de março de 2026

Palestina

 



A existência histórica da Palestina não é uma invenção moderna, mas uma realidade geográfica e cultural milenar, anterior ao atual conflito com Israel. O próprio nome da região permanece como um testemunho indelével do seu passado. A partir do século XII AEC., os filisteus — chamados Peleshet em hebraico — estabeleceram-se na costa sul de Canaã, dando origem a um termo que perduraria. Os antigos egípcios já registravam esse povo como Peleset e, com o tempo, o nome foi transmitido aos seus conquistadores: para os assírios, era Palastu e, para os gregos, Palaistine. Longe de ser uma terra sem identidade, era uma encruzilhada conhecida por todos, cujo nome refletia sua população e território distintos.

A continuidade histórica da Palestina consolidou-se com o Império Romano. Após a repressão da revolta de Bar Kokhba no século II EC., os romanos renomearam a província da Judeia e Síria para Palestina, um ato administrativo que, ironicamente, formalizou e perpetuou o nome clássico da região. Este termo não era novo, mas sim a latinização de uma herança grega milenar. Durante séculos, sob o domínio bizantino e, posteriormente, islâmico, a região foi conhecida como Jund Filastin (o distrito militar da Palestina), demonstrando que o nome e a consciência da região como uma entidade distinta permaneceram vivos, administrados e reconhecidos por sucessivos impérios, muito antes da ascensão do sionismo político.

Quando o Mandato Britânico estabeleceu a "Palestina" no século XX, não criou uma nova entidade, mas sim reconheceu um nome com mais de três milênios de história. A narrativa de Israel apaga esse passado para justificar uma expansão territorial que entra em conflito com as evidências: o próprio nome Palestina — transmitido por egípcios, assírios, gregos, romanos, árabes e britânicos — é prova irrefutável de suas raízes históricas e de um povo que habitava aquela terra muito antes dos projetos coloniais do século XX.

Saiba mais na playlist A invenção do antigo Israel - https://www.youtube.com/watch?v=y5LCwK6czik&list=PLRrzcVW8BygHSKQbBIMO6am7zj9tx2D_D


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Palestina

 



A existência histórica da Palestina não é uma invenção moderna, mas uma realidade geográfica e cultural milenar, anterior ao atual conflito com Israel. O próprio nome da região permanece como um testemunho indelével do seu passado. A partir do século XII AEC., os filisteus — chamados Peleshet em hebraico — estabeleceram-se na costa sul de Canaã, dando origem a um termo que perduraria. Os antigos egípcios já registravam esse povo como Peleset e, com o tempo, o nome foi transmitido aos seus conquistadores: para os assírios, era Palastu e, para os gregos, Palaistine. Longe de ser uma terra sem identidade, era uma encruzilhada conhecida por todos, cujo nome refletia sua população e território distintos.

A continuidade histórica da Palestina consolidou-se com o Império Romano. Após a repressão da revolta de Bar Kokhba no século II EC., os romanos renomearam a província da Judeia e Síria para Palestina, um ato administrativo que, ironicamente, formalizou e perpetuou o nome clássico da região. Este termo não era novo, mas sim a latinização de uma herança grega milenar. Durante séculos, sob o domínio bizantino e, posteriormente, islâmico, a região foi conhecida como Jund Filastin (o distrito militar da Palestina), demonstrando que o nome e a consciência da região como uma entidade distinta permaneceram vivos, administrados e reconhecidos por sucessivos impérios, muito antes da ascensão do sionismo político.

Quando o Mandato Britânico estabeleceu a "Palestina" no século XX, não criou uma nova entidade, mas sim reconheceu um nome com mais de três milênios de história. A narrativa de Israel apaga esse passado para justificar uma expansão territorial que entra em conflito com as evidências: o próprio nome Palestina — transmitido por egípcios, assírios, gregos, romanos, árabes e britânicos — é prova irrefutável de suas raízes históricas e de um povo que habitava aquela terra muito antes dos projetos coloniais do século XX.

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