sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Hipatia

 



Uma estátua da antiga filósofa alexandrina Hipátia foi erguida na praça do Al-Masa Capital Club, na Cidade da Cultura e das Artes, na Nova Capital Administrativa. Hipatia, filósofa e astrônoma, foi considerada a primeira mulher na história a se destacar como uma renomada matemática – e também a primeira cientista assassinada por extremistas religiosos. Em seu livro “História Eclesiástica”, Sócrates escreveu: “Havia em Alexandria uma mulher chamada Hipátia, filha do filósofo Teon, que alcançou tais feitos na literatura e na ciência que superou em muito todos os filósofos de sua época. Tendo ingressado na escola de Platão e Plotino, ela explicava os princípios da filosofia a seus ouvintes, muitos dos quais vinham de longe para receber seus ensinamentos. Devido à autoconfiança e à desenvoltura que adquirira em consequência do cultivo de sua mente, não raro aparecia em público na presença dos magistrados. Tampouco se sentia constrangida em comparecer perante uma assembleia de homens. Pois todos os homens, por conta de sua extraordinária dignidade e virtude, a admiravam ainda mais.” E sobre seu assassinato, ele escreveu: “Eles a despiram completamente e depois a assassinaram com telhas. Após despedaçarem seu corpo, levaram seus membros mutilados para um lugar chamado Cinaron e lá os queimaram.” Segundo Rosa al-Youssef, a morte de Hipátia marcou o fim de uma era de iluminação intelectual e avanço do conhecimento que Alexandria experimentou por 750 anos. Após seu assassinato, estudiosos fugiram da cidade para Atenas e outros países. A Biblioteca de Alexandria foi vandalizada, seus livros queimados e usados ​​para aquecimento.

Saiba mais no filme Ágora (Alexandria), disponível na biblioteca do curso “Bíblia Hebraica: formação e conteúdo (panorama histórico e literário)” – estudo sobre os textos do Antigo Testamento.

Para informações e inscrição: https://angelanatel.wordpress.com/2022/04/02/curso-biblia-hebraica-formacao-e-conteudo-panorama-historico-e-literario/


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Hipatia

 



Uma estátua da antiga filósofa alexandrina Hipátia foi erguida na praça do Al-Masa Capital Club, na Cidade da Cultura e das Artes, na Nova Capital Administrativa. Hipatia, filósofa e astrônoma, foi considerada a primeira mulher na história a se destacar como uma renomada matemática – e também a primeira cientista assassinada por extremistas religiosos. Em seu livro “História Eclesiástica”, Sócrates escreveu: “Havia em Alexandria uma mulher chamada Hipátia, filha do filósofo Teon, que alcançou tais feitos na literatura e na ciência que superou em muito todos os filósofos de sua época. Tendo ingressado na escola de Platão e Plotino, ela explicava os princípios da filosofia a seus ouvintes, muitos dos quais vinham de longe para receber seus ensinamentos. Devido à autoconfiança e à desenvoltura que adquirira em consequência do cultivo de sua mente, não raro aparecia em público na presença dos magistrados. Tampouco se sentia constrangida em comparecer perante uma assembleia de homens. Pois todos os homens, por conta de sua extraordinária dignidade e virtude, a admiravam ainda mais.” E sobre seu assassinato, ele escreveu: “Eles a despiram completamente e depois a assassinaram com telhas. Após despedaçarem seu corpo, levaram seus membros mutilados para um lugar chamado Cinaron e lá os queimaram.” Segundo Rosa al-Youssef, a morte de Hipátia marcou o fim de uma era de iluminação intelectual e avanço do conhecimento que Alexandria experimentou por 750 anos. Após seu assassinato, estudiosos fugiram da cidade para Atenas e outros países. A Biblioteca de Alexandria foi vandalizada, seus livros queimados e usados ​​para aquecimento.

Saiba mais no filme Ágora (Alexandria), disponível na biblioteca do curso “Bíblia Hebraica: formação e conteúdo (panorama histórico e literário)” – estudo sobre os textos do Antigo Testamento.

Para informações e inscrição: https://angelanatel.wordpress.com/2022/04/02/curso-biblia-hebraica-formacao-e-conteudo-panorama-historico-e-literario/