A “Vênus” de Tacarigua: Uma Divindade Mágica
Os grupos valencióides que habitavam a costa central da
Venezuela e a bacia do Lago Valência ("Tacarigua") desenvolveram
cerâmica de alta qualidade estética, com as figuras femininas antropomórficas —
conhecidas como "Vênus de Tacarigua" — destacando-se como um elemento
icônico expressivo. Sua abundância e variedade indicam sua importância
simbólica nas atividades sociais. Poucas figuras pré-colombianas são tão
cativantes quanto a “Vênus” de Tacarigua. Encontradas ao redor do Lago
Valência, na Venezuela, elas impressionam por suas proporções fortes e
marcantes. Essas belas peças de cerâmica merecem ser estudadas para uma melhor
compreensão dos primeiros habitantes da região. A mais icônica dessas figuras, feita de barro
cozido, provavelmente data de entre 800 e 1500 AEC. A chamada “Vênus de
Tacarigua”, medindo 33 x 23,5 x 12 centímetros, representa uma figura feminina
nua em pé. Algumas características são omitidas, enquanto outras, como os
quadris, as coxas e o abdômen, são exageradas. Os seios quase imperceptíveis
conferem-lhe uma aparência um tanto infantil. Sua influência se estende muito
além do mar. Sua presença é notável no Arquipélago de Los Roques, a 135 km da
costa venezuelana. Na pequena ilha de Dos Mosquises — a porta de entrada para o
arquipélago — foram descobertas 20% de todas as figuras valencióides
encontradas até hoje.
Entenda a problemática de chamar essas estatuetas de “Vênus”
no artigo que traduzi “Elas não são figuras de Vênus” em meu site - https://angelanatel.wordpress.com/2020/07/25/elas-nao-sao-figuras-de-venus/

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