terça-feira, 6 de julho de 2010

Sobre a vírgula

Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI
(Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.



Detalhes Adicionais:



SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.



* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Cala boca Veja



A era do grunhido

Flavio Gomes

O Brasil tem uma revista semanal, “Veja”, que se considera a maior do país. Deve até ser mesmo, sei lá quais são os critérios, não sei quantos leitores tem, quanto fatura, não me interessa. Deixei de assinar essa porcaria anos atrás, já não me lembro se por algum motivo específico, ou se foi, apenas, porque um dia peguei na porta de casa e me espantei: eu ainda gasto dinheiro com esta merda?


Tal revista perdeu a relevância, para estabelecer um marco, depois da queda de Collor de Mello. Naqueles anos de impeachment, as semanais deram vários furos, foram importantes, descobriram coisas. Depois, sumiram. Hoje, a “Veja” é reduto de uns caras chiliquentos como Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes. “Ah, você não lê, como sabe?”, vai perguntar alguém.


Eu de tudo sei, tudo conheço. Piadinha interna.


Mas não quero falar aqui dessas figuras ridículas que acham que escrevem bem e que se julgam parte de algum grupo de pensadores contemporâneos, já que são cheios de fazer citações by Wikipedia e com elas impressionam seus leitores babacas. O que escrevem e dizem, para não ofender demais, repercute entre eles três e seus leitores babacas, todos compartilhados. Eles detestam o Lula e o PT, e é tudo que conseguem exprimir com sua verborragia enjoativa e padronizada. Mas dali não sai, suas opiniões e ataques histéricos contra o que chamam de esquerda brasileira não têm importância alguma, não produzem eco algum.


Só que a capa da “Veja”, embora a revista seja uma droga indizível, tem importância, sim. Afinal, ela é vista por alguns milhões de pessoas, repousa amarrotada durante meses em mesinhas de consultórios médicos, dentistas e despachantes, e as pessoas a notam nas bancas de jornais, ao lado de mulheres peladas. E algumas pessoas ainda puxam assunto em mesas de bares e restaurantes dizendo “li na ‘Veja’”, e tal. São os “formadores de opinião”. Uau.


E aí aparece aqui na minha frente, no estúdio da rádio, a ”Veja” que foi hoje às bancas. Na capa, “CALA BOCA GALVÃO”, uma foto do narrador da Globo, e está dada a senha para uma pretensa reportagem séria de sete páginas, um “box” e três gráficos sobre o poder do Twitter, motivada por uma bobagem infanto-juvenil que nem os “tuiteiros” levam muito a sério, lançada no dia da abertura da Copa. Aliás, nem o Galvão levou a sério, claro, porque discutir um uma “hashtag” de Twitter é como sugerir um seminário para analisar a musicalidade de uma vuvuzela, ou um congresso sobre comunidades bizarras do Orkut.


Ontem morreu José Saramago. O maior escritor da língua portuguesa mereceu desse semanário indefensável meia página, com uma foto e uma legenda editorializada, porque ”Veja” tem opiniões formadas até sobre índice e numeração de páginas. Diz a legenda: “ESTILO E EQUÍVOCO”, reduzindo Saramago a isso, a alguém que tinha estilo e era equivocado, para atacar as posições políticas e religiosas do escritor, comunista e ateu.


Alguém ser comunista e ateu, para a “Veja”, é algo mais condenável do que estuprar a mãe no tanque. “Ao lado da criação literária, manteve-se sempre ativo, e equivocado, na política”, diz o texto pastoso, que nem assinado foi. Uma pobreza jornalística inacreditável. “Nos países cujos regimes ele defendia, nenhum escritor que ousou discordar teve o luxo de uma morte tranquila”, encerra o autor. Como é que alguém pode escrever uma merda desse tamanho? Será que essa gente não tem vergonha do que coloca no papel?


Pois todas as palavras ditas e escritas por Saramago, capaz de obras-primas da literatura universal como “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, “Ensaio Sobre a Cegueira”, “Todos os Nomes”, “Memorial do Convento”, “Caim”, “Jangada de Pedra”, mereceram da “Veja” meia página, enquanto três palavras bobas espalhadas pelo Twitter foram parar na capa da revista e em sete de suas páginas.


O que mais me atormenta, quando vejo essas coisas, é saber que graças a decisões editoriais como essa, uma babaquice como o “CALA BOCA GALVÃO” assume, diante dos olhos e do julgamento dos retardados que levam tal revista a sério, uma importância bem maior do que a vida e a obra de Saramago.


Saramago pedindo um café a sua esposa tem mais conteúdo, provavelmente, do que todas as edições juntas de “Veja” dos últimos 15 anos. Ele tinha razão, quando falava do Twitter — não se enganem, Saramago tinha até blog, não era um velhote vivendo numa caverna. Numa recente entrevista por e-mail a “O Globo”, disse: “Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”.

Pois a “Veja”, hoje, inaugurou a era do grunhido impresso.


sábado, 3 de julho de 2010

Discipulado

Neste mundo sem perdão

Onde reina a vingança e o temor

Finque uma cruz no coração

E a leve para onde for.

Igreja não é construção

De pedra, massa e cimento

Não vive de celebração

De seu próprio pensamento.

Igreja viva é de carne e sangue

Que ri, que chora e se derrama

Que automaticamente se expande

E ilumina com sua chama.

Prá viver e ser igreja hoje

Seja um discípulo de verdade

Entre fé e vida faça a ponte

E caminhe com honestidade.

Não são necessárias regras

Morrer prá si mesmo é o começo

Como parceiros em novas terras

Viremos o mundo do avesso.

Não tenha medo do sofrimento

É com ele que Deus ensina

A mudar nosso pensamento

E nossa atitude em cada esquina.

A chave do discipulado

É tão somente a obediência

Seremos cúmplices lado a lado

Com mútua influência.

Por isso dos quatro ventos eu chamo

A todo aquele que crê

Seja um discípulo, eu clamo

Não viva mais prá você.

Lioness – 23/06/10.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Cegueira social


Naquela mesa, sempre solitário, sentava-se o velho pedreiro.
Naquela mesa, sempre presente, pedia cachaça e amendoim.
Naquela mesa, sempre cachaça, amendoim e seu João.
Naquela mesa, sempre solidão.

Pobre proletário, escolheu o bar errado para beber.
Pobre noite de João, cachaça, amendoim, solidão.

Cândido João, otimista em ser notado...
Cachaça e amendoim não! Aqui se bebe Whisky!
Não! Aqui não tem espaço pra João!
Triste Solidão...

Naquela chuva, que não caía sempre, caminhava o velho pedreiro.
Naquela chuva, sempre gelada, aquecido estava de cachaça.
Naquela chuva, desistia de tudo o seu João.
Naquela chuva, decidiu beijar a morte!

Pobre proletário, agora morto, escolheu o suicídio.
Pobre noite corriqueira, agora sem João.

Caído João, agora bem notado...
Cachaça, foi a cachaça todos diziam!
Cachaça não! Foi solidão.
Triste inversão.

(Allen Cristhian)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ajude um cristão norte-coreano



"Os cristãos estão mais unidos e dedicados a servir a Cristo. Os itens que vocês nos mandaram são preciosos, e estão ajudando os cristãos a amadurecer na fé. Em nome deles eu agradeço mais uma vez pelas orações e pelo apoio que tantos cristãos, em todo o mundo, têm-nos dado."

Cristão norte-coreano, agradecendo a ajuda enviada pela Portas Abertas

Com R$ 10,00 você ajuda um norte-coreano por meio dos projetos da Portas Abertas Internacional.

Os projetos realizados variam entre distribuição de Bíblias, treinamento de líderes e ajuda material, como remédios. Tudo para que a Igreja do país mais fechado do mundo tenha condições de sobreviver e impactar sua sociedade.
Clique no endereço abaixo e veja como ajudar...

Não aguento mais!!!

13/10/05

Aproveitei uma carona da R. ainda pela manhã e fui ao Extra. Consegui retirar dinheiro e, ao fazer as contas, vi que dava para investir em algo de maior valor, então comprei um celular motorola da Tim. As vendedoras, para minha surpresa, mostraram muito interesse pelo tipo de trabalho que faço e ganhei mais duas amigas.

Fiz as compras básicas, para minhas próximas necessidades e almocei. A R. passou me pegar. Estreei meu celular mandando torpedos pra mãe, pro pai, pra L. e para alguns amigos. Foi massa me comunicar com eles dessa forma (que é mais rápida que pela Internet e mais barata que os telefonemas).

A loucura maior foi à noite, quando passei muito nervoso. A N. inventou de fazer bijouterias na sala (ao lado do meu quarto) até às 5 horas da manhã do dia 14/10 e ainda derrubou um copo de vidro no chão, antes de dormir. Eu não dormi, ouvindo cada “barulhinho” dela (apesar do barulho do meu ventilador). Depois das 5 horas Ela foi dormir, mas eu vi o dia amanhecer e às 6:30 horas decidi levantar.

14/10/05

Lavei roupa depois do café, organizei minhas coisas, mandei torpedos de bom dia para minha família, estendi roupa e li bastante, além de orar.

Fui ao banco depositar dinheiro pra mãe e pro pai, tomei sorvete de chocolate branco e voltei para casa. Almocei e subi para o escritório, onde consegui imprimir as cartas e os envelopes para as igrejas.

À noite, após meu banho, a mãe ligou e marcamos de eu viajar quinta que vem (dia 20) de ônibus, para começar a levar minha mudança de volta a Curitiba, mas chegamos à conclusão que não poderei voltar a morar com o pai e com ela sem um emprego ou uma renda mensal fixa, senão não terei liberdade e viverei novamente oprimida.

Sinto que não posso voltar a ter a vida que eu tinha. Se é para retornar a Curitiba, é para ser, pelo menos, diferente. Mas não posso ficar na missão em época de C. novamente – seria outro inferno.

Meu seguro desemprego pagará a ida e a volta a Curitiba, e ainda terá 100 reais para passar a semana lá. Mas só eu posso retirar esse dinheiro, então o pai tentará me emprestar para a passagem de ida.

Assisti ‘Com mérito’ e ‘O 6º dia’, então fui para casa. Mas, ao perceber que a N. estava de volta às bijouterias, e meus olhos estavam irritados (não só pela noite sem dormir, mas por uma possível conjuntivite), peguei minhas coisas e fui dormir na sala de aula grande, no prédio dos escritórios.

Apesar do chão duro, dormi maravilhosamente bem, numa calmaria só.

Não sei como resolver isso com a N., já que cada vez que tento conversar com ela é mais uma oportunidade que ela tem de me desrespeitar e humilhar. Decidi amá-la apesar de tudo, e pagar o mal com o bem, aconteça o que acontecer. Que falem de mim, que me chamem de louca, isolada, estranha, inferior. O que me importa é o que Deus pensa a meu respeito. Por isso deixei com Ele a situação, e aguardo Sua justiça e Sua misericórdia sobre este lugar e sobre a minha vida.

Sobre a vírgula

Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI
(Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.



Detalhes Adicionais:



SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.



* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...

Cala boca Veja



A era do grunhido

Flavio Gomes

O Brasil tem uma revista semanal, “Veja”, que se considera a maior do país. Deve até ser mesmo, sei lá quais são os critérios, não sei quantos leitores tem, quanto fatura, não me interessa. Deixei de assinar essa porcaria anos atrás, já não me lembro se por algum motivo específico, ou se foi, apenas, porque um dia peguei na porta de casa e me espantei: eu ainda gasto dinheiro com esta merda?


Tal revista perdeu a relevância, para estabelecer um marco, depois da queda de Collor de Mello. Naqueles anos de impeachment, as semanais deram vários furos, foram importantes, descobriram coisas. Depois, sumiram. Hoje, a “Veja” é reduto de uns caras chiliquentos como Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes. “Ah, você não lê, como sabe?”, vai perguntar alguém.


Eu de tudo sei, tudo conheço. Piadinha interna.


Mas não quero falar aqui dessas figuras ridículas que acham que escrevem bem e que se julgam parte de algum grupo de pensadores contemporâneos, já que são cheios de fazer citações by Wikipedia e com elas impressionam seus leitores babacas. O que escrevem e dizem, para não ofender demais, repercute entre eles três e seus leitores babacas, todos compartilhados. Eles detestam o Lula e o PT, e é tudo que conseguem exprimir com sua verborragia enjoativa e padronizada. Mas dali não sai, suas opiniões e ataques histéricos contra o que chamam de esquerda brasileira não têm importância alguma, não produzem eco algum.


Só que a capa da “Veja”, embora a revista seja uma droga indizível, tem importância, sim. Afinal, ela é vista por alguns milhões de pessoas, repousa amarrotada durante meses em mesinhas de consultórios médicos, dentistas e despachantes, e as pessoas a notam nas bancas de jornais, ao lado de mulheres peladas. E algumas pessoas ainda puxam assunto em mesas de bares e restaurantes dizendo “li na ‘Veja’”, e tal. São os “formadores de opinião”. Uau.


E aí aparece aqui na minha frente, no estúdio da rádio, a ”Veja” que foi hoje às bancas. Na capa, “CALA BOCA GALVÃO”, uma foto do narrador da Globo, e está dada a senha para uma pretensa reportagem séria de sete páginas, um “box” e três gráficos sobre o poder do Twitter, motivada por uma bobagem infanto-juvenil que nem os “tuiteiros” levam muito a sério, lançada no dia da abertura da Copa. Aliás, nem o Galvão levou a sério, claro, porque discutir um uma “hashtag” de Twitter é como sugerir um seminário para analisar a musicalidade de uma vuvuzela, ou um congresso sobre comunidades bizarras do Orkut.


Ontem morreu José Saramago. O maior escritor da língua portuguesa mereceu desse semanário indefensável meia página, com uma foto e uma legenda editorializada, porque ”Veja” tem opiniões formadas até sobre índice e numeração de páginas. Diz a legenda: “ESTILO E EQUÍVOCO”, reduzindo Saramago a isso, a alguém que tinha estilo e era equivocado, para atacar as posições políticas e religiosas do escritor, comunista e ateu.


Alguém ser comunista e ateu, para a “Veja”, é algo mais condenável do que estuprar a mãe no tanque. “Ao lado da criação literária, manteve-se sempre ativo, e equivocado, na política”, diz o texto pastoso, que nem assinado foi. Uma pobreza jornalística inacreditável. “Nos países cujos regimes ele defendia, nenhum escritor que ousou discordar teve o luxo de uma morte tranquila”, encerra o autor. Como é que alguém pode escrever uma merda desse tamanho? Será que essa gente não tem vergonha do que coloca no papel?


Pois todas as palavras ditas e escritas por Saramago, capaz de obras-primas da literatura universal como “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, “Ensaio Sobre a Cegueira”, “Todos os Nomes”, “Memorial do Convento”, “Caim”, “Jangada de Pedra”, mereceram da “Veja” meia página, enquanto três palavras bobas espalhadas pelo Twitter foram parar na capa da revista e em sete de suas páginas.


O que mais me atormenta, quando vejo essas coisas, é saber que graças a decisões editoriais como essa, uma babaquice como o “CALA BOCA GALVÃO” assume, diante dos olhos e do julgamento dos retardados que levam tal revista a sério, uma importância bem maior do que a vida e a obra de Saramago.


Saramago pedindo um café a sua esposa tem mais conteúdo, provavelmente, do que todas as edições juntas de “Veja” dos últimos 15 anos. Ele tinha razão, quando falava do Twitter — não se enganem, Saramago tinha até blog, não era um velhote vivendo numa caverna. Numa recente entrevista por e-mail a “O Globo”, disse: “Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”.

Pois a “Veja”, hoje, inaugurou a era do grunhido impresso.


Discipulado

Neste mundo sem perdão

Onde reina a vingança e o temor

Finque uma cruz no coração

E a leve para onde for.

Igreja não é construção

De pedra, massa e cimento

Não vive de celebração

De seu próprio pensamento.

Igreja viva é de carne e sangue

Que ri, que chora e se derrama

Que automaticamente se expande

E ilumina com sua chama.

Prá viver e ser igreja hoje

Seja um discípulo de verdade

Entre fé e vida faça a ponte

E caminhe com honestidade.

Não são necessárias regras

Morrer prá si mesmo é o começo

Como parceiros em novas terras

Viremos o mundo do avesso.

Não tenha medo do sofrimento

É com ele que Deus ensina

A mudar nosso pensamento

E nossa atitude em cada esquina.

A chave do discipulado

É tão somente a obediência

Seremos cúmplices lado a lado

Com mútua influência.

Por isso dos quatro ventos eu chamo

A todo aquele que crê

Seja um discípulo, eu clamo

Não viva mais prá você.

Lioness – 23/06/10.

Cegueira social


Naquela mesa, sempre solitário, sentava-se o velho pedreiro.
Naquela mesa, sempre presente, pedia cachaça e amendoim.
Naquela mesa, sempre cachaça, amendoim e seu João.
Naquela mesa, sempre solidão.

Pobre proletário, escolheu o bar errado para beber.
Pobre noite de João, cachaça, amendoim, solidão.

Cândido João, otimista em ser notado...
Cachaça e amendoim não! Aqui se bebe Whisky!
Não! Aqui não tem espaço pra João!
Triste Solidão...

Naquela chuva, que não caía sempre, caminhava o velho pedreiro.
Naquela chuva, sempre gelada, aquecido estava de cachaça.
Naquela chuva, desistia de tudo o seu João.
Naquela chuva, decidiu beijar a morte!

Pobre proletário, agora morto, escolheu o suicídio.
Pobre noite corriqueira, agora sem João.

Caído João, agora bem notado...
Cachaça, foi a cachaça todos diziam!
Cachaça não! Foi solidão.
Triste inversão.

(Allen Cristhian)

Ajude um cristão norte-coreano



"Os cristãos estão mais unidos e dedicados a servir a Cristo. Os itens que vocês nos mandaram são preciosos, e estão ajudando os cristãos a amadurecer na fé. Em nome deles eu agradeço mais uma vez pelas orações e pelo apoio que tantos cristãos, em todo o mundo, têm-nos dado."

Cristão norte-coreano, agradecendo a ajuda enviada pela Portas Abertas

Com R$ 10,00 você ajuda um norte-coreano por meio dos projetos da Portas Abertas Internacional.

Os projetos realizados variam entre distribuição de Bíblias, treinamento de líderes e ajuda material, como remédios. Tudo para que a Igreja do país mais fechado do mundo tenha condições de sobreviver e impactar sua sociedade.
Clique no endereço abaixo e veja como ajudar...

Não aguento mais!!!

13/10/05

Aproveitei uma carona da R. ainda pela manhã e fui ao Extra. Consegui retirar dinheiro e, ao fazer as contas, vi que dava para investir em algo de maior valor, então comprei um celular motorola da Tim. As vendedoras, para minha surpresa, mostraram muito interesse pelo tipo de trabalho que faço e ganhei mais duas amigas.

Fiz as compras básicas, para minhas próximas necessidades e almocei. A R. passou me pegar. Estreei meu celular mandando torpedos pra mãe, pro pai, pra L. e para alguns amigos. Foi massa me comunicar com eles dessa forma (que é mais rápida que pela Internet e mais barata que os telefonemas).

A loucura maior foi à noite, quando passei muito nervoso. A N. inventou de fazer bijouterias na sala (ao lado do meu quarto) até às 5 horas da manhã do dia 14/10 e ainda derrubou um copo de vidro no chão, antes de dormir. Eu não dormi, ouvindo cada “barulhinho” dela (apesar do barulho do meu ventilador). Depois das 5 horas Ela foi dormir, mas eu vi o dia amanhecer e às 6:30 horas decidi levantar.

14/10/05

Lavei roupa depois do café, organizei minhas coisas, mandei torpedos de bom dia para minha família, estendi roupa e li bastante, além de orar.

Fui ao banco depositar dinheiro pra mãe e pro pai, tomei sorvete de chocolate branco e voltei para casa. Almocei e subi para o escritório, onde consegui imprimir as cartas e os envelopes para as igrejas.

À noite, após meu banho, a mãe ligou e marcamos de eu viajar quinta que vem (dia 20) de ônibus, para começar a levar minha mudança de volta a Curitiba, mas chegamos à conclusão que não poderei voltar a morar com o pai e com ela sem um emprego ou uma renda mensal fixa, senão não terei liberdade e viverei novamente oprimida.

Sinto que não posso voltar a ter a vida que eu tinha. Se é para retornar a Curitiba, é para ser, pelo menos, diferente. Mas não posso ficar na missão em época de C. novamente – seria outro inferno.

Meu seguro desemprego pagará a ida e a volta a Curitiba, e ainda terá 100 reais para passar a semana lá. Mas só eu posso retirar esse dinheiro, então o pai tentará me emprestar para a passagem de ida.

Assisti ‘Com mérito’ e ‘O 6º dia’, então fui para casa. Mas, ao perceber que a N. estava de volta às bijouterias, e meus olhos estavam irritados (não só pela noite sem dormir, mas por uma possível conjuntivite), peguei minhas coisas e fui dormir na sala de aula grande, no prédio dos escritórios.

Apesar do chão duro, dormi maravilhosamente bem, numa calmaria só.

Não sei como resolver isso com a N., já que cada vez que tento conversar com ela é mais uma oportunidade que ela tem de me desrespeitar e humilhar. Decidi amá-la apesar de tudo, e pagar o mal com o bem, aconteça o que acontecer. Que falem de mim, que me chamem de louca, isolada, estranha, inferior. O que me importa é o que Deus pensa a meu respeito. Por isso deixei com Ele a situação, e aguardo Sua justiça e Sua misericórdia sobre este lugar e sobre a minha vida.