terça-feira, 6 de outubro de 2009

Notícias divulgadas de setembro de 2009


“...ele derramou sua vida até a morte, e foi contado entre os transgressores. Pois ele levou o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu.” (Isaías 53:12b)


Saudações, queridos!

Já estamos em Outubro! Como o tempo tem passado rapidamente! Graças a Deus pude aproveitar grandes e preciosas oportunidades neste mês de setembro que passou.

Fui, com minha mãe, a uma consulta com um especialista, e ele diminuiu 2 dos 9 comprimidos diários que precisava tomar. Graças a Deus agora são 7 comprimidos diários, e estou me sentindo muito melhor. Além dos medicamentos, faço pequenas caminhadas diariamente até a faculdade (meia hora) e tenho tentado melhorar minha alimentação, dentro das possibilidades.

Recebo semanalmente algumas marmitas distribuídas por minha Igreja e mensalmente uma cesta básica. Mesmo assim, ainda tenho muitas dificuldades financeiras, pois meus pais é que complementam minha compra mensal e compram os medicamentos – o que se torna difícil de manter. Além disso, ainda tem os livros da faculdade, despesas com higiene e qualquer outra coisa que uma pessoa normal possa ter necessidade. As únicas entradas fixas que tenho são um salário mínimo da JMMI e 100 reais de minha Igreja (estes 100 especificamente para internet).

Nos dias 12 e 13 de setembro fui convidada a visitar e compartilhar um testemunho e divulgação missionária na Igreja Irmãos Menonitas Brasileira de Palmeira, na Igreja Irmãos Menonitas de Witmarsum (grupo de jovens) e na Igreja Evangélica Menonita de Vila Rosa em Palmeira, todas no Paraná. Foi uma grande alegria ficar hospedada com as missionárias A. e L., que trabalham na Associação Menonita de Assistência Social - AMAS.

Uma grande surpresa foi encontrar parte de minha família em Palmeira, um casal de tios-avós a quem eu só tinha visto quando pequena, e de quem eu nem tinha nenhuma lembrança viva. Foi um momento emocionante proporcionado por minhas anfitriãs, que fizeram de tudo para eu me sentir em casa naquela cidade tão bonita, que é Palmeira. Dia 14 de setembro ainda pude conhecer pessoalmente um pouco mais do trabalho da AMAS, antes de voltar a Curitiba.

No dia 19 de setembro visitei a Comunidade Evangélica Novo Alvorecer – CENA, em Curitiba, durante sua 1ª Conferência Missionária, cujo tema foi “E disse-lhes: Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens.” (Mateus 4:19). Lá conheci a Missão APIEIA, que faz um trabalho de abertura de Igrejas, assistência integral a crianças, presos e famílias carentes em Moçambique. Foi maravilhoso contactar mais obreiros neste campo tão carente de ajuda.

Na noite de 19 para 20 de setembro, dei um pouco de trabalho à família que me estava hospedando, pois passei toda a noite com fortíssimas dores de estômago e vômito. Já pela manhã, meu colega missionário em Moçambique, num telefonema, orou por mim e logo em seguida a dor cessou. Foi mais uma das muitas batalhas físicas vencidas em nome de Jesus.

Agora em outubro estarei começando a consultar médicos num posto de saúde recém aberto perto de casa para tentar conseguir um ou dois dos medicamentos contínuos que preciso tomar. Em relação à ajuda do INSS, apesar de meu pai ter pago 10 anos de contribuição para mim, eles negaram o auxílio-doença, mesmo eu tendo comprovantes médicos de minha incapacidade laboral. Mesmo assim marquei nova perícia, mas somente consegui para dezembro.

Por favor, irmãos, orem sobre minhas finanças. Algumas ofertas esporádicas têm entrado, e as igrejas que me recebem têm sido generosas e me ajudado também, e são estas que cobrem despesas básicas, mas peço oração por sabedoria ao administrar tanta necessidade com tão poucos recursos. Peço que orem também porque, apesar do médico dizer que não posso trabalhar, não gostaria de deixar de me envolver com o trabalho missionário em tempo integral, ainda que seja aqui no Brasil.

Com relação ao meu casamento, peço que os irmãos orem para que Deus guarde minhas emoções de todo ataque e sentimento que não venha dEle. São 10 meses aqui no Brasil, 8 meses morando sozinha, e não tem sido fácil, mesmo porque muitas coisas não estão sendo resolvidas muito bem.

Apesar das lutas, Deus tem sido tão bom, e tem cuidado de cada detalhe da minha vida. A faculdade é um lugar de refrigério, porque amo estudar. As aulas me ajudam e me mantém com a mente e, muitas vezes, o dia, ocupada. Tenho publicado diariamente fotos e estudos nos blogs que criei e ainda faço algumas traduções para a JMMI e AEM.

Creio que Jesus, ao se identificar conosco, não veio para nos condenar, mas para nos compreender, e acima de tudo, interceder por nós. Ele é nosso advogado, nEle pomos a nossa esperança. Por isso, sobre Ele lanço todas as minhas ansiedades, cuidados, necessidades. Eu creio que Ele nunca deixará de cuidar de nós.

A Ele seja a glória, a cada dia, em nossas vidas.

Um grande abraço a todos, e muito obrigada por suas orações e seu constante amor demonstrado na prática por mensagens ou apoio financeiro.

Deus os abençoe

Como me defino

22/05/09



Uma leoa em batalha constante,

uma princesa em busca de um amante

Surpresa, emoção

Guerra e paixão.

Uma criança num campo florido

um raio, um livro

sacrifício, perdão.


E você, como se define?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Cansaço


06/04/03 – quatro meses aqui!

Fiz relatório financeiro. Na igreja, A. (um bebê) dormiu no meu colo, então levei-o para a casa dos bebês.

Vim para casa ler a Bíblia. Comi salgadinho com catchup. M. me ligou e veio com o A. me pegar. Fomos ao El Grieco. G. foi lá também. Fomos na Machava, na casa da E.. Muito papo. Compartilhamos muitos sonhos e idéias. De volta lá por 22 horas. Ler.


07/04/03 – Dia da mulher moçambicana – feriado em Moçambique.

Esperei até lá por 11 horas, aí M. me ligou. Fui ao escritório dele, onde comecei a digitar o livro de discipulado. Passei todo o dia lá, digitando. Comi duas maçãs para o almoço.

A L. ligou de tardezinha. Liguei para a mãe e o pai.

Digitei até a página 70. Lá por 20 horas fui para a casa do M.. Comemos galinha que o B. preparou. Muito papo e muitas bênçãos.


08/04/03

M. me ligou para combinar horário para digitar livro.

Fui fazer teste para controle de malária. Ganhei rosas da G.. Escrever e estudar.

Comi maçãs e fui para o escritório do J. e do M.. Terminei de digitar o livro e tirei algumas figuras.

De volta, mais estudo. Brinquei com o N. (bebê moçambicano soro positivo que G. pegou para criar).

Fui na cozinha dos short termers e na clínica com o P.. Não fiz nada, enquanto a I. preparava a janta das pastoras. Prá mim, na época, foi obra morta. Hoje já nem sei dizer... Chorei.

Banho, cortar unhas. Escrever.


09/04/03

A G. viajou. Lavei roupa e roupa de cama, limpei quarto, banheiro, sala e área de fora. Pus cadeado no portão.

A. e J. se mudaram para uma das kitinetes da casa grande! Aleluia!

Pesquisar e estudar. Participei do grupo dos missionários. Lanche...

domingo, 4 de outubro de 2009

Andar mais uma milha


02/04/03

Dei aula ao ar livre – muito bom!

Tentei falar com o S.. Ele me mandou o livro de discipulado de volta e o livro ‘O cajado do Pastor’, depois me ligou, dizendo que esse era um empréstimo.

Li a Bíblia o dia inteiro. Pai e mãe ligaram.

A I. não está bem. Tomei banho e participei do grupo familiar.

S. aprovou o livro de discipulado. No grupo, oramos pelo material que falta digitar.

Falei com H. B. sobre o problema do conceito de Deus em changana e ela disse que já sabia mas não podia resolver todos os problemas!

Li mais.


03/04/03

Esperei pela I. mas, como sempre, ela não veio (estava mal e ficou de cama o dia todo).

P. devolveu-me 700.000 meticais dos 800.000 que eu tinha dado como pagamento de meus medicamentos para malária (Coartem), dizendo que o ministério vai pagá-los prá mim.

Fui para a cidade. Comprei uma blusa, uma calça e um vestido para mim no PEP. Fui na internet. Também comprei frutas e pão para o M.. Enviei fotos para o Brasil (aleluia!).

De volta, fui para a casa do M.. Lanche e papo.

Em casa, tomei banho, pus vestido novo e fui para a Igreja, onde fiquei só um pouco.

Falei com I. pelo telefone. Fiz hamburguer com pão. Papo, à noite, com L. e G. para quem contei meu testemunho de vida.

Começaram a se interessar pela minha vida, com certeza por causa do livro de discipulado. Acho que as pessoas buscam quem faça algo além do que se costuma fazer em lugares como esse. Alguém que vá além, que ande mais uma milha, que viva como Jesus. Não escrevo isso porque ache que eu tenha feito isso ou vivido dessa forma (sei que não vivi), mas o pouco que fazemos com os talentos que nos foram confiados chama a atenção e é capaz de mexer nas estruturas de muita coisa, imagine se usássemos 100 % do que Ele nos deu...


04/04/03

O meu relógio ficou com a pilha fraca e atrasou em uma hora bem no dia da minha última aula neste trimestre. Mas, graças a Deus (e só a Ele), deu tudo certo. Eles amaram a foto (da turma, que mandei tirar uma cópia para cada um) e os estudos adicionais que dei prá eles.

Não tive aula de changana. Falei com o Pr. E., com o M. com o S. e com o Pr. J. (pastor da Igreja de M.A.).

Tentei ligar para o Pr. S. e para o Pr. N., procurei S. e A., mas não achei ninguém. Frustração.

Li a Bíblia. Tentei ligar para o pai e a mãe, mas ninguém atendeu. Almocei.

À tarde fui no Mimos. À noite, papo com o povo do Brasil, da Holanda e da Suíça.


05/04/03

Dia turbulento! A I. estava tão difícil hoje, como se eu fosse a louca ansiosa, e eu só queria ajudar... Nem vale a pena lembrar...

Jantei.

sábado, 3 de outubro de 2009

O beijo de ouro

Há alguns meses atrás participei de um concurso que tinha que criar uma frase sobre o que é, para mim, um beijo de ouro - valendo uma coleção de batons. Bom, não ganhei, mas saiu um belo poema da minha cabeça. Por isso, aqui está, o que para mim é um beijo de ouro:


Saio na rua,

plena luz do dia

no meio da multidão.


Ando perdida,

olhando, sem rumo

meus passos no chão.


Olho adiante,

vejo olhares

de reprovação.


Então vou sentindo

você em meu corpo

pegar pela mão.


E à luz do dia

diante do povo

e da multidão


você me arrabata

em seus lábios me cala

cheio de paixão.


É um beijo molhado,

desesperado

de coração,


me sinto segura

amada,

não há solidão.


O que eu temia

Fugiu pelo dia

Tua boca na minha

Tirou-me a razão.


28/04/09 - Lioness

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Meu amigo M.


28/03/03

Dei foto para A. e saí com I. para muitos lugares. Teste de malária (meu teste deu positivo – duas cruzes).

Fomos na Bocaria*, no Infulene (hospital), no Tinache, no hospital central, à praia, compramos souvenirs, na Medimoc, compramos ‘rufadas’ (pão doce) e coca no Shoprite duas vezes (consegui tirar dinheiro e deixar fotos para scannear).

Decepção com T., uma visitante.

Cansaço. Postal e carta da L..


29/03/03

Lavar roupa. Ler e escrever. Conversei com I. e H.. Fomos na casa do M.. Lá fiquei TODO O DIA. Ele fez pão com alho e maionese no forno.

Lá por 18:30 horas fui para meu quarto e tomei banho. Me arrumei.

Fomos no El Grieco, onde comemos um calzone MARAVILHOSO e ENORME. Muito papo. Cheguei em casa 20 para meia noite.


30/03/03

Levantei 8:15 horas. Comi o que sobrou do meu calzone de ontem e fui com I,, A., M.,E., e C., à Igreja do N.; comemos no Charlote e fomos à praia.

De volta às 20:30 horas. Banho, cansaço, dor de cabeça.

A L. veio conversar. Mostrei presentes que já comprei para levar ao Brasil e o livro que escrevi. Ela me convidou para assistir a um filme no laptop dela. Assistimos ‘A nice day’ (‘Um dia muito especial’).


31/03/03

Levantei perto das 9 horas. I. veio tomar café comigo. Peguei minhas coisas e fui na casa do M., que está com malária (uma cruz).

Fiz macarronada spagetti com molho para o almoço. J., B., M. e eu almoçamos. Limpei tudo e conversei com o M..

Na aula, expliquei o livro sem palavras em português e dei pessoalmente um para cada aluno do 1º e do 2º anos, e também para o D..

Organizei estudo sobre ‘O temor do Senhor’ e fiz cópias para o 1º ano.

Estudei como explicar o livro sem palavras em changana. I. e eu fomos na casa do M.. Tomei banho e escrevi antes de dormir.


01/04/03

Ida ao Shoprite bem tumultuada, mas deu tudo certo no final.

Dei aula sobre temor do Senhor e fruto do Espírito, além de aula de português para os missionários.

Conversei bastante com o M.. Jantar: camarão e peixe!


* O lixão da cidade, onde existe uma vila de pessoas.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

4a Carta da ...- Moçambique


27/03/03

Liguei para a I. e para o M.. Fui para a cidade. Levei uma cantada e tanto na chapa – vontade de pular a janela pela maneira como foi feita.

Tirei dinheiro, revelei fotos, comprei uma régua grande. Liguei para o M. e fui na internet. O M. veio com dois meninos. Almoçamos no Tiger.


4a carta:

Ola, queridos!

Gostaria de compartilhar mais uma vitória destes dias: Ontem, para a gloria do nome de Jesus, terminei de escrever um livro de discipulado especificamente para os educadores das crianças, em português e changana, com 86 páginas e todo ilustrado. Agora estamos aguardando H. B. chegar para ver se ela aprova e, então, poderemos mandar copiar, editar ou o que for possível para que o trabalho seja enriquecido. Nem eu mesma acreditei quando acabou, pois fui desafiada por I., outra brasileira que esta responsável por orar com os educadores, para escrever o material, e Deus foi me dando sonhos, palavras, idéias que se completaram de uma maneira única e maravilhosa. Fora o fato que os educadores estão muito felizes por ter partes em changana.

Na próxima semana irei explicar o livro sem palavras em changana numa das aulas com os pastores, e Deus tem sido maravilhoso para que eu aprenda a ler a Bíblia em changana. Estou tentando encontrar um scanner para mandar fotos. Minha saúde esta melhor, graças a Deus. Obrigada pelas orações. Beijos para todos...


Depois fomos a uma loja de materiais para casa e instalações. Chegamos no ministério lá por 15:30 horas. Papo com a I.. Tomei lanche com o M.. Ganhei duas camisetas da I..

Moedas para evangelismo.

H. B. chegou. Culto, banho. Escrever em fotos.

Notícias divulgadas de setembro de 2009


“...ele derramou sua vida até a morte, e foi contado entre os transgressores. Pois ele levou o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu.” (Isaías 53:12b)


Saudações, queridos!

Já estamos em Outubro! Como o tempo tem passado rapidamente! Graças a Deus pude aproveitar grandes e preciosas oportunidades neste mês de setembro que passou.

Fui, com minha mãe, a uma consulta com um especialista, e ele diminuiu 2 dos 9 comprimidos diários que precisava tomar. Graças a Deus agora são 7 comprimidos diários, e estou me sentindo muito melhor. Além dos medicamentos, faço pequenas caminhadas diariamente até a faculdade (meia hora) e tenho tentado melhorar minha alimentação, dentro das possibilidades.

Recebo semanalmente algumas marmitas distribuídas por minha Igreja e mensalmente uma cesta básica. Mesmo assim, ainda tenho muitas dificuldades financeiras, pois meus pais é que complementam minha compra mensal e compram os medicamentos – o que se torna difícil de manter. Além disso, ainda tem os livros da faculdade, despesas com higiene e qualquer outra coisa que uma pessoa normal possa ter necessidade. As únicas entradas fixas que tenho são um salário mínimo da JMMI e 100 reais de minha Igreja (estes 100 especificamente para internet).

Nos dias 12 e 13 de setembro fui convidada a visitar e compartilhar um testemunho e divulgação missionária na Igreja Irmãos Menonitas Brasileira de Palmeira, na Igreja Irmãos Menonitas de Witmarsum (grupo de jovens) e na Igreja Evangélica Menonita de Vila Rosa em Palmeira, todas no Paraná. Foi uma grande alegria ficar hospedada com as missionárias A. e L., que trabalham na Associação Menonita de Assistência Social - AMAS.

Uma grande surpresa foi encontrar parte de minha família em Palmeira, um casal de tios-avós a quem eu só tinha visto quando pequena, e de quem eu nem tinha nenhuma lembrança viva. Foi um momento emocionante proporcionado por minhas anfitriãs, que fizeram de tudo para eu me sentir em casa naquela cidade tão bonita, que é Palmeira. Dia 14 de setembro ainda pude conhecer pessoalmente um pouco mais do trabalho da AMAS, antes de voltar a Curitiba.

No dia 19 de setembro visitei a Comunidade Evangélica Novo Alvorecer – CENA, em Curitiba, durante sua 1ª Conferência Missionária, cujo tema foi “E disse-lhes: Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens.” (Mateus 4:19). Lá conheci a Missão APIEIA, que faz um trabalho de abertura de Igrejas, assistência integral a crianças, presos e famílias carentes em Moçambique. Foi maravilhoso contactar mais obreiros neste campo tão carente de ajuda.

Na noite de 19 para 20 de setembro, dei um pouco de trabalho à família que me estava hospedando, pois passei toda a noite com fortíssimas dores de estômago e vômito. Já pela manhã, meu colega missionário em Moçambique, num telefonema, orou por mim e logo em seguida a dor cessou. Foi mais uma das muitas batalhas físicas vencidas em nome de Jesus.

Agora em outubro estarei começando a consultar médicos num posto de saúde recém aberto perto de casa para tentar conseguir um ou dois dos medicamentos contínuos que preciso tomar. Em relação à ajuda do INSS, apesar de meu pai ter pago 10 anos de contribuição para mim, eles negaram o auxílio-doença, mesmo eu tendo comprovantes médicos de minha incapacidade laboral. Mesmo assim marquei nova perícia, mas somente consegui para dezembro.

Por favor, irmãos, orem sobre minhas finanças. Algumas ofertas esporádicas têm entrado, e as igrejas que me recebem têm sido generosas e me ajudado também, e são estas que cobrem despesas básicas, mas peço oração por sabedoria ao administrar tanta necessidade com tão poucos recursos. Peço que orem também porque, apesar do médico dizer que não posso trabalhar, não gostaria de deixar de me envolver com o trabalho missionário em tempo integral, ainda que seja aqui no Brasil.

Com relação ao meu casamento, peço que os irmãos orem para que Deus guarde minhas emoções de todo ataque e sentimento que não venha dEle. São 10 meses aqui no Brasil, 8 meses morando sozinha, e não tem sido fácil, mesmo porque muitas coisas não estão sendo resolvidas muito bem.

Apesar das lutas, Deus tem sido tão bom, e tem cuidado de cada detalhe da minha vida. A faculdade é um lugar de refrigério, porque amo estudar. As aulas me ajudam e me mantém com a mente e, muitas vezes, o dia, ocupada. Tenho publicado diariamente fotos e estudos nos blogs que criei e ainda faço algumas traduções para a JMMI e AEM.

Creio que Jesus, ao se identificar conosco, não veio para nos condenar, mas para nos compreender, e acima de tudo, interceder por nós. Ele é nosso advogado, nEle pomos a nossa esperança. Por isso, sobre Ele lanço todas as minhas ansiedades, cuidados, necessidades. Eu creio que Ele nunca deixará de cuidar de nós.

A Ele seja a glória, a cada dia, em nossas vidas.

Um grande abraço a todos, e muito obrigada por suas orações e seu constante amor demonstrado na prática por mensagens ou apoio financeiro.

Deus os abençoe

Como me defino

22/05/09



Uma leoa em batalha constante,

uma princesa em busca de um amante

Surpresa, emoção

Guerra e paixão.

Uma criança num campo florido

um raio, um livro

sacrifício, perdão.


E você, como se define?

Cansaço


06/04/03 – quatro meses aqui!

Fiz relatório financeiro. Na igreja, A. (um bebê) dormiu no meu colo, então levei-o para a casa dos bebês.

Vim para casa ler a Bíblia. Comi salgadinho com catchup. M. me ligou e veio com o A. me pegar. Fomos ao El Grieco. G. foi lá também. Fomos na Machava, na casa da E.. Muito papo. Compartilhamos muitos sonhos e idéias. De volta lá por 22 horas. Ler.


07/04/03 – Dia da mulher moçambicana – feriado em Moçambique.

Esperei até lá por 11 horas, aí M. me ligou. Fui ao escritório dele, onde comecei a digitar o livro de discipulado. Passei todo o dia lá, digitando. Comi duas maçãs para o almoço.

A L. ligou de tardezinha. Liguei para a mãe e o pai.

Digitei até a página 70. Lá por 20 horas fui para a casa do M.. Comemos galinha que o B. preparou. Muito papo e muitas bênçãos.


08/04/03

M. me ligou para combinar horário para digitar livro.

Fui fazer teste para controle de malária. Ganhei rosas da G.. Escrever e estudar.

Comi maçãs e fui para o escritório do J. e do M.. Terminei de digitar o livro e tirei algumas figuras.

De volta, mais estudo. Brinquei com o N. (bebê moçambicano soro positivo que G. pegou para criar).

Fui na cozinha dos short termers e na clínica com o P.. Não fiz nada, enquanto a I. preparava a janta das pastoras. Prá mim, na época, foi obra morta. Hoje já nem sei dizer... Chorei.

Banho, cortar unhas. Escrever.


09/04/03

A G. viajou. Lavei roupa e roupa de cama, limpei quarto, banheiro, sala e área de fora. Pus cadeado no portão.

A. e J. se mudaram para uma das kitinetes da casa grande! Aleluia!

Pesquisar e estudar. Participei do grupo dos missionários. Lanche...

Andar mais uma milha


02/04/03

Dei aula ao ar livre – muito bom!

Tentei falar com o S.. Ele me mandou o livro de discipulado de volta e o livro ‘O cajado do Pastor’, depois me ligou, dizendo que esse era um empréstimo.

Li a Bíblia o dia inteiro. Pai e mãe ligaram.

A I. não está bem. Tomei banho e participei do grupo familiar.

S. aprovou o livro de discipulado. No grupo, oramos pelo material que falta digitar.

Falei com H. B. sobre o problema do conceito de Deus em changana e ela disse que já sabia mas não podia resolver todos os problemas!

Li mais.


03/04/03

Esperei pela I. mas, como sempre, ela não veio (estava mal e ficou de cama o dia todo).

P. devolveu-me 700.000 meticais dos 800.000 que eu tinha dado como pagamento de meus medicamentos para malária (Coartem), dizendo que o ministério vai pagá-los prá mim.

Fui para a cidade. Comprei uma blusa, uma calça e um vestido para mim no PEP. Fui na internet. Também comprei frutas e pão para o M.. Enviei fotos para o Brasil (aleluia!).

De volta, fui para a casa do M.. Lanche e papo.

Em casa, tomei banho, pus vestido novo e fui para a Igreja, onde fiquei só um pouco.

Falei com I. pelo telefone. Fiz hamburguer com pão. Papo, à noite, com L. e G. para quem contei meu testemunho de vida.

Começaram a se interessar pela minha vida, com certeza por causa do livro de discipulado. Acho que as pessoas buscam quem faça algo além do que se costuma fazer em lugares como esse. Alguém que vá além, que ande mais uma milha, que viva como Jesus. Não escrevo isso porque ache que eu tenha feito isso ou vivido dessa forma (sei que não vivi), mas o pouco que fazemos com os talentos que nos foram confiados chama a atenção e é capaz de mexer nas estruturas de muita coisa, imagine se usássemos 100 % do que Ele nos deu...


04/04/03

O meu relógio ficou com a pilha fraca e atrasou em uma hora bem no dia da minha última aula neste trimestre. Mas, graças a Deus (e só a Ele), deu tudo certo. Eles amaram a foto (da turma, que mandei tirar uma cópia para cada um) e os estudos adicionais que dei prá eles.

Não tive aula de changana. Falei com o Pr. E., com o M. com o S. e com o Pr. J. (pastor da Igreja de M.A.).

Tentei ligar para o Pr. S. e para o Pr. N., procurei S. e A., mas não achei ninguém. Frustração.

Li a Bíblia. Tentei ligar para o pai e a mãe, mas ninguém atendeu. Almocei.

À tarde fui no Mimos. À noite, papo com o povo do Brasil, da Holanda e da Suíça.


05/04/03

Dia turbulento! A I. estava tão difícil hoje, como se eu fosse a louca ansiosa, e eu só queria ajudar... Nem vale a pena lembrar...

Jantei.

O beijo de ouro

Há alguns meses atrás participei de um concurso que tinha que criar uma frase sobre o que é, para mim, um beijo de ouro - valendo uma coleção de batons. Bom, não ganhei, mas saiu um belo poema da minha cabeça. Por isso, aqui está, o que para mim é um beijo de ouro:


Saio na rua,

plena luz do dia

no meio da multidão.


Ando perdida,

olhando, sem rumo

meus passos no chão.


Olho adiante,

vejo olhares

de reprovação.


Então vou sentindo

você em meu corpo

pegar pela mão.


E à luz do dia

diante do povo

e da multidão


você me arrabata

em seus lábios me cala

cheio de paixão.


É um beijo molhado,

desesperado

de coração,


me sinto segura

amada,

não há solidão.


O que eu temia

Fugiu pelo dia

Tua boca na minha

Tirou-me a razão.


28/04/09 - Lioness

Meu amigo M.


28/03/03

Dei foto para A. e saí com I. para muitos lugares. Teste de malária (meu teste deu positivo – duas cruzes).

Fomos na Bocaria*, no Infulene (hospital), no Tinache, no hospital central, à praia, compramos souvenirs, na Medimoc, compramos ‘rufadas’ (pão doce) e coca no Shoprite duas vezes (consegui tirar dinheiro e deixar fotos para scannear).

Decepção com T., uma visitante.

Cansaço. Postal e carta da L..


29/03/03

Lavar roupa. Ler e escrever. Conversei com I. e H.. Fomos na casa do M.. Lá fiquei TODO O DIA. Ele fez pão com alho e maionese no forno.

Lá por 18:30 horas fui para meu quarto e tomei banho. Me arrumei.

Fomos no El Grieco, onde comemos um calzone MARAVILHOSO e ENORME. Muito papo. Cheguei em casa 20 para meia noite.


30/03/03

Levantei 8:15 horas. Comi o que sobrou do meu calzone de ontem e fui com I,, A., M.,E., e C., à Igreja do N.; comemos no Charlote e fomos à praia.

De volta às 20:30 horas. Banho, cansaço, dor de cabeça.

A L. veio conversar. Mostrei presentes que já comprei para levar ao Brasil e o livro que escrevi. Ela me convidou para assistir a um filme no laptop dela. Assistimos ‘A nice day’ (‘Um dia muito especial’).


31/03/03

Levantei perto das 9 horas. I. veio tomar café comigo. Peguei minhas coisas e fui na casa do M., que está com malária (uma cruz).

Fiz macarronada spagetti com molho para o almoço. J., B., M. e eu almoçamos. Limpei tudo e conversei com o M..

Na aula, expliquei o livro sem palavras em português e dei pessoalmente um para cada aluno do 1º e do 2º anos, e também para o D..

Organizei estudo sobre ‘O temor do Senhor’ e fiz cópias para o 1º ano.

Estudei como explicar o livro sem palavras em changana. I. e eu fomos na casa do M.. Tomei banho e escrevi antes de dormir.


01/04/03

Ida ao Shoprite bem tumultuada, mas deu tudo certo no final.

Dei aula sobre temor do Senhor e fruto do Espírito, além de aula de português para os missionários.

Conversei bastante com o M.. Jantar: camarão e peixe!


* O lixão da cidade, onde existe uma vila de pessoas.

4a Carta da ...- Moçambique


27/03/03

Liguei para a I. e para o M.. Fui para a cidade. Levei uma cantada e tanto na chapa – vontade de pular a janela pela maneira como foi feita.

Tirei dinheiro, revelei fotos, comprei uma régua grande. Liguei para o M. e fui na internet. O M. veio com dois meninos. Almoçamos no Tiger.


4a carta:

Ola, queridos!

Gostaria de compartilhar mais uma vitória destes dias: Ontem, para a gloria do nome de Jesus, terminei de escrever um livro de discipulado especificamente para os educadores das crianças, em português e changana, com 86 páginas e todo ilustrado. Agora estamos aguardando H. B. chegar para ver se ela aprova e, então, poderemos mandar copiar, editar ou o que for possível para que o trabalho seja enriquecido. Nem eu mesma acreditei quando acabou, pois fui desafiada por I., outra brasileira que esta responsável por orar com os educadores, para escrever o material, e Deus foi me dando sonhos, palavras, idéias que se completaram de uma maneira única e maravilhosa. Fora o fato que os educadores estão muito felizes por ter partes em changana.

Na próxima semana irei explicar o livro sem palavras em changana numa das aulas com os pastores, e Deus tem sido maravilhoso para que eu aprenda a ler a Bíblia em changana. Estou tentando encontrar um scanner para mandar fotos. Minha saúde esta melhor, graças a Deus. Obrigada pelas orações. Beijos para todos...


Depois fomos a uma loja de materiais para casa e instalações. Chegamos no ministério lá por 15:30 horas. Papo com a I.. Tomei lanche com o M.. Ganhei duas camisetas da I..

Moedas para evangelismo.

H. B. chegou. Culto, banho. Escrever em fotos.