Uma estátua da antiga filósofa alexandrina Hipátia foi
erguida na praça do Al-Masa Capital Club, na Cidade da Cultura e das Artes, na
Nova Capital Administrativa. Hipatia, filósofa e astrônoma, foi considerada a
primeira mulher na história a se destacar como uma renomada matemática – e
também a primeira cientista assassinada por extremistas religiosos. Em seu
livro “História Eclesiástica”, Sócrates escreveu: “Havia em Alexandria uma
mulher chamada Hipátia, filha do filósofo Teon, que alcançou tais feitos na
literatura e na ciência que superou em muito todos os filósofos de sua época.
Tendo ingressado na escola de Platão e Plotino, ela explicava os princípios da
filosofia a seus ouvintes, muitos dos quais vinham de longe para receber seus
ensinamentos. Devido à autoconfiança e à desenvoltura que adquirira em
consequência do cultivo de sua mente, não raro aparecia em público na presença
dos magistrados. Tampouco se sentia constrangida em comparecer perante uma
assembleia de homens. Pois todos os homens, por conta de sua extraordinária
dignidade e virtude, a admiravam ainda mais.” E sobre seu assassinato, ele
escreveu: “Eles a despiram completamente e depois a assassinaram com telhas.
Após despedaçarem seu corpo, levaram seus membros mutilados para um lugar
chamado Cinaron e lá os queimaram.” Segundo Rosa al-Youssef, a morte de Hipátia
marcou o fim de uma era de iluminação intelectual e avanço do conhecimento que
Alexandria experimentou por 750 anos. Após seu assassinato, estudiosos fugiram
da cidade para Atenas e outros países. A Biblioteca de Alexandria foi
vandalizada, seus livros queimados e usados para aquecimento.
Saiba mais no filme Ágora (Alexandria), disponível na biblioteca
do curso “Bíblia Hebraica: formação e conteúdo (panorama histórico e
literário)” – estudo sobre os textos do Antigo Testamento.
Para informações e inscrição: https://angelanatel.wordpress.com/2022/04/02/curso-biblia-hebraica-formacao-e-conteudo-panorama-historico-e-literario/

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