Tirei a roupa africana
me virei feito cigana
sem saber onde parar.
Tirei a roupa missionária
depois de cinco malárias
que afinaram meu andar.
Tirei a roupa de esposa
pois casei com uma raposa
que só me fez chorar.
Tirei a roupa da Igreja
antes que eu veja
alguém me manipular.
Tirei a roupa da independência
enrolei-me na carência
prá na rotina me jogar.
Tirei a roupa dessa busca
porque elogio só me custa
dor e constante pesar.
Agora eu tiro a última peça
antes que qualquer um me peça
prá uma vida normal eu levar.
(Angela Natel - 29/05/2012)
quinta-feira, 31 de maio de 2012
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Nudez
Tirei a roupa africana
me virei feito cigana
sem saber onde parar.
Tirei a roupa missionária
depois de cinco malárias
que afinaram meu andar.
Tirei a roupa de esposa
pois casei com uma raposa
que só me fez chorar.
Tirei a roupa da Igreja
antes que eu veja
alguém me manipular.
Tirei a roupa da independência
enrolei-me na carência
prá na rotina me jogar.
Tirei a roupa dessa busca
porque elogio só me custa
dor e constante pesar.
Agora eu tiro a última peça
antes que qualquer um me peça
prá uma vida normal eu levar.
(Angela Natel - 29/05/2012)
me virei feito cigana
sem saber onde parar.
Tirei a roupa missionária
depois de cinco malárias
que afinaram meu andar.
Tirei a roupa de esposa
pois casei com uma raposa
que só me fez chorar.
Tirei a roupa da Igreja
antes que eu veja
alguém me manipular.
Tirei a roupa da independência
enrolei-me na carência
prá na rotina me jogar.
Tirei a roupa dessa busca
porque elogio só me custa
dor e constante pesar.
Agora eu tiro a última peça
antes que qualquer um me peça
prá uma vida normal eu levar.
(Angela Natel - 29/05/2012)
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